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Reforma da Previdência começa a ser discutida por deputados nesta terça

Após a mobilização bem-sucedida de aliados ao governo para acelerar o andamento da reforma da Previdência, a comissão especial que analisa as mudanças no sistema de aposentadorias começa a discutir a proposta a partir das 9h desta terça-feira (18).

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

Até o momento, 115 deputados já estão inscritos para discursar, o que já soma mais de 24 horas de falas no colegiado.

Novas inscrições podem ser realizadas até o primeiro orador iniciar suas declarações na comissão especial. Os líderes, por sua vez, podem discursar por tempo proporcional ao tamanho de suas bancadas.

Na semana passada, o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), não se comprometeu com uma data para a votação do parecer apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Ramos também declarou ter firmado um acordo com a oposição para a não obstrução nesta fase de debates. A base aliada do governo, por sua vez, garantiu que não vai forçar o encerramento da discussão da proposta.

"É um acordo em que a oposição não fará a obstrução tradicional apresentando requerimentos de inversão de pauta ou de leitura de ata, que é absolutamente legítima do ponto de vista regimental", disse o presidente.

Líder da minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que a oposição vai obstruir a votação da proposta mais para frente. Ela defende a necessidade do parlamento debater o vazamentos de diálogos entre o ministro Sérgio Moro e procurador Deltan Dallagnol ao mesmo tempo junto com a reforma.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz esperar que o texto já seja votado na semana que vem na Comissão Especial para o plenário da Casa poder analisar a PEC até 15 de julho, quando os parlamentares entram em recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho.

Relatório

O texto a ser discutido pelos deputados é o substitutivo à reforma do governo, apresentado por Samuel Moreira. Se aprovado da maneira como se encontra, o parecer deve gerar economia de cerca de R$ 915 bilhões em 10 anos.

Após ser revelado, o relatório de Moreira foi amplamente criticado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele afirmou que os deputados "abortaram" a reforma da Previdência e disse que com o texto será necessária outra reforma daqui a cinco ou seis anos.

Maia saiu em defesa de Moreira e rebateu as críticas de Guedes, ressaltando que o Parlamento está blindado das crises que são geradas pelo poder Executivo. Moreira, por sua vez, destacou que seu papel como relator é "construir consensos, e não alimentar intrigas".

Com R7 Notícias




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