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Conselho Municipal de Saúde de BH pede proibição de grandes eventos e adoção de passaporte de vacina para conter Covid

O Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte (CMS) solicitou à prefeitura a implantação de medidas restritivas e emergenciais na cidade para conter o avanço da pandemia e a circulação do coronavírus.

Foto: VIVIANE MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOFoto: VIVIANE MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em ofício enviado ao Executivo nesta segunda-feira (17), o órgão pede a proibição da realização de grandes festas, shows e jogos de futebol, pelo menos até o fim de fevereiro, e a obrigatoriedade de apresentação de comprovante de vacinação para acesso a locais como bares, restaurantes e teatros.

O Conselho também reivindica a abertura de, pelo menos, mais três centros de saúde com horário ampliado por regional e de locais de testagem gratuita da Covid-19 e a ampliação do serviço público de consultas médicas virtuais.

Além disso, solicita a expansão da oferta de ônibus para evitar aglomerações nos coletivos.

"Os serviços de saúde já estão superlotados, muitos trabalhadores estão contaminados, as escalas estão com falta de pessoal, e as pessoas vão ficar sem atendimento. Os leitos de enfermaria e CTI de Covid já estão se esgotando. Essas medidas que nós pedimos são para evitar o colapso que nós tivemos no ano passado", afirmou a presidente do CMS, Carla Anunciatta.

Nas últimas semanas, as taxas de ocupação de leitos de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes com coronavírus têm crescido na capital. Nesta terça-feira (18), os índices chegaram a 84,7% e 82,1%, respectivamente, considerando as redes pública e suplementar.

Em todo o estado, o número de casos conhecidos de Covid-19 tem batido recordes consecutivos. Nas últimas 24 horas, foram 27.683 infecções, o maior número desde o início da pandemia.

Mesmo diante do cenário de alta de casos, o Conselho Municipal de Saúde não propõe o fechamento do comércio, "levando em consideração a preocupação com a situação econômica dos pequenos e médios comerciantes e a menor letalidade da doença entre as pessoas vacinadas".

Vaivém: relembre alguns momentos de fechamentos e reaberturas de BH na pandemia
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que monitora diariamente os números da pandemia e que "qualquer agravamento que comprometa a capacidade de atendimento será tratado da forma devida, com o objetivo de preservar vidas".

Veja a resposta completa do Executivo na íntegra:

"A Prefeitura de Belo Horizonte informa que monitora diariamente os números epidemiológicos e assistenciais da doença no município e qualquer agravamento que comprometa a capacidade de atendimento será tratado da forma devida, com o objetivo de preservar vidas. É importante considerar que muitas das ações sugeridas já haviam sido adotadas pelo município, como segue abaixo:

Com aumento de demandas por internações, foram realizadas aberturas de leitos específicos para a Covid e também foi prorrogado o decreto de calamidade pública em 30/12/2021 (DECRETO Nº 17.829).

Sobre a ampliação da vacinação, no último sábado, dia 15 de janeiro, foi iniciada a imunização de crianças com comorbidades, deficiência permanente, indígenas ou quilombolas e acamadas ou com mobilidade reduzida de 11 a 5 anos, completos até a data da vacinação. Nesta quinta-feira, dia 20 de janeiro, a Prefeitura inicia a vacinação de crianças de 11 anos sem comorbidade. Poderão receber a primeira dose, exclusivamente, as crianças nascidas de janeiro a junho de 2010 e que ainda tenham 11 anos na data da vacinação.

As aplicações continuarão sendo feitas em escolas da capital. A estratégia de imunização em instituições de ensino é para que o grupo não fique em contato direto com pacientes que apresentam sintomas respiratórios e que estão sendo atendidos nas unidades de saúde. Os horários de imunização nas escolas é das 9h às 17h.

Neste momento de aumento de casos respiratórios, a Secretaria Municipal de Saúde tem adotado estratégias para ampliar o acesso e garantir assistência à população. Dentre as ações, houve a ampliação do horário de funcionamento de 9 centros de saúde - um por regional, para o atendimento a pacientes com sintomas respiratórios. Desde o dia 1, já atenderam a mais de 10 mil pessoas. O funcionamento dessas unidades é das 7h às 22h30 durante a semana, e das 7h às 22h aos finais de semana e feriados. Outra medida adotada, foi a retomada do serviço de consulta on-line para casos de síndrome gripal.

A Prefeitura reforça que a população deve continuar adotando as medidas preventivas: uso correto da máscara, distanciamento social, higienização das mãos, etiqueta da tosse e esquema vacinal completo.

No que se refere à realização de testes, desde outubro do ano passado a Prefeitura ampliou a oferta de testagem. Todos os pacientes que procuram as UPAs e Centros de Saúde, com sintomas respiratórios, são testados, por meio de teste antígeno (teste rápido), para Covid-19, para diagnóstico diferenciado. Grávidas, puérperas ou pessoas com comorbidade que tiverem sintomas respiratórios, com teste rápido negativo, são submetidas também ao PCR para diagnóstico definitivo. A Prefeitura está abastecida com testes e insumos para realização de exames para detecção da Covid.

É importante reforçar que, desde o início do aumento na demanda, devido ao aumento de casos de doenças respiratórias, a Prefeitura tem trabalhado ininterruptamente para recompor as equipes, reforçar e ampliar o atendimento à população de forma a garantir a melhor assistência e condições de trabalho.

Desde o dia 24 de dezembro até o dia 18 de janeiro, a Prefeitura contratou 1.203 profissionais, sendo 266 médicos de diversas especialidades. O último concurso foi realizado em 2021 e a previsão é a homologação ainda em janeiro.

A Secretaria Municipal de Saúde mantém ativo um banco de currículos para contratação imediata de médicos. Os interessados devem acessar o site da Prefeitura de Belo Horizonte para realização do cadastro".

Com Portal g1



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