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Eleições Sete Lagoas: Entrevista com o candidato a prefeito Ramsés de Castro

O SeteLagoas.com.br preparou uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Sete Lagoas nas eleições suplementares de 2019. Até o fim desta semana todos os candidatos apresentarão suas propostas.

A ordem das entrevistas foi definida por meio de sorteio. Todos os candidatos tiveram à disposição o mesmo espaço para respostas (1200 caracteres com espaço).

Um dos entrevistados desta quinta-feira (23) é Ramsés de Castro, candidato pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), que tem como vice Professora Cláudia, do mesmo partido.

Ramsés de Castro é natural de Belo Horizonte, tem 40 anos e é servidor público.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoalFoto: Reprodução/Arquivo pessoal

SeteLagoas.com.br - Descreva sua trajetória política e profissional.

Ramsés de Castro: Na vida profissional, sou advogado há quase 16 anos, servidor público há 18 anos, sendo 9 anos como procurador municipal, além de ter 8 anos trabalhados como professor de Direito, sendo mestre e doutorando em Direito, além de ser graduado em Administração Pública.

Na política, sou o mais novo dentre os candidatos desta eleição extemporânea e represento a mais profunda e verdadeira mudança para superarmos a conturbada política de Sete Lagoas. Apenas fui candidato uma vez: no ano passado, a deputado federal. Entretanto, tenho vocação política. Desde criança, tive encantamento pela política, sendo que, aos 16 anos, fui eleito representante dos alunos, no colegiado da escola municipal onde eu estudava. Com 22, fui presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Puc Minas. Depois, procurei me dedicar mais à vida acadêmica, ao serviço público e à advocacia.

Quais são suas principais propostas e objetivos?

Meu principal objetivo, no momento, é fazer que nossa cidade seja melhor, mais justa e um lugar mais feliz para se viver. Antes de tudo, precisamos trazer recursos para Sete Lagoas. Com relação às propostas, vamos apenas adiantar que temos quatro prioridades: saúde, educação, segurança e geração de renda e empregos. As nossas propostas completas estarão no nosso Facebook Ramsés Prefeito 33. Por hora, vou dizer apenas algumas poucas: buscar implantar o piso salarial para os professores; incluir nas nossas escolas uma disciplina como a antiga Moral e Cívica para educar os alunos com conteúdos úteis para a vida cotidiana; rever os planos de carreiras dos servidores, colocando ênfase nas gratificações por produtividade e desempenho; acabar com a indústria de multas existente aqui em Sete Lagoas; abrir os postos de saúde aos sábados e domingos; cortar 80% dos cargos políticos por indicação, os comissionados, bem como priorizar a ocupação dos mesmo por servidores efetivos.

Com a falta de repasses do governo do Estado e o pouco tempo de mandato, sabendo que não pode prometer muita coisa, qual área irá priorizar?

Não podemos prometer nada sem fundamentação, entretanto, a realidade de Sete Lagoas, com Ramsés Prefeito, mudará, e muito. Sete Lagoas já tem dinheiro e poderá ter muito mais. Nós atrairemos investimentos com diminuição de impostos e com a desburocratização da administração municipal, e ainda faremos parcerias público privadas. Além de aumentarmos a arrecadação, e a renda corrente na cidade, eu, Ramsés, farei o maior corte de gastos desnecessários da história de Sete Lagoas. Cortaremos 80% dos cargos de indicação política e, para os 20% que restarem, teremos seleção, com critério, acima de tudo, técnico, para termos um quadro mais qualificado nos primeiros escalões da administração. O problema de Sete Lagoas não é falta de dinheiro. O problema é má administração e a politicagem dos grupos políticos da cidade, que, ao abarrotarem a Prefeitura de cargos com amigos, até parentes e correligionários, acabam gerando um gasto enorme, onerando e comprometendo irresponsavelmente os cofres públicos. As prioridades das prioridades serão as áreas da saúde, especialmente a saúde preventiva e a atenção primária à saúde, a área da educação e da segurança preventiva.

Com o alto índice de dengue na cidade, por exemplo, o que você vai fazer para melhorar a área da saúde?

Precisamos investir muito mais no aspecto educativo voltado diretamente para a população e melhorar a fiscalização, inclusive dos imóveis abandonados e terrenos baldios. A Prefeitura tem que ser mais parceira das pessoas. Outra medida necessária será aperfeiçoar a fiscalização, especialmente melhorando o treinamento para as visitas às residências e imóveis em geral.

Com relação ao Hospital Regional, cujas obras foram paralisadas em 2015, como pretende fazer a articulação com o Estado para que sejam finalizadas?

Vamos tomar medidas político institucionais, porém, se necessário, teremos ações políticas a nível estadual e federal, ou seja, em termos de articulações, e, num terceiro momento, tomaremos medidas jurídicas, embora a situação seja melindrosa e requeira maior diálogo e mais estudo. O que posso dizer é que procuraremos dar utilização pelo menos em partes ao Hospital.

Algumas das maiores reclamações dos sete-lagoanos são os buracos nas ruas, a falta de capina e limpeza da cidade. O que fará com relação a isso?

Recapear as partes mais importantes e, como não é possível recapear toda a cidade (o que seria o ideal), teremos que melhorar as operações tapa-buracos, revendo a situação dos contratos com esse objeto, para que coloquemos asfalto de melhor qualidade, pois a qualidade do asfalto que vem sendo colocado é ruim.

O pagamento do funcionalismo público foi atrasado no ano de 2018 e regularizado parcialmente neste mês. Como será a sua relação com o funcionalismo público?

Sou servidor público há 18 anos. Salvo engano, não há nenhum candidato que seja servidor público por tantos anos como eu. Assim como em uma empresa, os funcionários devem ser valorizados, no serviço público os ervidores o devem ser. Isso é medida para o próprio bem da Administração Pública. Precisamos implantar planos de carreiras que promovam a eficiência do serviço público e valorize os servidores públicos. Quero dar aumento real e significativo aos servidores públicos por meio de gratificações por desempenho.

Seguindo a ordem pré-determinada, o entrevistado da próxima sexta-feira (24) é o candidato Emílio de Vasconcelos (PSB).

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Da Redação




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