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Pai que matou filho de 3 anos a facadas em Betim disse aos investigadores que teve um surto no dia do crime

O inquérito policial que apura as circunstâncias da morte de uma criança de 3 anos, assassinada a facadas pelo próprio pai P.H.P.B, de 24 anos, no último dia 7 de setembro, foi concluído nesta sexta-feira (18). O crime aconteceu na casa da avó paterna o menino, no bairro Marimbá, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Depois de matar o filho, o suspeito usou a mesma faca e tentou suicídio. Desde o dia o crime, o homem está internado no Hospital Regional de Betim, mas, atualmente, ele não corre risco de morrer.

 Foto: Reprodução Redes SociaisFoto: Reprodução Redes Sociais

Em conversa com os investigadores na terça-feira (15) o suspeito disse apenas que teve um surto no dia do crime, informou a Civil. Depois da alta hospitalar o suspeito será encaminhado para Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), em Contagem. Ele responderá pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

Crueldade

Os detalhes da crueldade contra a criança foram destacados pelos policiais durante entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira (18) no departamento da Polícia Civil em Contagem. O laudo pericial apontou que o menino teve várias perfurações nas costas e na região frontal, nos braços, além de costelas quebradas. “Alguns desses ferimentos indicam que o garoto tentou se defender antes de ser morto”, destaca o delegado Leonardo Dias Borges da Mota, de Betim.

Segundo informou os investigadores, o suspeito mora no Jardim das Alterosas, em Betim, mesmo bairro que mora a mãe da criança assassinada. Ele foi casado com a mulher por 3 anos e havia se separado dela há 7 meses. Na noite que antecedeu o crime, o homem estava na casa de sua mãe, avó paterna do menino, no bairro Marimbá. Segundo informaram parentes do suspeito aos policiais, após consumir bebidas alcoólicas e entorpecentes o homem teve uma crise de ciúmes por pensar que a mãe do garoto estava se relacionando com outro homem.

Ainda conforme consta no inquérito, o suspeito ligou para a ex-mulher pedindo para ela encontrar-se com ele na casa de sua mãe, onde estava com o filho. Porém, foi a própria avó da criança que dissuadiu a mulher de ir ao encontro, já que o suspeito estava nervoso e sob efeito de drogas, indicaram ainda os autos policiais.

“O inquérito aponta para crime passional porque quando ele (o suspeito) não conseguiu o seu intento, que era reatar o relacionamento com a ex-companheira dele e mãe do garoto. Ele aproveitou daquele momento de fragilidade e tentou puní-la agredindo próprio filho”, diz o delegado.

Ameaças

O boletim de ocorrência feito na ocasião do crime consta que o suspeito ameaçou a mãe do garoto antes de matar a criança. A Civil esclareceu, no entanto, que o homem não responderá pelo crime de ameaça porque a mulher não confirmou essas ameaças nos depoimentos dados durante as investigações.

O suspeito, segundo o delegado, tinha passagem apenas por dirigir sem carteira de habilitação. Ele também não tinha histórico de agressão familiar e mantinha bom relacionamento com o filho morto por ele mesmo, informou o investigador.

Com O Tempo




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