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Delegado responsável pelo caso Daniel ouve quatro testemunhas e descarta tese de estupro

O delegado Amadeu Trevisan afirmou nesta quarta-feira (7) que o jogador Daniel Corrêa não estuprou nem tentou estuprar a comerciante Cristiana Brittes, razão apontada pela defesa dos Brittes como motivo do assassinato do jogador. De acordo com o delegado que conduz as investigações, a conclusão veio depois do depoimento de quatro testemunhas que estavam na casa na manhã em que o jogador foi morto.

Foto:  Divulgação / SÃO PAULO FC/ Daniel durante sua passagem pelo São Paulo, entre 2015 e 2016

"Das testemunhas que nós ouvimos e que estavam na casa ninguém ouve o grito da Cristiana pedindo socorro. E ninguém ouve o ruído dele [Juninho] arrombando a porta. Não se tratava de uma mansão, era uma casa pequena e as pessoas estavam próximas", afirmou o delegado em contato com a reportagem.

Edison Brittes, conhecido como Juninho, disse que assassinou Daniel depois que o encontrou tentando estuprar sua esposa. A versão foi corroborada por Cristiana e pela filha do casal, Allana.

Em seu depoimento na segunda-feira, Cristiana contou que acordou com Daniel sobre si, com o pênis ereto para fora da cueca e esfregando nela. Para o delegado, porém, os depoimentos levam a crer que Daniel apenas deitou ao lado da mulher para tirar as fotos que enviou a um amigo pelo WhatsApp.

Na semana passada, uma testemunha-chave do caso já havia dito que os primeiros gritos que ouviu foram de Cristiana pedindo ajuda para que se evitasse o espancamento de Daniel. Segundo essa testemunha, o pedido de socorro de Cristiana não soou como o de alguém que estivesse sendo atacada.

Ainda nesta quarta-feira, a polícia do Paraná ouvirá Juninho. A família Brittes permanece presa. O depoimento de outros três suspeitos está marcado para quinta.

Testemunhas relatam ameaça

Os depoimentos de duas testemunhas atestam a violência ocorrida contra Daniel ainda na casa da família. A RPC teve acesso nesta quarta-feira a trechos das declarações dadas à Polícia, que confirmam a ira do pai de Allana com o jogador de futebol assassinado horas depois.

Segundo reprodução da TV, a segunda testemunha disse que "Daniel não poderia sair vivo dali". Edison ainda pediu desculpas pelas pessoas presenciarem a agressão ao meia durante o pós-festa no local.

Outra testemunha afirma ter visto Daniel sendo "arrastado para fora de casa todo machucado". A pessoa declarou que tentou defender o jogador, mas acabou empurrada pelos agressores.

A história a ser contada, segundo o combinado pelo grupo responsável por iniciar as agressões contra Daniel, era que o ex-são-paulino "saiu com o portão aberto" após mexer no celular.

 

Com Portal UOL




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