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Presidente da Petrobras pede demissão após pressão do governo

A Petrobras anunciou na manhã desta segunda-feira (20) que José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da companhia. A saída se dá após pressões por parte do governo, que já havia indicado um substituto para ele na função, Caio Mario Paes de Andrade. Saiba quem é o indicado pelo governo e que assumirá a companhia quando os trâmites estiverem encerrados, nas próximas semanas. Até lá, a Petrobras deve nomear um interino.

José Mauro Ferreira Coelho foi indicado por Bolsonaro para a presidência da Petrobras mas renunciou em 20 de junho — Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoJosé Mauro Ferreira Coelho foi indicado por Bolsonaro para a presidência da Petrobras mas renunciou em 20 de junho — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

"A Petrobras informa que o senhor José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da empresa na manhã de hoje. A nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora", diz o comunicado da companhia.

Em 23 de maio, o governo já havia decidido pela saída de José Mauro Ferreira Coelho. Na ocasião, ele estava no cargo após apenas 40 dias no comando da estatal do petróleo. O anúncio foi feito pelo Ministério das Minas e Energia, que anunciou a escolha de Caio Mario Paes de Andrade, responsável pela área de governo digital no Ministério da Economia.

A troca, porém, ainda não havia acontecido por questões de compliance da companhia. Sem a renúncia, um processo de troca do comando depende de assermbleia de acionistas e do cumprimento de uma série de burocracias que poderiam fazer a mudança se estender por dois meses. Com a saída de Coelho, porém, esse caminho fica facilitado.

Pesou para a decisão dele a pressão feita por líderes governistas em torno da companhia, inclusive com a ameaça de instalação de uma CPI da Petrobras. Isso fez com que as ações da companhia caíssem fortemente na última semana e há expectativa de novas quedas nesta segunda-feira, quando houver a abertura dos mercados. Por isso, mesmo conselheiros que antes apoiavam a permanência de José Mauro Coelho no comando por mais algum tempo passaram a operar por sua saída antecipada.

A pressão governista foi desencadeada pelo aumento no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras na sexta-feira (17). A empresa reajustou o valor da gasolina em 5,2% e o do diesel em 14,2%.

Com O Tempo



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