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Sete Lagoas pode perder investimentos com a crise

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Em entrevista esta semana para o SETE DIAS a secretária municipal de Indústria e Comércio, Mônica Vasconcelos, mostrou-se preocupada com os reflexos da crise mundial em Sete Lagoas. Segundo ela, o momento é de espera e apreensão, já que 15 indústrias de diferentes segmentos econômicos, que já negociavam instalação na cidade, recuaram e decidiram por paralisar os entendimentos. Vasconcelos conta ainda que, a falta de incentivos tributários na cidade, é outro grande dificultador. “Sem incentivos, dificilmente vamos conseguir fazer que estas empresas mantenham o interesse em se instalarem no município”, afirmou.

 

A secretária afirmou que já é uma realidade a crise no setor guseiro. Só nos últimos 15 dias, ocorreram quase 600 demissões. Em relação à chegada de novas empresas, interesse que surgiu principalmente pela instalação de uma cervejaria do Grupo Ambev na cidade, as negociações estão estagnadas. “O município já não dispõe de tantos terrenos a serem doados que atendam aos interesses das indústrias. Também não há qualquer incentivo tributário ou fiscal”, afirma.

Segundo Mônica Vasconcelos, além da momentânea desistência de 15 empresas de diferentes segmentos pela cidade, também não avançaram as negociações com grupos de fornecedores da Iveco Fiat que se instalariam próximo à montadora, no recém-criado condomínio industrial CDI Sete Lagoas II, às margens da MG-424. “A situação preocupa, já que saímos de um processo acelerado de desenvolvimento e entramos numa fase de retração, de negociações paradas. O objetivo hoje é manter as conversas e evitar desistência de investidores”, conta.

Para amenizar os efeitos da crise e não afugentar futuros investidores, a secretária informa que um Projeto de Lei de incentivo fiscal que vai de micro até grandes empresas será enviado à Câmara Municipal nos próximos dias. Outra medida apontada por Mônica Vasconcelos é criar incentivos para minimizar o trabalho informal. A secretária também comentou a expectativa para o Natal. “O consumidor precisa ter cautela, assim como os comerciantes. Certamente não será o Natal que estamos prevendo no meio do ano. É se precaver para não endividar”, recomenda.

 

Da redação - Sete Dias
Celso Martinelli

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