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Zema anuncia instalação de novos leitos no Expominas e no Mário Penna

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou nesta tarde de terça-feira que usará a estrutura do Expominas e do Hospital Mário Penna para a instalação de leitos adicionais para tratamento de pacientes que tiverem diagnosticados o novo coronavírus. A medida foi divulgada em entrevista veiculada na Cidade Administrativa, que contou com a presença dos secretários de estado de saúde, Carlos Eduardo Amaral, e do planejamento e gestão, Otto Alexandre Levy Reis. 

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

Somente no Expominas, na Gameleira, usado para exposições, o governo prevê a instalação de pelo menos 900 leitos, aproveitando uma área vaga de 18 mil metros quadrados. Parte dos recursos virá de doação da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que seriam inicialmente utilizados no patrocínios de feiras e eventos no próprio Expominas, cancelados devido ao risco de contaminação.

No Hospital Mário Penna, o espaço usado para abrigar vítimas do coronavírus seria uma ala desocupada, com 58 leitos. “Vamos verificar hospitais com alas vagas ou leitos ociosos. A forma mais fácil de adicionar novos leitos é um hospital com alas vagas, como vi no Mário Penna. Já há instalações prontas, como oxigênio, eletricidade e vácuo. Basta levar os equipamentos e conectá-los, o que agilizará muito a operação de novos leitos”, afirmou Romeu Zema.

O estado divulgou novos dados com relação ao número de infetados pela pandemia.  São 11.832 casos notificados, com 130 confirmados e nenhuma morte. Ciente de que a situação vai se agravar, o governo está avaliando unidades no interior que também possam servir de atendimento imediato conforme a demanda. De acordo com Zema, cidades como Barbarcena, Uberlândia, Juiz de Fora e Divinópolis podem servir de unidades no tratamento intensivo da pandemia. 

Embora demonstre preocupação com os rumos da economia no estado, o governador diz que a saúde deve ser o assunto prioritário no momento: “Por ora, todo nosso foco está direcionado a salvar vidas. Agora, a doença está tendo proporção, nos exigindo recursos e esforços nossos. Sabemos que daqui a 30 ou 60 dias, a economia passará a ser o foco de nossas atividades. Mas, por enquanto, estou preocupado em conseguir leitos adicionais para as pessoas que vierem a adoecer”.

O secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, diz que já há um mapa do cenário que o coronavírus pode afetar em Minas: “Estamos objetivando recrutar 1,7 mil leitos para terapia intensiva. Estamos fazendo um censo de quais leitos poderiam ser usados. Esses leitos muitas vezes são operacionais, atendendo à demanda da população”. O estado prometeu que disponibilizará 5,5 milhões de máscaras, gorros, aventais e pares de luvas a serem usados por profissionais de saúde nesse período de expansão do coronavírus.

Com relação à economia, Zema prevê que Minas deixe de arrecadar R$ 7,5 bilhões com o ICMS em virtude da paralisação no estado. Inicialmente, o governo previa uma queda de R$ 2,5 bilhões, mas o cenário mudou em virtude da gravidade do problema. Uma simulação inicial da Secretaria de Estado da Fazenda prevê que Minas tenha queda de crescimento de 4% no período da pandemia. 

Zema anunciou que o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) disponibilizou nesta terça-feira (24) uma linha de crédito para micro e pequenas empresas do setor de turismo, cujo impacto foi imediato, com juros abaixo do mercado e prazo maior de pagamento. “É uma atividade extremamente afetada pela atual crise, fazendo com que as pessoas deixem de viajar”, comenta.

Ele sinaliza que o governo federal poderá contribuir nos próximos dias com ações para ajudar o fortalecimento da economia. “É possível que alguma medida possa sair, o que seria bem-vinda. As empresas estarão temerosas, com medo de não arcar com a folha de pagamento. Os empregados estão temerosos de não poderem manter o emprego. Mas o próprio governo tem interesse de que as pessoas mantenham seus empregos por uma questão social e econômica, já que ele arrecada a maioria de recursos de pessoas jurídicas”, diz o governador.

Com Estado de Minas




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