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Cerca de 1 milhão de potenciais beneficiários podem requisitar aposentadorias sem ida a agência

Um ano após o início do programa do INSS que autoriza instituições públicas e privadas a receberem pedidos de benefícios no estado de São Paulo, cerca de 1 milhão de potenciais beneficiários podem requisitar aposentadorias diretamente às empresas em que trabalham, sindicatos e entidades aos quais são associados e prefeituras.

Foto: Lalo de Almeida - 27.jan.2009/Folhapress/ O INSS vai deixar de agendar atendimento presencial nas agências para quem pedir a aposentadoria por idadeFoto: Lalo de Almeida - 27.jan.2009/Folhapress/ O INSS vai deixar de agendar atendimento presencial nas agências para quem pedir a aposentadoria por idade

Os acordos de cooperação técnica com entidades fazem parte do INSS Digital, como é chamada a estratégia de modernização do órgão.

Na prática, os documentos dos segurados são enviados pela internet ao instituto. É quase a mesma tecnologia que permite a requisição de benefícios pelo site meu.inss.gov.br, também parte do INSS Digital.

O atendimento a distância permitido pela digitalização é declaradamente a principal aposta do INSS para melhorar o serviço à população.

Os segurados, porém, preferem ir às agências: na capital paulista, só 20% dos usuários agendam o atendimento por site ou telefone antes de ir a um posto previdenciário.

Os critérios para acesso a serviços previdenciários em entidades que possuam acordos com o INSS podem estar condicionados à comprovação de vínculo com a instituição conveniada, como o registro de funcionário na empresa ou filiação ao sindicato. Em geral, o atendimento é estendido aos dependentes.

Para o atendimento nas prefeituras, é preciso morar no município.

Desde o lançamento do programa, porém, o resultado está longe de atingir a meta de 45 dias para receber aposentadorias por tempo de contribuição, devida a trabalhadores que completam o período de recolhimentos de 30 anos, se mulher, e 35 anos, se homem.

Hoje, esse benefício demora, no estado, pouco mais de três meses (105 dias, em média) para ser liberado.

O número está significativamente abaixo dos cerca de cinco meses (165 dias) de espera registrados em 2017.

O tempo médio inclui o intervalo entre o agendamento do pedido do benefício até o dia em que foi ele confirmado.

O INSS informou que alguns municípios registram tempos médios de espera muito altos devido a casos específicos e pontuais. Um exemplo é a espera de 912 dias em Aparecida (180 km de SP) em julho deste ano.

Segundo o INSS, a espera foi “turbinada” por processos de concessão que tiveram recursos e, por isso, tramitavam desde 2014 e 2017. Em outra situação, em Batatais (352 km de SP), um segurado agendou o benefício em agosto de 2017, foi atendido em fevereiro de 2018 e só teve a concessão em julho do mesmo ano.

 

Com Folha De São Paulo




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