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Coral Lírico de Minas celebra 30 anos no Palácio das Artes

 Na próxima terça-feira(7) a Fundação Clóvis Salgado (FCS) comemora os 30 anos do Coral Lírico de Minas Gerais, a serem completados no dia 19 deste mês. E após três décadas de estrada, quem ganha presente é o público, com a apresentação na primeira edição da Série Música Coral – 2009, no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 20h30.

Com regência do maestro titular Afrânio Lacerda, o Coral recebe a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e solistas convidados: Michelle Canniccioni(soprano), Luciana Monteiro(mezzo-soprano), Herric Herrero(tenor), e Pepes do Valle(baixo), para interpretação especial da Missa em Dó Maior, de Beethoven. Atualmente, o grupo conta com 48 vozes e apresenta-se regularmente em Belo Horizonte, em vários municípios mineiros e fora do Estado.

Missa em Dó Maior

Beethoven distinguiu-se como compositor de música sacra com apenas algumas obras, sendo que todas escapam da classificação fácil no campo tradicional desse gênero. A Missa em Dó Maior provocou perplexidade e estranheza em sua estréia, em 13 de setembro de 1807, em Eisenstadt, Áustria. O príncipe Nikolaus von Esterházy, que encomendou a obra para o dia do santo de sua mulher, comentou a apresentação com as seguintes palavras: “Mas, caro Beethoven, que foi que você fez de novo?” A reação do príncipe demonstra da maneira mais clara que a obra de Beethoven desviava-se, de maneira grave, das composições de missa habituais da época.

Diferentemente de todos os seus predecessores, sobretudo, de Joseph e Hadyn, Beethoven divide a missa em cinco blocos independentes, que correspondem às partes principais da missa solene católica, resumidas em Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei. Cada bloco é um todo sinfônico com vários membros, levado por coro, solos e orquestra, na mesma medida. Para Beethoven não existem árias-números fechados no sentido atual, apenas concisos trechos solísticos, aos quais se agregam de imediato as outras vozes do solo. Falta por completo o caráter concertante arioso nas partes dos solistas. Não é a plasticidade material do texto que está em primeiro plano, mas sim a acentuação de sua importância ideal - a interpretação no sentido mais original.

Beethoven subordina também a parte instrumental a esse objetivo e, assim, não busca a configuração das partes orquestrais, quando esta não deriva das vozes do canto do texto. A palavra e seus portadores, coro e solistas, possuem o primado incondicional; Beethoven interessa-se pela declaração, não tanto pelo acabamento musical de sua primeira composição da missa.

Afrânio Lacerda – regente titular

Afrânio Lacerda, ao longo de sua carreira, foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e já regeu, como convidado, algumas das principais orquestras do país. Fundou e regeu na década de 80, a Orquestra de Câmara da Fundação de Educação Artística e, na década de 90, a Orquestra de Câmara do Palácio das Artes.

Foi professor de várias universidades, dentro e fora de Minas Gerais. Na área administrativa, foi Diretor Musical da Fundação de Educação Artística e Diretor Artístico do Palácio das Artes. Sempre privilegiou a música coral, tendo dirigido alguns dos mais importantes coros do país. Com eles freqüentou importantes salas de concerto, estúdios de Rádio e TV, e gravadoras na América do Sul, EUA e Europa.

Lacerda destaca-se pela numerosa apresentação, em primeira audição, de peças de importantes compositores brasileiros, tais como Ernst Widmer, Rufo Herrera, Lindembergue Cardoso, Mário Ficarelli, Ronaldo Miranda, Gilberto Mendes e Ernst Mahle. Essas obras enriquecem, hoje, o repertório dos nossos coros.


Coral Lírico – um pouco de história

O Coral Lírico de Minas Gerais, juntamente com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Cia. de Dança Palácio das Artes, é um dos três corpos artísticos mantidos pela Fundação Clóvis Salgado. Em 1971, com o nome Coral Lírico do Palácio das Artes, o grupo fez a primeira apresentação na inauguração do Grande Teatro do Palácio das Artes, sob regência do maestro Marum Alexander. Em 19 de abril de 1979, é oficialmente fundado sob o nome Coral Lírico de Minas Gerais. Desde o seu surgimento, o grupo teve como regentes os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Márcio Miranda Pontes, Eliana Fajioli, Sílvio Viegas, Charles Roussin e o atual, Afrânio Lacerda.

O maestro Luis Aguiar foi o primeiro a reger os músicos do Coral Lírico de Minas Gerais, ele comenta “fui o primeiro regente titular, fundador, criador do coro que há até hoje. Começou como Coral Lírico do Palácio das Artes. Acho que eu devo ter sido, da área artística, número 3 ou 4”. O grupo prima pela versatilidade de seu repertório, que inclui desde a música renascentista até óperas, operetas, oratórios, concertos sinfônicos-corais e a capella. Atua, frequentemente, ao lado das Orquestras Sinfônica e Filarmônica de Minas Gerais.

Desde sua fundação foram cerca de 200 apresentações no Palácio das Artes e interior. O Coral Lírico participou de grandes óperas como: Aida, de Verdi; Pélleas e Mélisande, de Debussy; Turandot, de Puccini; Madame Butterfly, de Puccini; Tosca, de Puccini; A Viúva Alegre; de Franz Lehar; Um Réquiem Alemão, de Brahms; Carmenm, de Bizet; Réquiem, de Verdi; Flauta Mágica, de Mozart; O Escravo, de Carlos Gomes; La Traviata, de Verdi; Don Giovanni, Mozart; Carmen, de Bizet; O Guarani, de Carlos Gomes; O Barbeiro de Sevilha, de Rossini; Os pescadores de pérolas, de Bizet.

Em 2000, o Coral Lírico recebeu o troféu Pró-Música (melhor da música em Minas Gerais). Em 2004, junto com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, participou da montagem da Ópera Turandot, de Puccini e gravou, sob a direção do maestro Marcelo Ramos, o CD Ofício de Trevas, registro da obra do padre e compositor mineiro José Maria Xavier (1819-1887). Em 2005, dentro da série Música Coral, o grupo alcançou enorme sucesso com apresentações a cappela no Grande Teatro do Palácio das Artes.

Desde 2006, o Coral Lírico vem se apresentando, pelo Projeto de Interiorização da Cultura, em várias cidades do interior do Estado de Minas Gerais. Recentemente, a convite da Osesp, apresentou a 9º Sinfonia de Beethoven e a obra de Prokofiev - Ivan o Terrível, na Sala São Paulo e na cidade de Santos.

Série de Música Coral

Como outras produções do Palácio das Artes, o projeto Série Música Coral prioriza o aspecto social de formação de público, viabilizando a democratização do acesso popular às ações culturais com a oferta de espetáculos de qualidade a preços acessíveis.

Serviço

Evento: Série Música Coral - comemoração 30 anos do Coral Lírico de Minas Gerais
Data / Horário: 07.04 (terça-feira): às 20h30
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Valor: Platéia I e II: R$ 15,00
Platéia Superior: R$ 10,00
(meia-entrada conforme a lei)
Informações: 3236-7400
www.palaciodasartes.com.br

 

 

 Agência Minas
 

 
 
 



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