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Coluna / Comércio Exterior / Modais de transporte: Qual é a melhor opção?

Ao comprar um produto em uma loja, não imaginamos o caminho que ele percorreu até chegar às nossas mãos, em condições de uso ou consumo. Da empresa que o fabricou até o consumidor final, o produto fica sujeito a sofrer interferências interna e externa. Isso se deve ao tipo de acondicionamento, manuseio, movimentação e armazenamento; ou de fatos alheios como fenômenos da natureza, greves, guerras etc.

Essas interferências, no entanto, são mais suscetíveis nas operações relacionadas ao transporte, tanto que essa atividade exige uma atenção maior quanto à escolha da modalidade que melhor atende a necessidade da empresa. Afinal, todo um trabalho de marketing e propaganda, por exemplo, pode ficar comprometido se um determinado material não chegar dentro do tempo previsto e nas condições desejadas.

Quando se fala em modalidade (ou modal de transporte) que melhor atende as necessidades da empresa, tenha em mente que cada embarque é único e como tal deve ser tratado como se fosse o primeiro, mesmo que seja feito de maneira frequente. Dado isso, a análise do modal apenas pelas vantagens e desvantagens ou pela parte conceitual não dá a real dimensão de qual é o mais adequado para o embarque em questão.

Imagem Ilustrativa / Foto: manukleart.comImagem Ilustrativa / Foto: manukleart.com

Então, qual é o melhor modal de transporte? Depende. Geralmente, essa escolha leva em consideração quatro variáveis: o tipo de mercadoria (Qual?); o prazo de envio/entrega (Quando?); a origem/destino (De onde/Para onde?); e o Custo (Quanto?). Essas variáveis são mais ou menos decisivas dado o que a empresa julga como sendo a mais importante para cada embarque.

As empresas conhecem com propriedade os produtos que elas comercializam e, naturalmente, farão com que eles cheguem aos seus clientes dentro do esperado. Conhecer qual é o tipo de mercadoria a ser transportada permite adequá-la ao transporte desejado. Essa adequação, portanto, é essencial para definir o tipo de embalagem e o melhor acondicionamento dentro dela, as marcações para manuseio e movimentação, além de facilitar os procedimentos para armazenamento.

Qualquer produto para ser fabricado, embalado e disponibilizado para transporte demanda de um tempo. Além dessa preparação, existe um segundo momento que compreende desde o carregamento na fábrica até a efetiva entrega. Como não existe um regra geral para o lead time/transit time de um produto, tanto o comprador como o vendedor precisam ter claramente o tempo demandado em cada etapa, mas, principalmente, saber quais etapas são mais suscetíveis a interferência externa, como fiscalização, acidente, perdas, extravio, entre outros. E, em caso de qualquer eventualidade, ter uma margem de segurança ou um “plano B” a fim de causar menos impacto nos prazos de envio e de entrega.

Ao realizar uma exportação, o produto somente poderá ser embarcado por um porto, aeroporto ou posto de fronteira. O que se observa, porém, é o fato de nem sempre os fabricantes/exportadores estarem situados em um desses locais de embarque, como também o importador, nos locais de desembarque. Isso pode obrigar o exportador/importador a utilizarem mais de um modal de transporte, além de exigir que se conheça a legislação, os procedimentos e as particularidades de cada modal usado na operação.

Quando se fala em custo de transporte não se pode afirmar que um determinado modal tem um custo mais elevado ou inferior em relação ao outro somente em função do frete. Cada modal tem seus custos de operação, tanto na origem quanto no destino. Estes, por sua vez, influenciam no valor do frete internacional, podendo torna-lo mais viável ou não em um embarque. Neste sentido, o custo deve ser tratado de forma global, abrangendo todas as despesas ao longo do operação e, desta forma, decidir o tipo de transporte mais adequado para cada embarque.

A empresa precisa identificar o modal que melhor atende determinado embarque, podendo optar pelos modais Aéreo, Aquaviário (marítimo, fluvial, lacustre, cabotagem), Terrestre (rodoviário, ferroviário), Dutoviário (gasoduto, oleoduto, aqueoduto, mineroduto) ou pela combinação de dois ou mais modais. Não existe uma regra geral, tampouco uma condição determinante para escolher entre um e outro, levando em consideração a especificidade da carga, a urgência, limitações geográficas, legislação dos países de origem e destino e outras particularidades da operação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FIESP. Modais de transporte. Disponível em: http://www.fiesp.com.br/transporte-e-logistica/modais-de-transporte/. Acesso em 07 Fev. 2017



Franciney Carvalho é graduado em Administração com ênfase em Comércio Exterior pelas Faculdades Promove e pós-graduado em Logística pela UNA. Professor de Comércio Exterior nos cursos de Administração, Logística e Contabilidade no Centro de Formação e Aperfeiçoamento Profissional – CEFAP.



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