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Servidores serão chamados nesta terça pelo governo de Minas para definir pagamento de maio

Os representantes dos servidores serão chamados pelo governo de Minas nesta terça-feira (15) para a definição de duas situações que estão deixando as categorias em um clima de incerteza. Eles cobram do Executivo informações sobre a escala de pagamento de maio e sobre a suspensão do pagamento de 96 mil servidores que teriam acumulações de cargos indevidas, segundo lista do Tribunal de Contas do Estado. 

Os servidores cobraram definições sobre o recebimento dos salários de maio/ Foto: Divulgação Rogério CorreiaOs servidores cobraram definições sobre o recebimento dos salários de maio/ Foto: Divulgação Rogério Correia

A informação da reunião foi passada pelo primeiro-secretário da Assembleia, deputado estadual Rogério Correia (PT) e, segundo ele, é uma garantia do secretário de governo Francisco Eduardo Moreira. 

O parlamentar, levando a demanda de sindicatos dos servidores, solicitou ao governo de Minas nessa segunda-feira (14) que não sejam suspensos os pagamentos dos servidores apontados como suspeitos de acúmulo irregular.

Pimentel anunciou atraso

Na sexta-feira (11), Pimentel disse que a escala de pagamento dos servidores iria atrasar porque a folha precisaria ser refeita com a suspensão dos contracheques de quem estivesse na lista do TCE. Segundo o petista, a escala, que começaria nesta quarta-feira, 16 de maio, vai sofrer um atraso de dois ou três dias e a data seria redefinida.A lista de servidores suspeitos de acumular cargos indevidamente no estado foi contestada hoje por Correia  e representantes dos servidores estaduais da saúde e educação.

Em reunião com o Tribunal de Contas do Estado, responsável pelo levantamento que está nas mãos do Executivo, o grupo apontou errosnos dados. Participaram representanes dos sindicatos da educação, saúde, Ipsemg e Sindpúblicos.

Servidores duplicados

Entre os problemas apontados no caso da educação estaria o fato de alguns cargos terem sido contados duas vezes por causa da situação dos antigos efetivados da lei 100. Para Rogério Correia, 90% da lista do TCE está errada. A situação foi exposta em reunião com o presidente do TCE em exercício, conselheiro Mauri Torres. Em DVD, o TCE encaminhou ao governo 96 mil nomes que estariam acumulando cargos contra as regras constitucionais. A Constituição Federal só permite que um servidor acumule até dois cargos no serviço público. Mesmo assim, isso só vale para funcionários da saúde e educação.

Fazenda encontrou erros

Na própria sexta-feira, a Secretaria da Fazenda informou que, em uma primeira conferência, que 13.656 nomes suspeitos da lista do TCE já não constam na atual folha de pagamento do estado.O governo formou uma comissão para avaliar a situação dos funcionários e informou que, após concluir a análise do relatório, fará o anúncio das medidas administrativas pertinentes.

Atraso do atraso

O presidente do Sindpúblicos, Geraldo Henrique, afirmou que a insatisfação do funcionalismo com a falta de esclarecimento sobre a situação do pagamento é geral. "É o atraso do atraso. Já estamosprogramando paralisações no serviço público", disse. Na avaliação do dirigente, o governo não tem dinheiro para pagar o servidor e estaria se valendo da questão do TCE para atrasar os pagamentos. Até a noite, o governo de Minas não havia confirmado se foi fechada a reunião com as categorias.

Da Redação com Estado de Minas




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