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Série artistas sete-lagoanos: Mestre Saúva, professor e sambista da antiga escola Império Verde e Branco

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Crescer em um lar ao som do consagrado samba da velha guarda, trouxe a este sete-lagoano a curiosidade pelo estilo musical que encanta, diverte e alegra milhões de pessoas não só no Brasil, mas também em vários países. Conhecido como Mestre Saúva, Carlos Warley Vieira de Castro é filho do sambista Geraldo Fubá que ensinou a ele tudo que hoje o mestre sabe sobre o gênero musical carioca, derivado do samba de roda, um tipo de dança de raízes africanas nascido na Bahia.

 Foto: Reprodução arquivo pessoal/ Saúva tocando em um dos desfiles da Império Verde e BrancoFoto: Reprodução arquivo pessoal/ Saúva tocando em um dos desfiles da Império Verde e Branco

Seu repertório foi influenciado por artistas como Cartola, Noel Rosa, Candeia, Mestre Marçal, Nelson Cavaquinho, Xangô da Mangueira, Tantinho da Mangueira e vários outros compositores. Além disso, quando era criança ouvia o Regional Quatro, formado em Sete Lagoas, cantar em rodas de samba no Garimpo. Já na adolescência, escutava Toninho Geraes, Fabinho do Terreiro, grupo Amizade Samba Show, o compositor Serginho BH, além do grupo Sambashow.

Em 2003 o mestre sambista formou um bloquinho de carnaval chamado Verde e Branco, e depois com seus parceiros Flávio Eustáquio 'Flavinho', Willian Moreira 'William Pandeiro', Andrey Diego ' Dedey do Cavaco', Thiago Henrique 'Thiago Buraco' começaram a escolinha de samba Império Verde e Branco. O primeiro samba composto pela turma da escola foi desfilado no Carnaval de 2005 de Sete Lagoas. Entretanto, depois de 12 anos de existência, a escolinha chegou ao fim por falta de recursos e apoio da comunidade.

Para saber mais sobre o sambista professor, confira a entrevista:

• Qual era o assunto central dos seus sambas para blocos de carnaval?

Nós fizemos mais de oito sambas para o bloco da escola Império Verde e Branco desfilar. E falávamos sobre a vida no Garimpo, entre outras coisas. Certa vez entramos numa briga pelo meio ambiente contra a construção de um condomínio na área do pasto do Gerson, fizemos um samba protestando o desenvolvimento, e a música tocou em algumas rádios e também divulgamos na internet.

• Qual é o seu processo para escrever um samba, seja ele independente ou para o enredo de um bloco?

Eu geralmente escrevo um texto e depois sento com os meus parceiros pra compor o restante do samba. É um trabalho em grupo.

• Entre as suas músicas autorais você tem uma favorita que teve um significado especial?

O samba que mais gosto, acho que é porque foi o que pessoal mais cantou, é 'O talento do povo, suas crenças e cultura'. Ela falava basicamente das festas e do tesouro que era ser garimpeiro.

• Você ensinou samba numa escola por 12 anos. Como foi essa experiência? Como estão seus ex-alunos?

Foi uma época maravilhosa. O pessoal do Garimpo vivia pensando e vivendo essa festa, muitas crianças curtiam, era uma brincadeira saudável e cultural. A cultura era transmitida de forma lúdica e simples. Eu, Mestre Ailton , Jorge Lobão, Willian Moreira, Thiago Buraco e o Igor Venâncio procurávamos transmitir saberes e emoções. Como professores de música ensinávamos as crianças a tocarem os instrumentos. Ainda sinto saudades daquele tempo, e esse movimento faz falta na comunidade. Hoje vários artistas da cidade como Wesley Pelé, Wesley Neguinho, Igor Venâncio, Lucas Coia, Magnum Fernandes e Robson Venâncio que estudaram na escolinha de samba, tocam profissionalmente em Sete Lagoas.

Foto: Reprodução arquivo pessoal/ Crianças da Império Verde e BrancoFoto: Reprodução arquivo pessoal/ Crianças da Império Verde e Branco

• Com o que você esta trabalhando atualmente? Vai lançar algo, fazer shows nesse Carnaval? Ainda dá aulas?

Eu além de ainda ser regente de três corais, também sou integrante do grupo Congadar que junta o rock roll com a música do congado. Nós estamos com um disco no forno, mas sem previsão de lançamento. Com a Bateria Show de Bola eu participo de eventos na cidade como formaturas, casamentos, festas e confraternizações.

• Você já fez apresentação/shows ou produziu algum?

Eu já me apresentei na cidade várias vezes, eventos que eu mesmo produzia. Exemplo disso foi o Centenário de Cartola, Centenário de Nelson Cavaquinho, Noel Rosa. Já recebi vários compositores de nome nacional como Fabinho do Terreiro, aliás eu fui o primeiro a trazê-lo a Sete Lagoas. Recebi também o Marquinhos Diniz, compositor do Zeca Pagodinho e filho do Monarco da Portela, que foi um compositor de sambas muito conhecido no meio. Ele que tem música com mais de trinta artistas e mais de duzentas canções gravadas, esteve em Sete Lagoas fazendo um samba da melhor qualidade.

Foto: Reprodução arquivo pessoal/ Saúva e o compositor e cantor Marquinho DinizFoto: Reprodução arquivo pessoal/ Saúva e o compositor e cantor Marquinho Diniz

• Qual é o objetivo pessoal do samba que você escreve?

Os grandes compositores sempre tiveram o objetivo de emitir um alerta, expressar um amor... O objetivo do samba depende do momento. E no que eu canto, sempre quero trazer uma mensagem de amor, de protesto, de alerta, às vezes uma mensagem política. O samba tem essa função de protestar e também de falar de amor.

• Você acha que Sete Lagoas possui locais bons em divulgar o samba, que são abertos e receptíveis?

Sete Lagoas já teve alguns redutos onde o samba tinha uma visibilidade bacana. Hoje ainda tem na região do Garimpo, que de vez em quando se pode achar alguns movimentos. No Bairro Bela Vista, em alguns sábados, tem um samba sendo tocado, mas já tivemos locais melhores. Pessoalmente, acho que para mudar isso cabe a nós sambistas, levar o samba para a rua e a partir daí, dar mais visibilidade para o gênero musical na cidade.

Para acompanhar o trabalho do sambista, basta segui-lo no Instagram ou Facebook.

Rebecca Soares

Novas regras para a obtenção de licença são esclarecidas pelo Departamento de Obras de Sete Lagoas

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O Departamento de Licenciamento de Obras (DLO) alerta os interessados sobre a recente alteração em regras que definem procedimentos para o licenciamento de obras e a emissão de certidões no âmbito da Prefeitura de Sete Lagoas. O processo segue normas estabelecidas em leis federais, estaduais e municipais que são fundamentais para a segurança de todas as partes envolvidas.

Foto: Ascom PMSL/ Foto: Ascom PMSL/

O cidadão deve protocolar no DLO a documentação exigida para a realização de diversos procedimentos como construção, desmembramento, demolição de imóveis, autenticação de projetos, requerimento, cancelamento ou retificação de Habite-se, emissão de certidões, aprovação de loteamentos, entre outros.

As principais mudanças ocorridas estão relacionadas ao Artigo 8º do Decreto nº 4323/2011. Agora, o requerente de qualquer procedimento no DLO será informado, após as devidas análises técnicas, sobre qualquer pendência técnica e jurídica encontrada em seu processo. A partir deste comunicado ele terá um prazo de 90 dias para sanar tais irregularidades. “Somente depois da assinatura informando que todas as pendências encontradas foram sanadas, poderá o requerente anexar novos documentos”, explica Jonas Felisberto Dias, coordenador do DLO.

Segundo o decreto, a análise do projeto arquitetônico, em regra, levará em conta os seguintes parâmetros: taxa de ocupação; coeficiente de aproveitamento; asfaltamento lateral, frontal e de fundos; área permeável; quadro de áreas; altura e abertura na divisa; altura das edificações quando houver restrições; acessibilidade; passeio público; e vagas de estacionamento. A lei estabelece que é de “integral responsabilidade dos responsáveis técnicos pela elaboração de projetos e dirigentes técnicos de obras a observância e o cumprimento das demais disposições relativas à edificação previstas nas legislações federal, estadual e municipal”.

A aprovação do projeto arquitetônico será concedida com base nos documentos que os interessados apresentarem para exame e na responsabilidade assumida pelo profissional responsável pelo projeto, perante o Poder Público e terceiros, mediante assinatura de Termo de Compromisso. “São novas regras para desburocratizar e, com isso, oferecer mais celeridade em processos. O interessado deve ficar atendo a este prazo para suas manifestações”, reforça Vitor Dias Campos, secretário municipal de Obras.

Com Ascom PMSL

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