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Funed realiza análises para esclarecer intoxicação alimentar

  • Categoria: Minas
Nos meses mais quentes do ano, a população deve redobrar os cuidados ao consumir refeições prontas e armazenar alimentos. Só no mês de janeiro deste ano, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório central de Minas Gerais, investigou oito surtos de toxinfecção alimentar. De 2007 até janeiro de 2009, foram analisados pelo Serviço de Microbiologia de Produtos da Funed 265 amostras de alimentos e água, provenientes de 131 surtos de intoxicação alimentar envolvendo 3.587 pessoas. Destas, 2.242 ficaram doentes e seis foram a óbito. Em 2007, 63 surtos envolveram 1.230 pessoas. Já em 2008, 60 surtos envolveram 2.107 pessoas. E apenas na primeira quinzena de 2009, oito surtos envolveram 250 pessoas.

Os alimentos mais freqüentemente envolvidos nos casos de surtos de intoxicação são as refeições prontas, os sanduíches com maionese e o leite, responsáveis por 30% dos surtos. Segundo a chefe do Serviço de Microbiologia de Produtos da Funed, Maria Crisolita Cabral, os alimentos de origem animal e vegetal, quando contaminados, podem propagar um grande número de microrganismos patogênicos e suas toxinas. “Se ingeridos, propiciam o desencadeamento de uma série de sinais e sintomas, condição denominada toxinfecção. Alguns microrganismos patogênicos veiculados pelos alimentos podem contribuir até para o aparecimento de enfermidades crônicas, como doenças renais”, afirma a farmacêutica.

As doenças alimentares são dividas em duas categorias: as intoxicações e as infecções, que podem ser provocadas por vários grupos de microrganismos, como bactérias, bolores, protozoários e vírus. A Funed tem papel importante no esclarecimento desses casos, com as análises dos alimentos e também das amostras clínicas (fezes, soro e vômitos), que são recolhidas pelos serviços de Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária estadual e municipais.

Nos últimos anos, a maioria dos surtos ocorreu em residências e lanchonetes, em função de falhas em algumas etapas de processamento, distribuição, armazenamento, comercialização e preparo de alimentos, resultando em surtos de grandes proporções. Para Maria Crisolita, “a prevenção ainda é a melhor medida, como higienização e conservação dos alimentos em temperaturas adequadas, tendo maior atenção com produtos à base de ovos e carnes, que podem favorecer a multiplicação de microrganismos patogênicos”.


AGÊNCIA MINAS

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