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Embrapa de Sete Lagoas sediou aula inaugural da UFSJ

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Reconhecimentos à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), à sociedade de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, e aos seus representantes políticos foram feitos durante a aula inaugural do campus da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei) nesta quinta-feira, 23. O campus de Sete Lagoas está instalado nas dependências da Embrapa Milho e Sorgo, no local conhecido como Núcleo de Informação para o Agronegócio. “Posso dizer que uma universidade pública instalar-se dentro de uma das Unidades da Embrapa é fato inédito. O que conseguimos foi graças à Embrapa e ao empenho de representantes políticos da região, como o deputado federal Márcio Reinaldo Moreira”, disse o reitor Helvécio Luiz Reis.
 
Com o tema “A Embrapa Milho e Sorgo e a Agricultura Brasileira”, a chefe-geral da Unidade, Vera Maria Carvalho Alves, deu as boas-vindas aos estudantes e professores da universidade, cujas aulas dos cursos de Agronomia e Engenharia de Alimentos começaram em 2009. “É uma honra proferir esta aula inaugural. Sabemos dos anseios da sociedade sete-lagoana em ter uma universidade pública no município”, afirmou Vera. Segundo ela, a presença da UFSJ na Embrapa Milho e Sorgo será uma oportunidade para o desenvolvimento de trabalhos de iniciação científica na Empresa e de projetos de pesquisa em parceria.
 
A vice-reitora da universidade também reforçou a importância da Embrapa e de Sete Lagoas no processo de instalação do campus. “A universidade pública brasileira tem buscado excelência no ensino e conseguiremos apresentar soluções para os desafios encontrados no início das atividades”, ponderou Valéria Heloísa. O diretor do campus de Sete Lagoas, Antônio Carlos Guimarães, enfatizou que o objetivo da universidade é buscar excelência em suas atividades, com a oferta de cursos de mestrado e doutorado na área de Ciências Agrárias.
 
CONCURSO – A Universidade Federal de São João Del Rei está com concurso público aberto para cargos administrativos no campus de Sete Lagoas. Estão sendo oferecidas quatro vagas para o cargo de assistente em Administração. A carga horária de trabalho é de 40 horas e a escolaridade exigida é o Ensino Médio completo ou profissionalizante. O salário é de R$ 1.364,53 e as inscrições podem ser feitas no site www.ufsj.edu.br/concursos até o próximo dia 30 de abril.
 
 
Guilherme Ferreira Viana Assessoria de Comunicação da Embrapa Milho e Sorgo

Bairro Jardim Arizona é alvo constante de assaltos

  • Categoria: Cidades
Uma das regiões mais nobres de Sete Lagoas, que abrange o bairro Jardim Arizona e adjacências, vem sendo alvo constante de arrombadores. Em plena luz do dia, normalmente durante o horário comercial, casas e mansões são reviradas. Sistemas de segurança como alarmes e cercas elétricas já não são empecilho para os ladrões. Só no último feriado, de domingo, até a madrugada de quarta-feira, a Polícia Militar registrou quatro ocorrências de arrombamentos, com diversos objetos sendo furtados das residências. Vítimas dos arrombadores relataram o drama para a reportagem.


No dia 14 de abril, um empresário que preferiu não se identificar contabilizou um prejuízo de R$ 35 mil em materiais subtraídos de sua casa. No mesmo dia, conforme consta nos registros da polícia, outras três residências próximas foram alvo dos bandidos. “Não sei como, mas desativaram todo o sistema de segurança. Lá dentro, reviraram tudo e levaram o que quiseram. Jóias, eletrodomésticos, eletrônicos, bebidas, gêneros alimentícios, roupas e certa quantia em dinheiro. Uma viatura passa direto pelo bairro, mas não pegaram ninguém. O pior de tudo é que foi durante a tarde. Graças a Deus, eu e a minha esposa estávamos trabalhando. Fico pensando é como seria se fosse surpreendido. A sensação é muito ruim, estou vendendo a casa, vou mudar de bairro”, conta.

Outra vítima recente foi o comerciante J.F.A., 46 anos. Em viagem, deixou a auxiliar de serviços cuidando da casa. Quando chegava da rua, ela foi rendida por suspeitos em um veículo. “Entraram e levaram muita coisa. Fizeram a empregada carregar objetos ainda. Armados, fizeram terror psicológico muito grande na doméstica. O prejuízo, entre dinheiro, jóias, roupas e até coleção de carrinhos dos meus filhos, chegou a R$ 18 mil”, conta. Segundo ele, após o terceiro assalto que sofreu desde que mora no Jardim Arizona – há 17 anos – se viu obrigado a investir em moderno sistema de segurança. “Não sei se adianta, mas aumenta a sensação de tranquilidade da minha família”, considera.

O Jardim Arizona é alvo preferido de deliquentes há pelo menos 10 anos. Para frear o número de ocorrências, principalmente as relacionadas a roubos e furtos, a associação do bairro adquiriu em 1996 um veículo que foi doado para a Polícia Militar. Dessa forma, a região ganhava uma patrulha exclusiva, mediante pagamento de mensalidade para manutenção da mesma e abastecimento, a fim de garantir maior tranqüilidade aos moradores. No entanto, passados 12 anos, nem mesmo o monitoramento exclusivo que é feito na região intimida os suspeitos.

De acordo com o presidente da associação, Ivan França Reis, 160 associados participam e colaboram ativamente. Cada um dos membros paga até R$ 15,00 mensais para o funcionamento da mesma. Com o que é arrecadado, também paga-se a manutenção da viatura policial. Segundo ele, a patrulha faz um bom trabalho, dentro de suas limitações. “É feito um monitoramento específico no bairro, mas não é a solução de todos os problemas. A região é grande e a vigia é feita em turnos diferentes, não é 24 horas. Assim como a polícia monitora, os malandros também monitoram a viatura e seus horários”, afirma Ivan Reis.

Para inibir os assaltos, algumas ruas adotaram o projeto da PM denominado “Rede de Vizinhos Protegidos”. O programa estimula a solidariedade, já que vizinhos notificam a polícia em casos suspeitos, apitam para afastar estranhos ou vigiam a chegada de quem mora por perto.

O tenente Marcelo Leandro Freitas, da PM, admite que realmente vem ocorrendo muitos furtos na região do Jardim Arizona. Ele não soube precisar o número exato, já que levantamento estatístico não foi finalizado até o fechamento desta edição. Segundo o tenente, a patrulha comunitária não é exclusiva do bairro, mas vem executando um bom trabalho. “Os resultados estão aparecendo, são muitas as prisões em flagrante graças ao policiamento comunitário. No entanto, falta mais participação da comunidade. É preciso mais colaboração entre os vizinhos no sentido de acionar a polícia quando perceberem alguma situação suspeita na casa do próximo”, conta. De acordo com Freitas, a “Rede de Vizinhos Protegidos” não foi muito bem aceita no bairro, sendo implantado somente em algumas ruas. “De toda forma, vamos tentar expandir o projeto no Jardim Arizona”, finaliza.

por Celso Martinelli

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