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Centros mineiros de triagem de animais selvagens são reabertos pelo Ibama após compromisso de liberação de verba

Os dois Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estavam fechados desde a última segunda-feira (13) por falta de verba, foram reabertos nesta quinta-feira (16), depois de o Ministério de Meio Ambiente (MMA) se comprometer com a liberação de R$ 130 mil para manutenção e funcionamento dos espaços. A informação é do Ibama, que divulgou nota na manhã desta quinta.

Tamanduá regatado e acolhido pelo CETA./ Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg / Tamanduá regatado e acolhido pelo CETA./ Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg /

Os Cetas de Montes Claros, no Norte de Minas, e de Juiz de Fora, na Zona da Mata, encerraram os trabalhos no início da semana depois que o MMA anunciou o corte de 25% nos contratos de tratadores terceirizados, responsáveis pelo acolhimento aos bichos. Com o fechamento das duas unidades, somente o Ceta de Belo Horizonte estava funcionando.

Após a repercussão negativa e a pressão para que os serviços dos Cetas não deixassem de funcionar - o que poderia estimular o tráfico de animais no Estado, o MMA teria voltado atrás na decisão se comprometido a liberar o recurso. "O MMA irá repassar recursos para a manutenção dos postos de tratadores das Unidades que sofreriam o corte. Diante desta promessa, a Superintendente Substituta do Ibama em Minas Gerais, Polyana Faria Pereira, determinou a retomada imediata nas atividades de recebimento dos animais, evitando prejuízos ao meio ambiente e na prestação de serviços ao cidadão", comunicou o Ibama por meio de nota.

Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg / Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg /

O Ministério do Meio Ambiente foi procurado pela reportagem para comentar o caso e limitou-se a dizer que não autorizou o fechamento dos Cetas em Minas. "Apesar do contingenciamento orçamentário a todos os ministérios, não há determinação do fechamento de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) no Estado de Minas Gerais", declarou a pasta.

O ministério, dentre outros questionamentos, não informou quando a quantia será liberada. No total, os três Cetas de Minas recebem, anualmente, R$ 130 mil.

Filhotes acolhidos pelo CETAS MG./ Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg / Filhotes acolhidos pelo CETAS MG./ Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg /

Danos

A associação de servidores do Ibama (Asibama-MG) explicou sobre a importância do Cetas para o Meio Ambiente. “Esses locais são o destino de todos animais silvestres apreendidos em cativeiros irregulares. Lá, eles são identificados, avaliados, tratados e reabilitados para, em seguida, serem devolvidos à natureza. Se não há para onde serem encaminhados, o ciclo da fiscalização é interrompido”.

Sem o atendimento no Norte de Minas e na Zona da Mata, o receio era de superlotação no centro instalado em BH. A necessidade de transferência de um bicho para a metrópole poderia representar riscos tanto para os animais quanto para a saúde pública.

Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg / Foto: Reprodução Instagram @cetas.mg /

Com Hoje Em Dia




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