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Em audiência na Assembleia de Minas, aposentados denunciam suposto golpe aplicado por associação

Idosos foram, nessa segunda-feira (16), à uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para denunciar que foram enganados por uma suposta associação de defesa dos direitos dos aposentados. Eles fizeram pagamentos adiantados e assinaram contratos acreditando em ganhos de benefícios, que não se concretizaram.

Carta recebida pelo aposentado Geraldo Fernandes com o suposto golpe / Foto: Reprodução MGTV Carta recebida pelo aposentado Geraldo Fernandes com o suposto golpe / Foto: Reprodução MGTV

O aposentado Geraldo Fernandes recebeu uma carta, dizendo que tinha direito à revisão da aposentadoria e logo procurou a Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados. Ele diz que a associação pediu R$ 4 mil pelos serviços e que chegou a pagar R$ 3 mil em dez vezes.

O mesmo valor foi cobrado do aposentado Francisco de Assis de Oliveira. A primeira parcela, de R$ 400, já foi descontada. “Minha aposentadoria é pouca, na hora que eu fui pegar o dinheiro lá para fazer minhas comprinhas quase que não deu, passei um aperto danado e estou passando”, disse.

Só na última semana, o Procon recebeu, em média, duas reclamações por dia contra a Associação Brasileira de Apoio aos Idosos. De 2015 para cá, foram 120 queixas. O crime, de acordo com o Procon, é de publicidade enganosa porque a associação promete aos idosos ganhar na Justiça uma causa impossível.

"Propostas falsas, juridicamente impossíveis e os tribunais já decidiram que não têm êxito. Essa é a grande pegadinha, não tem nada de prestação de serviço da associação. As pessoas entram lá para ter acesso às ações judiciais e não têm êxito nessas ações", disse o coordenador do Procon, Marcelo Barbosa.

O advogado da associação afirmou que o valor de R$ 4 mil cobrado dos aposentados é uma taxa de adesão e negou as acusações. Segundo ele, primeiramente, é verificada a possibilidade de ajuizamento da ação e, caso o aposentado tenha direito, um processo é aberto. Mas, de acordo com o advogado, o êxito da ação não é garantido.

A tia da geógrafa Zaira Lages Dias também foi vítima do golpe. “É uma quadrilha com certeza e é muito bem feito. Tem uma conexão muito complexa. Isso é revoltante eu estou vindo aqui hoje justamente pela revolta”, afirmou.

"Nós temos que atuar, todos os órgãos possíveis, a comissão, a OAB, Procon, delegacia, Polícia Civil, principalmente, para que essa associação seja extinta pelas práticas todas criminosas contra o cidadão hipervulnerável, que é idoso, aposentado, pensionista, que, obviamente, não sabe o que está assinando", afirmou Barbosa.

A Polícia Civil informou que está em tramitação um inquérito policial sobre denúncias contra a associação. Disse ainda que, com os novos fatos levantados na audiência pública, serão realizadas as devidas apurações.

Com G1 Minas




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