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4 boas práticas para uso do smartphone no trabalho; mal uso atrapalha produtividade

Os smartphones já são uma presença constante em nossas vidas. Eles nos deixam conectados com o mundo 24 horas por dia, com mensagens instantâneas e notícias a todo momento. Os números também impressionam. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aponta que já existem cerca de 244 milhões de linhas móveis em operação no Brasil, pouco mais de uma por habitante.

Funcionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais, o que equivale a quase 5 horas por semana/Foto: DivulgaçãoFuncionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais, o que equivale a quase 5 horas por semana/Foto: Divulgação

Essa inovação trouxe uma série de vantagens, mas também apresenta sua parcela de desafios, principalmente para as empresas. Um estudo divulgado pela companhia norte-americana OfficeTeam, em junho, mostrou que funcionários de escritórios gastam em média 56 minutos por dia usando o celular no ambiente profissional para fins pessoais, o que equivale a quase 5 horas por semana. Esse intervalo aumenta na faixa dos 18 aos 34 anos, com 70 minutos desperdiçados a cada dia de trabalho.

Mas não é só a produtividade que é afetada. Em uma entrevista dada ao Sindemcap, a integrante do Departamento de Assistência Sindical da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Juliana Raschke Dias Bacarin, destacou os desafios dessa nova tecnologia para as empresas. “Algumas entidades relatam problemas de redução na produtividade. Elas também temem que o seu uso indiscriminado cause acidentes de trabalho como consequência da falta de atenção provocada pelo telefone”, diz.

Diante desse cenário, o que pode ser feito para garantir a segurança dos trabalhadores?

A empresa pode proibir o uso?

Ainda não há uma legislação que fale sobre o assunto, mas o art. 2 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) garante que a empresa é responsável por estabelecer as normas de conduta necessárias para obter os melhores resultado em sua atividade e garantir a segurança do trabalhador. Por isso, cabe à ela decidir pela proibição ou criar regras para limitar o uso dos smartphones durante o expediente.

Essas regras devem ficar bem claras a todos os empregados, no contrato de trabalho e em ações de comunicação para espalhar a mensagem. Assim, a empresa pode se resguardar em caso de acidentes e eventuais demissões. Até porque, se a utilização for proibida, o empregado que descumprir a regra pode incorrer em desídia (quando há falta de zelo no cumprimento das funções) ou até mesmo insubordinação. Os dois são motivos de demissão por justa causa, então é preciso ficar atento.

4 Boas práticas

Se a empresa decidir não proibir o uso, cabe ao empregado se policiar para não abusar e diminuir sua produtividade devido ao aparelho. Algumas dicas simples podem ser seguidas para evitar que isso ocorra:

1) Use com moderação
Selecione um horário para olhar e responder suas mensagens pessoais, silencie os grupos de conversas e use as chamadas apenas para assuntos muito urgentes.

2) Durante as reuniões, mantenha o celular desligado
Nesse momento, sua atenção precisa estar voltada para os assuntos discutidos, então evite qualquer tipo de distração ou interrupção.

3) Guarde os segredos da empresa
Isso é regra em muitas fábricas, que não podem mostrar os seus segredos industriais para os concorrentes. Mas mesmo que não seja, evite fotografar ou filmar os colegas, documentos e instalações.

4) Tenha bom senso
No caso de emergências ou demandas do próprio trabalho, avise sobre a necessidade. Todos vão compreender que o uso do smartphone é necessário naquele momento e não está atrapalhando a produtividade ou a segurança de ninguém.

Da Redação com Ocupacional



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