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Prefeito de Sete Lagoas apresenta relatório de viagem técnica à Suíça

Em coletiva de imprensa, prefeito, secretário e vereador apresentaram benefícios para o município, caso a empresa suíça se instale em Sete Lagoas

O prefeito de Sete Lagoas, Mário Marcio Campolina, o "Maroca", convocou a imprensa local, nesta quarta-feira (28), para expor dados técnicos e impressões sobre a visita a unidades industriais de transformação do lixo na Suíça e Espanha, realizada de 13 a 20 de abril. Em entrevista, Maroca reafirmou o compromisso da administração municipal em busca de soluções ambientais e ressaltou a abertura para outras propostas comerciais no setor.

Após convite da Astronnne Capital Group (ACG), o prefeito Maroca (PSDB); diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Ronaldo Andrade; secretário de Meio Ambiente, Lairson Couto (PV); vereadores Marcelo Pires (PMN), Caio Dutra (PMDB) e Claudinei Dias (PT) conheceram tecnologias ambientais para tratar o lixo doméstico, industrial e esgoto da cidade, transformando os materiais em matérias-primas comercializáveis - como plástico, metais, adubo, energia elétrica e gás natural. Na coletiva, Maroca estava acompanhado do Secretário de Meio Ambiente, Lairson Couto e do vereador e líder do prefeito na Câmara, Marcelo Pires, que complementaram o discurso com dados técnicos e impressões sobre o que viram na visita.
 

LIXO ELETRÔNICO

Em Altdorf, Suíça, o grupo visitou a Unidade de Processamento de Materiais Recicláveis, localizada dentro da base do exército suíço. Equipamentos eletroeletrônicos, como computadores, celulares, televisores e geladeiras, são triturados e separados por tipos (plástico, alumínio, ferro, vidro, aço), dando origem a matérias-primas vendidas a preço de mercado. “No Brasil nós não temos onde depositar esse tipo de lixo e com a instalação da empresa nós encontraríamos uma solução moderna e responsável”, defende o prefeito Maroca.
 

TRATAMENTO DE ESGOTO

Na cidade de Oensingen, a comitiva setelagoana viu a transformação do lodo (resultante de uma estação de tratamento de esgoto) em adubo. Por meio de um fermentador ou reator para fermentação, são gerados energia elétrica, gás natural, adubo e fertilizante. O processo ocorre numa temperatura em torno de 55 graus centígrados e num tempo de retenção do material por 14 dias para garantir a higienização (sanidade) dos restos orgânicos. Além do esgoto, a unidade industrial processa restos de podas de árvores e de capinas, rejeitos de indústrias de carne e peixe, dejetos de suínos, bovinos e outros.
 

DESPOLUIÇÃO DE LAGOAS

No último dia de conhecimento de soluções ambientais, 20 de abril, o prefeito, o diretor do SAAE, Ronaldo Andrade e o deputado federal Márcio Reinaldo Moreira conheceram o modelo de combate natural à poluição das águas de lagoas. Uma estrutura flutuante abriga plantas aquáticas cujas raízes se alimentam da sujeira, as chamadas taboas, características de brejos e várzeas. A energia gerada pela luz solar move o motor para que a estação percorra vários pontos da lagoa.
 

LIXO DOMÉSTICO

A empresa atua também no reaproveitamento do lixo doméstico ou orgânico, o que muito interessa a Sete Lagoas e que também é problema recorrente na grande maioria das cidades do mundo. Para este processo é necessária a realização da coleta seletiva do lixo nas residências e por meio de tratamento químico, o material é transformado em adubo da melhor qualidade e energia, eliminando o passivo ambiental resultante de um aterro sanitário. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Lairson Couto, os gastos que a Prefeitura possui para manter um aterro sanitário seriam superiores aos gastos com o gerenciamento do lixo para ser reaproveitado. “Nós teríamos que pagar o gerenciamento do lixo, que será feito pela empresa e que custa, em média, R$ 60 a tonelada”, argumenta Lairson.

O reaproveitamento do lixo doméstico também apresenta-se como uma oportunidade para Sete Lagoas ser referência no país, com possibilidade de tratar o lixo das cidades vizinhas e da capital Belo Horizonte. “No caso específico de Sete Lagoas, eles querem instalar e operar uma planta dessas para servir como referência para o Brasil e para a América Latina, visando ampliar seus negócios no continente”, afirma o prefeito Maroca.

 

SECOM / Sete Lagoas

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