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Ex-assessora acusa vereador Marcelo Cooperseltta de operar "rachadinha"

Em coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (28), em Belo Horizonte, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a investigação envolvendo o vereador de Sete Lagoas Marcelo Cooperseltta pelos crimes de peculato, intimidação à testemunha e fraude à licitação.

Em depoimento à Polícia Civil, obtido pelo R7, uma ex-assessora de confiança do vereador Marcelo Cooperselta (MDB) confirmou a prática de "rachadinha" no gabinete do parlamentar.

Vereador gravou vídeo em praia — Foto: Reprodução/Redes sociaisVereador gravou vídeo em praia — Foto: Reprodução/Redes sociais

Nesta terça-feira, o gabinete, a casa e a casa dos pais do político foram alvos de uma operação de busca e apreensão de documentos durante ação da Polícia Civil de Minas Gerais. A prática da "rachadinha" ocorre quando o político exige que seja repassado a ele parte do salário do assessor ou funcionário de seu gabinete.

Segundo consta no depoimento, a ex-assessora, cujo nome será preservado, disse que trabalhou no gabinete do parlamentar entre 2009 e 2014. Nesse período, recebeu salário que variava de R$ 1.448,20 a R$ 2.348,22. Embora asssinasse a folha de ponto, ela disse que ficava apenas com metade do salário e que o restante era repassado ao vereador.

Ainda conforme o depoimento, a ex-assessora disse que, na época, o pagamento não caía na conta corrente, e sim por meio de cheque e que cabia ao chefe de gabinete do vereador Marcelo Cooperselta trocar o cheque e depois repassar a ela metade do valor do contracheque. Sem citar nomes, alegando que não queria envolver outras pessoas, a ex-funcionária do político disse ter conhecimento que havia outras pessoas que também devolviam seus salários.

Justificativa

Segundo a assessora que prestou depoimento à Polícia Civil, o vereador justitificava a "rachadinha" dos salários dizendo que precisava do recurso para contratar mais pessoas para contribuir com o mandato e que o dinheiro não ia para o bolso dele. Procurada pela reportagem, a ex-assessora disse apenas que não vai comentar o depoimento.

Resposta

Em vídeo divulgado nesta terça-feira (28), o vereador Marcelo Cooperselta disse ser vítima de perseguição política e que vários assessores já prestaram depoimento e nenhum deles confirmou a "rachadinha".

Ele confirmou que há uma investigação sobre o assunto, mas que não foi chamado a depor. Segundo o vereador, 12 ex-funcionários já prestaram depoimento sobre esse caso, mas ninguém confirmou a prática de "rachadinha" em seu gabinete.

— Esse é o depoimento de uma ex-funcionária que, logo em seguida, voltou lá novamente e deu um segundo depoimento dizendo que foi coagida para fazer essa calúnia contra a minha pessoa.

Com R7

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