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Servidores estaduais da saúde e da segurança receberão salários no próximo dia 15

Em reunião da comissão de Administração Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), os secretários de Planejamento, Otto Levy, e da Secretaria Geral, Mateus Simões, confirmaram que, assim como aconteceu no mês de maio, os salários dos servidores da saúde e da segurança no Estado serão pagos no dia 15 de junho.

Cidade Administrativa, sede do governo de Minas — Foto: Ramon BitencourtCidade Administrativa, sede do governo de Minas — Foto: Ramon Bitencourt

No caso dos demais servidores, ainda não há data definida. O secretário Mateus Simões, no entanto, afirmou que há um esforço do governo para que todos os servidores ativos e inativos sejam pagos ainda dentro do mês de junho.

"Estamos falando de quase de R$ 250 milhões em déficit (em junho), o que significa que folha de pagamento dos servidores ou pagamento de repasse dos Poderes, ou parcialmente a cada um deles, terão que sofrer sacrifício para que a gente possa seguir com o pagamento. Lembrando que as prioridades estabelecidas pelo governador são para recurso da Covid, na sequência, o pagamento de parcela única da saúde e da segurança, por conta de estarem na linha de frente no combate e na garantia da lei e da ordem, e finalmente o pagamento aos demais servidores, todo eles, de todos os Poderes", destacou.

No encerramento de sua participação, o secretário de Planejamento, Otto Levy, reforçou as prioridades do governo.
"Até o mês de abril, estávamos pagando em duas vezes, nas datas previstas. Única e exclusivamente devido à queda abrupta da arrecadação, isso foi suspenso, mas, quando informamos a data, estamos cumprindo. Importante dizer que, embora não estejamos pagando no quinto dia útil, para a segurança e para a saúde o parcelamento dos salários acabou. Para a segurança isso já acontece desde janeiro de 2020. O abono fardamento da segurança também foi pago", disse Otto Levy.

Reação

O anúncio não foi bem recebido pelos policiais militares, afirma o tenente-coronel da reserva, Domingos Sávio de Mendonça. Segundo ele, "a situação hoje, agora, é de revolta" da corporação com o governador Romeu Zema (Novo). Em meados de maio, Zema disse em entrevista coletiva que o Estado não poderia ter funcionários públicos de primeira, segunda ou terceira categoria.

"Só que hoje saiu o pagamento integral sem qualquer defasagem do Ministério Público, da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas. Isso é um tapa na cara da segurança pública porque finalmente achamos que Minas Gerais teria igualdade", disse.

"Não queremos privilégio. Nós queremos receber todo mundo no mesmo dia, do professor ao desembargador, do soldado ao deputado. Se tiver que pagar no dia 30, paga todo mundo dia 30. Se tiver que pagar no dia 15, paga dia 15", completou Mendonça.

Com O Tempo




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