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Pré-candidatos a prefeito Ramsés de Castro e Emílio Vasconcelos falam sobre política e projetos no Passando a Limpo; confira

O programa Passando a Limpo desta sexta-feira (31) recebeu os pré-candidatos a prefeito de Sete Lagoas Ramsés de Castro e Emílio Vasconcelos. Política e projetos para a cidade foram os temas discutidos com os convidados.

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

As entrevistas de hoje fazem parte de uma série de conversas que serão realizadas com os candidatos ao executivo municipal. Confira como foi a edição de hoje.

Ramsés de Castro

O primeiro entrevistado do dia foi o pré-candidato Ramsés de Castro, do PMN. Ele é advogado, professor de Direito e procurador municipal em Ribeirão das Neves.

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Ao ser questionado sobre disputar as eleições deste ano, Ramsés respondeu que tem “preparo em duas áreas que são essenciais [Direito e Administração Pública] e já tive uma experiência de dezenove anos em serviço público. Sou uma pessoa, graças a Deus, com o nome limpo, uma pessoa que tem essa experiência e que, ao mesmo tempo, é uma renovação, porque nunca tive um cargo eletivo. Sou essa renovação que nossa cidade está querendo, e sou uma pessoa totalmente independente. Aqui em Sete Lagoas, se vencermos as eleições, nós não temos esse compromisso negativo que muitas vezes dificulta a administração que é o compromisso de ter que dar cargos para partidos A, B, C, D... Então, eu estou fazendo uma pré-campanha com esse norte, o norte da independência política”.

Sobre a administração pública, no que diz respeito aos cargos, Ramsés disse achar importante ter pessoas capacitadas para exercer as funções. “Quando a gente fica muito dependente de grupos ou de partidos, muitas vezes se perde essa questão essencial que é a capacitação para cada área”, disse.

Com relação à situação financeira de Sete Lagoas, o pré-candidato disse que o município precisa de um “saneamento orçamentário”, com “cortes radicais em despesas que tem de ser cortadas, como despesas de cargos políticos”. Para ele, é necessário que seja colocada em perspectiva a questão da despesa juntamente com a receita do município.

Comentando sobre a política sete-lagoana, Ramsés disse que “é uma política que está viciada, que está muito voltada para os cargos e grupos”. Na opinião dele, é importante sempre colocar em primeiro lugar o bem comum, da sociedade em geral.

Sobre a questão da saúde, caso o pré-candidato venha a ser eleito como prefeito, a intenção é investir na saúde preventiva. “Nós precisamos investir mais”, afirma. Ramsés afirma querer focar nos postos de saúde, tanto no aspecto educacional da saúde, no aspecto informativo, na orientação para a saúde, inclusive no âmbito escolar, além de uma possível promoção do aumento do horário de funcionamentos dos postos.

Já sobre o relacionamento com a Câmara dos Vereadores, Ramsés diz que se for eleito espera ter uma boa relação com o legislativo municipal. Contudo, “sem ficar refém, sem ceder a chantagens, sem entrar em conchavos. A questão é buscar o bem da cidade”, comenta.

Ao final da entrevista, Ramsés alertou a população sobre a importância de manter as medidas de isolamento social e de higiene em tempos de pandemia, como lavar as mãos com água e sabão, usar álcool gel, além do uso da máscara.

Emílio Vasconcelos

O segundo entrevistado do dia foi o pré-candidato Emílio Vasconcelos.

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Logo no início do bate-papo, ele confirmou a pré-candidatura, algo que há algumas semanas ainda era incerto. “Houve um momento em que eu suspendi temporariamente a minha campanha porque eu achei que era a melhor atitude que eu podia tomar”, disse. Ele afirmou ter tomado a decisão para se defender do que chamou de “uma falsa acusação” (em referência à acusação de agressão feita por sua ex-mulher).

Ao ser questionado sobre disputar as eleições deste ano, Emílio disse que conhece “muito Sete Lagoas, nasci nessa área pública, tenho bons exemplos e conheço muito fora de Sete Lagoas, e fico muito indignado em ver a situação da cidade hoje... porque eu acredito que Sete Lagoas pode ser muito melhor do que é, tem potencial pra isso. Então, isso é o que me move a ser candidato”.

Segundo ele, a preparação que tem vem da própria experiência junto à administração pública. “Eu fui secretário municipal, ocupei seis secretarias. Participei das maiores obras dessa cidade até hoje, sem qualquer acusação de corrupção, sem um centavo sequer de desvio”, relembra.

Sobre a recente acusação sofrida por ele, Emílio avalia que foi prejudicial. “Prejudicou sim, a gente não pode tapar o sol com a peneira. Provocou uma mancha na minha imagem, mas não nesse sentido de grupo. Eu não perdi ninguém nesse período, pelo contrário, estou recendo e vão ser anunciados novos apoios nos próximos dias até em razão disso, de uma injustiça que aconteceu e de um combate de que grupos de pessoas acham que tem que participar porque não concordam com o que aconteceu e como tem sido usado”, diz.

Falando em grupos, Emílio também criticou a formação de coletivos em prol de controle político. “Sete Lagoas vem sendo administrada, a política vem sendo feita e conduzida nos últimos anos, em função do grupo. O que vale é o grupo, é a formação do grupo pra se atingir o poder, pra manter o poder, e depois isso fica muito caro pra cidade, porque esse grupo tem que ser atendido. Eu confesso, eu já tentei compor, mas hoje a minha decisão pessoal e todos que me seguem é exatamente o contrário, de manter distância do tal do grupo”, afirma. Para ele, é importante mudar a ideia de se fazer política em função de apenas um grupo.

Com relação a atual situação de Sete Lagoas, o pré-candidato julga que melhorar a estrutura administrativa da cidade é primeiro ponto que deve ser trabalhado. “Eu costumo dizer que é pegar o que temos aí de legislação, de qualificação de cargos, pegar, jogar no lixo e por fogo. Não é que seja, no todo, ruim, mas vem de um vício, culpa dessa política que vem imperando na cidade há muitos anos. Então pra provocar mudanças não tem que ter remendo, tem que fazer o novo, opina.

Em questão de planejamento, Emílio diz estar preparado para ser “impopular” devido às mudanças implementadas caso seja eleito. “Eu trabalho com um horizonte de quatro anos, eu estou preparado pra ser impopular nos primeiros meses. Mas quando você planeja e acredita no que está fazendo, isso é o primordial, não tem problema você ser impopular nos primeiros meses se você sabe que o resultado vai ser alcançado”, explica.

Questionado sobre o motivo pelo qual as mulheres deveriam confiar seus votos a ele, Emílio disse que é engajado não somente na luta contra a violência doméstica, mas na luta contra qualquer tipo de agressão. “Nós estamos recebendo apoio de grupo de feministas que defendem a causa. Esse é o meu meio, é o que eu vivo”, disse.

Para assistir o programa Passando a Limpo na íntegra, clique aqui.

Da Redação




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