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Minas é indicado pela 6ª vez como estado que mais desmata, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica

Minas Gerais lidera, pela sexta vez, o ranking de estados que mais desmataram a mata atlântica. Foram destruídos 3.379 hectares da vegetação entre os anos de 2017 e 2018, segundo o Atlas da Mata Atlântica.

Fiscalização em Prata./ Foto: Polícia Militar Ambiental/DivulgaçãoFiscalização em Prata./ Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

O dado foi divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica no dia 23 de maio deste ano e lançado pelo diretor da fundação, Mário Mantovani, no Encontro Nacional do Diálogo Florestal, que é realizado nessa quinta-feira (13) em Belo Horizonte. 

O estado ficou na liderança dos que mais desmatam a mata atlântica por cinco anos seguidos. Nas duas últimas edições do atlas, foi superado pela Bahia.

A Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) denuncia que os dados desta edição do atlas mostram o esforço da Bahia em conter o desmatamento e conseguindo chegar ao quarto lugar neste ano.

A superintendente da Amda, Dalce Ricas, disse que ficou surpresa com a retomada do desmatamento em Minas, registrado durante o governo de Fernando Pimentel (PT).

"Esperamos esclarecimento por parte da Semad, já que segundo a pasta o desmatamento estava sob controle. Autorizar supressão de vegetação virou quase 'segredo de Estado' após promulgação da Lei nº 21.972/2016 no início do governo anterior. Essa situação, aliada ao fato de que o Estado não tem plano definido para proteger a Mata Atlântica, mostra os riscos que os fragmentos restantes do bioma no Estado correm", afirmou.

Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) ressaltou que Minas é o estado com a maior área de mata atlântica do país e que a taxa de desmatamento ficou quase a mesma, passando de 3,1 mil hectares para 3,3 mil. A Fundação SOS Mata Atlântica confirma este número.

A secretaria ainda disse que, como uma das medidas adotadas para frear o desmatamento é que o consumo de carvão vegetal na siderurgia não pode ultrapassar 5% do consumo anual de carvão. Com isso, segundo o governo, o uso de carvão vegetal nativo representou apenas 0,14% do total. Os mais de 99% do carvão vegetal usado tem origem em florestas plantadas.

Ainda de acordo com a secretaria, em casos em que o desmatamento foi autorizado por algum motivo, é necessário que o responsável adote medidas compensatórias. Desta forma, 14.435 hectares de mata atlântica foram recompensados ao estado por meio de recuperação de áreas degradadas ou doação de áreas para unidades de conservação.

Com G1




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