O Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília) e o Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo) registraram os abalos sísmicos sentidos nesta terça (16/01) em Sete Lagoas. Até o fechamento desta matéria, três tremores haviam sido registrados na cidade na data de hoje.
As duas instituições apresentam valores de magnitude próximos para os recentes abalos em Sete Lagoas:
- 14/01/24, 20h19, magnitude 2.2 mR (UnB), 2.3 mR (USP)
- 16/01/24, 02h26, magnitude 2.8 mR (UnB), 2.7 mR (USP)
- 16/01/24, 04h41, magnitude 2.5 mR (UnB), 2.4 mR (USP)
- 16/01/24, 08h40, magnitude 2.0 mR (UnB), 2.3 mR (USP)
Todos eles são de profundidade estimada de 0 Km. De acordo com o Centro de Sismologia da USP, “um valor de 0km indica que se trata de um sismo raso (ocorrido possivelmente entre 0 e 10km), entretanto não há dados suficientes para estimar uma profundidade precisa”.
“A menos que revisada por um geofísico, as localizações dos terremotos aqui apresentadas podem conter erros significativos. Mesmo depois de revisadas, soluções apresentadas por diferentes instituições podem apresentar pequenas variações de localização e magnitude”, completa o referido Centro.
Relatos de moradores que sentiram os tremores desta terça vêm dos bairros Mata Grande, Iporanga, São Geraldo, Centro, Flórida, Catarina, Belo Vale, Brasília, Vale das Palmeiras, Nossa Senhora das Graças, Carmo, Boa Vista (em atualização).
Esse tipo de evento tem sido notado com maior frequência na cidade desde aproximadamente abril de 2022. Em 2023, os relatos mais recentes apontavam para o mês de dezembro.
Em uma entrevista para o programa “Passando a Limpo” em 25 de agosto do ano passado, o Secretário Municipal de Meio Ambiente de Sete Lagoas, Edmundo Diniz, afirmou que estudos de investigação estavam em andamento em colaboração com universidades como UnB, USP e UFMG. Ele mencionou que os relatórios seriam apresentados oficialmente em momento oportuno.
Conforme declarado pelo secretário, durante o período em que sismógrafos da UnB estiveram instalados no município, mais de 600 tremores de diversas intensidades foram registrados pelos equipamentos. Ele também enfatizou a capacidade de distinguir entre tremores naturais e aqueles causados por detonações, afirmando que nenhuma delas foi responsável pelos tremores relatados pela população até aquela data.
Da Redação, Vinícius Oliveira