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Jovem embriagado que causou acidente no qual universitária morreu é suspeito de subornar motoristas

A família da estudante de enfermagem Camilla Mohana, de 25 anos, está se mobilizando nas redes sociais para tentar localizar o motorista, também de 25 anos, que causou o acidente que matou a jovem no início da madrugada do último sábado (13), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Embriagado, após causar o acidente o jovem teria feito ligações e tentado subornar pessoas para assumirem a responsabilidade pela batida, fugindo em seguida sem prestar socorro às vítimas.

Veículo conduzido pelo jovem embriagado ficou completamente destruído com impactoVeículo conduzido pelo jovem embriagado ficou completamente destruído com impacto

A batida aconteceu pouco depois da 0h, na avenida Severino Ballesteros, próximo à Ceasa, poucos minutos após a jovem e uma amiga serem buscadas pelo suspeito na casa de Camilla, no bairro Cabral, também em Contagem. O motorista do Toyota Corolla prata perdeu o controle em uma curva, rodou e bateu em cheio em um poste de iluminação, que foi derrubado.

Além da estudante, que foi levada para o Hospital Municipal de Contagem e morreu no início da manhã de sábado, também ficaram feridos um amigo do condutor, de 27 anos, e duas mulheres, a amiga de 18 anos de Camilla e uma conhecida do motorista, de 22.

Além disso, um motociclista de 46 anos, que passava pela avenida, acabou caindo por conta da fiação que ficou espalhada na via. Ele ficou gravemente ferido e é a única vítima que continua internada.

Segundo o registro da Polícia Militar (PM), os outros três passageiros do carro confessaram que o condutor estava em alta velocidade quando perdeu o controle do carro e bateu no poste. Entre eles, somente o outro homem, amigo do foragido, confirmou que ele teria ingerido bebidas alcoólicas, mas alegou que ele teria sido fechado e, por isso, o acidente teria ocorrido.

Na tarde desta quarta-feira (17), o Hoje em Dia foi procurado por uma amiga do motorista do carro acidentado, de 25 anos, que preferiu não ser identificada. "Ele já está em contato com o delegado há algum tempo, ele só não apareceu por medo de linchamento. Garanto que, quando ele se apresentar, pediremos que ele envie uma nota com o posicionamento dele para vocês", disse.

Suborno

Um motorista de um aplicativo de transporte de passageiros que passava pelo local e ajudou a socorrer os feridos contou para a PM que, logo após a batida, o suspeito de 25 anos ficou fazendo várias ligações telefônicas, tentando encontrar alguém que assumisse a responsabilidade do acidente. Ainda conforme a testemunha, o jovem teria chegado inclusive a oferecer dinheiro e o seu celular para subornar possíveis condutores.

Ainda de acordo com uma amiga do motorista que teria causado o acidente, a informação de que ele teria tentado subornar outros motoristas não é verdadeira, tendo sido informada somente por uma das testemunhas. "Ele está sendo atacado nas redes sociais principalmente com base nesta informação", pontuou.

O Corolla envolvido no acidente, que está no nome de outra pessoa, precisou ser removido. Um inquérito já foi aberto pela 7ª Delegacia de Contagem para investigar as circunstâncias e responsabilidades na batida, sob responsabilidade do delegado Saulo de Tarso.

Segundo a Polícia Civil (PC), já foram solicitados os laudos e a necropsia, que determinarão a causa da morte da jovem. Mais detalhes da investigação não serão divulgados para não atrapalhar o seu andamento.

Família clama por Justiça

A reportagem do Hoje em Dia conversou com a irmã de Camilla, Nayara Mohana, de 27 anos. Ela conta que a irmã sequer queria ir para a boate no dia, o que foi descoberto após ela ter acesso ao celular da vítima, onde viu as conversas dela com as pessoas com quem estava. "O motorista que fugiu insistiu muito para ela ir com eles para uma boate no bairro Estoril. Ela acabou se convencendo e eles foram buscar ela e a amiga", detalha.

A última foto tirada pela jovem foi às 23h45 e, menos de 25 minutos depois, o acidente acontecia. "Não sei exatamente a hora que ele buscou ela, mas acreditamos que ela não tenha ficado nem cinco minutos dentro do carro antes da batida", diz a irmã.

Ainda segundo Nayara, para a família o mais absurdo foi o fato de, no boletim de ocorrência, a PM citar que o jovem que conduzia o carro tentou subornar motoristas. "Um minuto faz diferença nestes casos. Eu não sei quanto tempo levou, mas foram outras pessoas que chamaram o socorro enquanto ele tentava subornar. Ofereceu até o próprio iPhone para o motorista que testemunhou tudo. Isso foi uma monstruosidade, não sei como a pessoa tem cabeça para fazer isso", indaga a irmã em tom de revolta.

Desde o acidente, o motorista não foi mais encontrado, mas o pai dele teria chegado a ir até o hospital e procurado a família da vítima. "Mas depois, quando viu a gravidade, foi embora e desapareceu também", completa. Bastante abalada, ela lembra que a irmã tinha o sonho de se formar em enfermagem, mas acabou precisando trancar o curso em maio. "Ia retomar agora em agosto, ela já estava trabalhando com o que gosta, acompanhando ultrassom de bebês em uma clínica", finalizou.

Com Hoje em Dia




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