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Sete Lagoas é palco de lançamento de projeto pioneiro de reciclagem

Apenas 13% de todo o resíduo industrial do Brasil é reciclado, segundo dados do Departamento de Resíduos Sólidos do Ministério do Meio Ambiente. Mesmo em tempo de baixa produção, o volume de lixo é grande e levanta questionamentos, como o impacto ambiental provocado pela disposição desses resíduos.

Sete Lagoas foi escolhida como cidade para receber o projeto piloto que será implantado em toda Minas Gerais / Foto: Ascom PiquinniSete Lagoas foi escolhida como cidade para receber o projeto piloto que será implantado em toda Minas Gerais / Foto: Ascom Piquinni

Para atender esse problema, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) lançou oficialmente na última sexta-feira (29), em Sete Lagoas, o programa Economia Circular, cujo objetivo é incentivar a utilização dos resíduos de uma empresa como insumos ou matérias-primas para outras empresas.

Sete Lagoas é uma das cidades-piloto do projeto em Minas Gerais e, na cidade, ele surge com o apoio da Associação Comercial de Sete Lagoas (ACI) e da UNIFEMM. 

Segundo o presidente da FIEMG, Olavo Machado, o projeto pode se tornar um modelo nacional. “O programa também é uma forma de conectar os empresários locais para fortalecer os setores produtivos da cidade”, garante. “Quantas vezes uma empresa compra um produto com dificuldades, tendo que bancar o frete e outras despesas, sendo que ao seu lado poderia ter uma outra empresa para fornecer o produto”, explica o presidente da FIEMG.

“A ideia é bastante interessante: vamos substituir o atual modelo produtivo linear, com o descarte de todo o resíduo, para um processo circular no qual são encontradas formas de utilizar esses resíduos, gerando mais receita para algumas empresas, mais economia para outras, menos lixo industrial para o meio ambiente”, explicou Flávio Fonseca. Esse modelo, em outros países, é conhecido como “fromcradletocradle”, ou “do berço ao berço”.

Já aderiram ao projeto“Economia Circular 25 empresas da cidade, como Iveco, Cedro, OMR, Itambé e ASK. A meta da FIEMG é alcançar, no total, 53 indústrias locais. “Sete Lagoas foi escolhida porque tem um Distrito Industrial maduro, bem estruturado e encontramos parceiros, como a ACI e o UNIFEMM, que nos ajudaram a viabilizar o projeto”, explicou Wagner Soares Costa, Gerente de Meio Ambiente da FIEMG.   “Também identificamos ações parecidas que já eram realizadas em empresas locais e isso vai acelerar e ampliar essas experiências”, disse ele.

Foto: Ascom Piquinni Foto: Ascom Piquinni

A FIEMG está mapeando as atividades das indústrias da cidade e os rejeitos de seus processos produtivos. Esse levantamento será feito com a ajuda de alunos dos cursos de Engenharia e Administração do UNIFEMM, que deverão fazer o levantamento junto a empresas credenciadas. A partir dessas informações coletadas, será feito um cruzamento entre os tipos de rejeitos e as demandas das empresas, abrindo possibilidades da reutilização dos mesmos.

Flávio Fonseca, o programa Economia Circular aumentará a unidade entre as empresas que estão em Sete Lagoas. “Quanto mais integradas, melhor, pois assim poderemos trabalhartemas e defender interesses de forma colegiada, e assim gerar riqueza para a cidade e fortalecer a economia local”, afirma o presidente da ACI. 

Já segundo Olavo Machado, da FIEMG, a presença do UNIFEMM agrega valor ao projeto piloto. “Precisamos aliar cada vez mais às universidades e aos acadêmicos para buscar soluções para o país”, disse ele. “É uma importante oportunidade não só para o UNIFEMM contribuir para o desenvolvimento regional e com a formação dos alunos envolvidos, que terão a oportunidade de conhecer, na prática, os conceitos em torno da sustentabilidade”, avaliou o Reitor do UNIFEMM, Dr. Antônio Bahia.


Com Ascom Piquinni



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