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Em entrevista, Leone Maciel fala sobre dificuldades e planos para Prefeitura de Sete Lagoas

Leia a entrevista com o prefeito que toma posse em Sete Lagoas neste domingo, 1° de janeiro, Leone Maciel. Ele fala, entre vários assuntos, sobre o processo de transição de governo, as dificuldades a serem enfrentadas e os planos para o próximo ano.

Prefeito eleito em 2016, Leone Maciel fala sobre dificuldades e planos para Prefeitura de Sete Lagoas / Foto: Ascom CâmaraPrefeito eleito em 2016, Leone Maciel fala sobre dificuldades e planos para Prefeitura de Sete Lagoas / Foto: Ascom Câmara

Como foi o processo de transição administrativa que aconteceu nos últimos meses?

Leone: A transição aconteceu, não da forma como nós prevíamos, mas aconteceu sob a coordenação do Aluísio Barbosa, tendo a nomeação de vários companheiros representando cada pasta. Nós tivemos algum probleminha na Educação, à comissão não foi dado o direito de visitar as escolas, mas tudo isso era de se esperar. Nós vamos falar da transição e do governo a partir de 15 dias depois de tomada posse, porque aí nós temos condições inclusive de dar números.

A princípio, quais foram os maiores problemas identificados?

Leone: Excesso de pessoas, a Saúde não funcionando, os fornecedores sem receber. Em síntese, um passivo monstruoso com receitas não compatíveis. O maior problema é o desequilíbrio financeiro, porque o administrador, mesmo com crise, deve continuar governando com competência e planejamento.

Considerando todos esses problemas, quais serão as maiores dificuldades no início do mandato?

Leone: Primeiro a Saúde. Recuperar a Saúde, recuperar o respeito que a administração perdeu com os nossos munícipes. De imediato, tapar buraco na cidade. A cidade está toda cheia de buracos e sem recursos. E, imediatamente, já pensarmos no pagamento de janeiro. O mês de janeiro, se Deus quiser, nós vamos pagar em janeiro. Vamos tentar de todas as formas fazer com que isso aconteça.

Sobre o pagamento dos salários atrasados, que ainda não sabemos como vai ficar. Qual é o plano em relação a isso?

Leone: Eu vou pagar o salário que eu devo e estabelecer prioridades. Eu vou prestigiar o presente, o passado é responsabilidade, mas será atendido em conformidade com a receita. O Brasil está em crise, nós temos as demissões da Iveco, nós temos a queda da arrecadação, as pessoas precisam entender isso. O prefeito também tem que entender que quem trabalha tem que receber. Atitudes deveriam ter sido tomadas há mais tempo. Como é que você mantém um número de funcionários e não tem competência financeira para pagá-los? Isso significa comprometer a administração municipal por vários anos.

Como serão feitas as contratações no seu mandato?

Leone: De formas pontuais. Os contratos vencidos logicamente não serão renovados, serão renovados de acordo com a necessidade. Lugar que precisa de 10 pessoas não pode ter 11, 12, pode ser 9, desde que atenda o serviço. Os secretários do prefeito serão todos exonerados no dia 31, todos os contratos vencidos estão rescindidos. Não foi o Leone que demitiu, foi o contrato do prefeito que está saindo que tem data limite. Nós vamos contratar em conformidade com as necessidades do município e com a capacidade financeira de pagar os funcionários.

Quais são os planos para recuperar parte da arrecadação que foi perdida durante a atual administração?

Leone: No tocante ao IPTU, trazer a realidade tarifária. Nós vamos pedir na Justiça uma audiência de conciliação entre as partes, com Ministério Público, promotor, Câmara de vereadores para que possamos trazer uma realidade e arrecadar os tributos daquelas pessoas que não pagaram o IPTU. Nós vamos fazer uma lei de anistia fiscal, não só de tributos, mas de taxas, como do SAAE.

As contas da atual administração serão auditadas?

Leone: Todo orçamento que tiver mostrando que não correspondeu, a ETA, o SAAE, a Codesel, a Saúde, a Secretaria de Trânsito serão auditados. As obras que foram feitas antes da campanha eleitoral, mas foram liquidadas, talvez a gente não mexa, mas aquelas que não foi feita, deve e não terminou a obra nós vamos auditar.

Como será a sua relação com o poder legislativo e qual a sua posição sobre a eleição para a presidência da Câmara Municipal?

Leone: A minha posição é de neutralidade. O Caramelo e o Marcelo são bases de apoio do governo. O Marcelo é do PMDB, foi eleito pela legenda. O Caramelo foi eleito na mesma coligação. Devido à minha posição política, eu quero crer que nós vamos ter do lado de Sete Lagoas os 17 vereadores.

Daqui a quatro anos, como você espera falar sobre o seu governo?

Leone: Eu vou falar o seguinte: Tenho consciência do dever cumprido, não deixei folha para ninguém pagar, não deixei dívidas. Quero ter consciência de ter agido com sabedoria, com justiça, com equidade, ter respeitado as pessoas. Eu quero falar: fui feliz, a Saúde melhorou, a Educação melhorou. Eu vou falar que nossa cidade é saudável, é feliz. O povo esqueceu que o prefeito é Leone, eu quero falar isso. Porque o povo só lembra do prefeito quando ele não cumpre suas obrigações.


Por Marcelle Louise




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