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Coluna / Marcelo Sander / Novas Tecnologias / Boneca Momo: verdade ou fake news?

Nas últimas semanas muito tem se falado e se compartilhado nas redes sociais, principalmente em grupos de WhatsApp, sobre potenciais vídeos infantis no YouTube em que, em determinado momento, uma boneca maligna aparecia ensinando crianças incautas a cometer suicídio ou matar irmãos e pais. Até mesmo um vídeo chegou a ser compartilhado.

Foto: Reprodução InternetFoto: Reprodução Internet

Em casos onde não há como provar a veracidade da informação, a regra é clara: não compartilhar! Eu, como pai de uma criança que assiste a vídeos infantis no YouTube, claro, me preocupei em um primeiro momento.

Mas pense comigo: se eu quisesse convencer uma criança de alguma coisa, usaria uma boneca feia e medonha dessa? Ou usaria um personagem fofinho para cativar a atenção da criança? Ademais, o vídeo compartilhado está em inglês e crianças não entendem o que é dito (se é que uma criança veria a imagem da boneca macabra sem contar aos pais). Outra dúvida: como a boneca gótica sabe onde a criança vai encontrar um estilete em casa? Cada um guarda em um lugar diferente...

Até agora ninguém apresentou um link direto do YouTube com o tal vídeo. Até mesmo o próprio YouTube já publicou mensagem oficial dizendo não ter encontrado a tal mensagem em nenhum dos vídeos upados até o momento.

Imagem: Reprodução/TwitterImagem: Reprodução/Twitter

O site Boatos.org, especialista em desvendar fake news, foi além e tentou fazer o upload e um vídeo com a imagem da boneca moribunda. Resultado: o YouTube não deixou o upload ser concluído e ainda enviou mensagem ameaçando banir o canal.

Na verdade, a personagem assustadora é requentada de outra lenda urbana, do WhatsApp. Originalmente, Momo é uma escultura chamada "Guai Bird", do artista Keisuke Aisawa, e representa uma mulher-pássaro, exposta em 2016 em Tóquio, Japão.

Foto: Reprodução InternetFoto: Reprodução Internet

Conclusão
Independentemente de ser seguro ou não ver vídeos no YouTube, e escrevo isso agora como um "para-casa" para mim também, como pai, é que devemos não apenas monitorar o que nossos filhos assistem, mas também tentar, de alguma forma, limitar o tempo em que ficam no celular. Muitas vezes é cômodo para os pais apenas emprestar o telefone para a criança. Mas quando fazemos isso, perdemos horas preciosas de convívio. Momentos que não voltam mais. É que as crianças vêm com um defeito gravíssimo de fábrica: elas crescem!

Marcelo Sander - @mbsander
Jornalista, especialista em Marketing Político, Gestão de Projetos Culturais e Web Jornalismo. Palestrante e professor de Novas Tecnologias, Marketing Digital, Comunicação Empresarial e Mercado Profissional nas Faculdades Promove. Gerente de Gestão Estratégica e de Resultados da Secretaria Municipal de Orçamento, Planejamento e Tecnologia de Sete Lagoas. Editor do blog www.mercadowebminas.com.br. Com passagens por agências digitais em Belo Horizonte, Governo de Minas, Prefeitura de Sete Lagoas e Câmara Municipal, trabalha com conteúdo web desde 2001.





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