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Professor é afastado suspeito de estimular beijo entre alunos valendo nota

Um professor do Colégio Estadual Heitor Villa Lobos, no bairro do Cabula, em Salvador, foi afastado por suspeita de estimular alunos do 6º ano a se beijarem em troca de pontos na média curricular. O caso ocorreu no dia 11 de novembro.

Imagem: Juliana Almirante/UOLImagem: Juliana Almirante/UOL

A Polícia Civil informou que apura o caso, porém, como a situação envolve crianças e adolescentes, a investigação está em sigilo e não será divulgado o conteúdo dos depoimentos. A Secretaria da Educação do Estado (SEC) disse, em nota, que afastou imediatamente o professor e instaurou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso. Essa apuração também segue em sigilo, a fim de proteger os menores.

"A SEC está dando toda celeridade no sentido de adiantar, ao máximo, o processo. A equipe de psicólogos da SEC dará assistência à comunidade escolar, o que inclui os estudantes e suas famílias", informou a secretaria.

O professor afastado - cuja identidade e área de atuação não serão reveladas, para preservar as crianças - atua há cerca de três anos na unidade.

Alguns alunos gravaram vídeos para registrar a situação que ocorreu dentro da sala de aula. Em uma das gravações à qual a reportagem do UOL teve acesso, o professor pergunta aos estudantes: "Não vai ter beijo?". Na gravação, os alunos falam sobre a possibilidade de ganhar pontos na média, porém não acontece nenhum contato entre eles.

Além disso, alguns estudantes ouvidos pela reportagem disseram, apesar desse estímulo, os beijos entre alunos não teriam ocorrido.

A diretora da unidade, Jeana Lemos de Oliveira, disse, em uma nota publicada nas redes sociais, que pediu aos alunos para apagarem os vídeos, com o propósito de proteger a imagem dos menores, e também em respeito à legislação que assegura direitos às crianças e adolescentes.

Segundo a diretora, as imagens gravadas já foram enviadas para a Secretaria de Educação e também ficarão disponíveis para a polícia e o Ministério Público. A direção também se reuniu com cinco estudantes e pais de alunos, no mesmo dia do ocorrido, a fim de esclarecer o caso. Dias depois, outras duas reuniões entre a direção e os pais dos alunos foram feitas para falar sobre o assunto.

Uma aluna, que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem que ficou surpresa com a situação que envolve o docente. "É difícil de acreditar, porque ele já foi meu professor. Não se fala de outro assunto aqui", disse.

A estudante Hellen Blanco, de 18 anos, que estuda no 1º ano do ensino médio e faz parte de um comitê de gestão escolar da unidade, disse ao UOL que o professor não voltou às aulas depois do ocorrido. Segundo ela, os vídeos que registraram a situação não chegaram a circular entre os estudantes. Hellen afirmou ainda que a diretora tem recebido críticas por ter apagado as imagens dos aparelhos dos alunos, mas que apoia a atitude da gestora.

"Nenhum pai gostaria de ver o seu filho assim. Eu apoio a diretora por isso. Seria um absurdo. Ela tinha o olhar de proteger os alunos", declarou.

A Secretaria de Educação disse ainda que "já mantém parcerias e potencializará as ações em conjunto com instituições a exemplo do Conselho Tutelar; da Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Ronda Escolar; a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), no sentido de fomentar, ainda mais, no ambiente escolar, o debate e a aprendizagem sobre questões como a prevenção e o combate a todos os tipos de violência e voltadas aos direitos humanos, das crianças e dos adolescentes".

Com Uol 

 




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