Uma coletiva de imprensa dada na quinta (18/01) detalhou quais e como serão os próximos estudos sismológicos em Sete Lagoas e a atuação da Defesa Civil na cidade, principalmente depois de quatro tremores terem sido notados nos dias 14 e 16 de janeiro, três deles na mesma terça-feira. A cidade vem passando por um aumento na frequência destes fenômenos de 2022 para cá, como já revelou um primeiro estudo divulgado.
Estiveram presentes o professor e pesquisador Lucas Vieira Barros do Observatório Sismológico da UnB (SIS-UnB) o Secretário de Meio Ambiente municipal Edmundo Diniz e o coordenador da Defesa Civil da cidade Sérgio Andrade.
A partir de sexta-feira (19) a equipe do SIS-UnB vai instalar dois conjuntos de aparelhos infrasons e três estacões sismográficas em alguns locais da cidade. Os aparelhos infrasons servirão para compor uma linha de pesquisa do Observatório que investiga como diferenciar de forma mais precisa os sismos naturais dos artificiais. As estações sismográficas terão a função de fornecer mais dados ao trabalho e balizar as medições. Também há o objetivo de detalhar possíveis falhas geológicas existentes na região.
Segundo o professor, ainda não há dados suficientes para esclarecer todas as causas dos tremores ocorridos, mas o registro dos que já aconteceram não gera motivos de pânico para a população devido às baixas magnitudes (até 3.0 mR, aproximadamente).
O Secretário Edmundo Diniz também citou que nenhuma hipótese será descartada durante as investigações.
O comandante da Defesa Civil reforçou a atuação do órgão no atendimento a imóveis que por ventura apresentem trincas e rachaduras. A população pode acionar o serviço através do telefone 153.
A coletiva de imprensa pode ser revista aqui:
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Da Redação, Vinícius Oliveira