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Presidente da ACMinas: ‘Na guerra não pode ficar todo mundo trancado em casa’

O presidente da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), Agnaldo Diniz, defende a reabertura gradativa dos comércios no Estado. Desde sexta-feira, 20, por determinação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), os estabelecimentos, com exceção dos considerados essenciais, estão fechados em todos os 853 municípios mineiros em função da pandemia do novo coronavírus.

Foto: Joao Leus/ O TempoFoto: Joao Leus/ O Tempo

“Nós estamos em uma guerra e em uma guerra não pode ficar todo mundo trancado em casa. A economia tem que rodar. Ainda mais em um país como o nosso, com 15 milhões de desempregados e 20 milhões de subempregados. Dentro de um profundo cuidado, começar a funcionar aos poucos (o comércio)”, ressaltou.

O presidente da ACMinas reconhece que a situação da pandemia no Estado é grave. Até o momento, segundo o último boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira, 26, testaram positivo para o coronavírus 153 pessoas. Outros 17.409 casos estão sob investigação. Ainda não há morte registrada por pessoas infectadas pela doença em Minas.

“Temos dois problemas imensos pela frente: o do contágio do coronavírus e o da economia. Nós precisamos proteger excessivamente o pessoal do grupo de risco. Agora, a economia tem que rodar. O lockdown (termo em inglês para restrição de circulação de pessoas) horizontal por tempo indeterminado é muito perigoso. Vamos ter uma massa de desempregados, um cenário social inadministrável. Temos uma guerra de saúde duríssima e uma guerra econômica duríssima”, afirmou Diniz.

De acordo com Diniz, a reabertura do comércio vai contribuir diretamente para o enfrentamento do problema fiscal vivido pelos entes federados.

“Todos os governos, tanto federal, estadual e municipal, estão com tremendo problema fiscal. Como você resolve o problema fiscal? Com receita. Como você resolve a receita? Com trabalho. Uma empresa pequena que parar hoje, vai quebrar amanhã e não volta mais”, ressaltou.

Segundo Diniz, uma medida que pode ser adotada pelo Estado é editar um novo decreto autorizando a abertura gradativa dos comércios.

“Aqueles que não estão no grupo de risco têm que ir aos poucos trabalhando na guerra para a gente vence-la. O comércio precisa ser aberto dentro de uma estrutura sequencial, dentro de uma visão dos (médicos) infectologistas, porém tem que ter também a visão econômica. Não tem vida, não tem saúde sem a economia”, afirmou.

Outra sugestão de Diniz é a divisão dos “prejuízos” da pandemia entre empresário, colaborador e Estado. Na proposta do dirigente, o colaborador abriria mão de 30% dos vencimentos. Os 70% restantes seriam arcados pelo empregador e pelo governo.

“Muitas empresas não têm dinheiro para demitir. Está todo mundo perdendo. Como que nós inteligentemente fazemos com que essa perda seja administrada? É uma situação complicada. Vai ser uma quebradeira geral. O governo pode ser o garantidor de créditos para os empresários também para dar um tempo a mais para as empresas”, sugeriu. 

Diniz também lamentou o fato da ACMinas não ter sido chamada por Zema na época da elaboração do decreto de restrição dos comércios. Ele acredita que a entidade poderia ter contribuído.

“Infelizmente, não fomos chamados. Lamentavelmente. Mas estamos sempre à disposição, como sempre estivemos há 119 anos”, afirmou.

Com O Tempo




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