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Galo tem feito bom início de Campeonato Brasileiro / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

1º Tempo

O Galo tem feito um bom início de Campeonato Brasileiro. Mesmo com o time ainda em formação e com reforços chegando em profusão, o time vai somando pontos e galgando a ponta da tabela da competição. No final de semana, por exemplo, diante do Ceará, as dificuldades encontradas foram muitas, mas o resultado veio na etapa complementar. Foi uma partida de pura afirmação para o reforço de R$ 20 milhões que, se antes atuava como atacante aberto, hoje é o que mais próximo se dá pra nomear como centroavante do Galo. Dois gols marcados por Marrony e mais três pontos na bagagem alvinegra.

Marrony marcou os dois gols da vitória do Atlético MG — Foto: Bruno Cantini/Agência Galo/Clube Atlético MineiroMarrony marcou os dois gols da vitória do Atlético MG — Foto: Bruno Cantini/Agência Galo/Clube Atlético Mineiro

Mudando a equipe a cada partida, com várias formações táticas na partida - iniciando sem lateral na esquerda, terminado com dois - Sampaoli ainda injeta suas ideias no Galo, e, neste momento, elas são transformadas em vitórias, mesmo que aos trancos e barrancos. O time, como um todo, tende a crescer muito de produção nas próximas semanas.

Enquanto isso, fora de campo, o Atlético segue contando com a força da torcida. Com portões fechados, ela não pode ir ao campo para empurrar o time, mas a diretoria do clube criou mecanismos nos quais os atleticanos conseguem ajudar o clube em receitas. Com a pandemia, a renda de bilheteria sumiu. Por outro lado, um maior engajamento é esperado no programa de sócios-torcedores, por exemplo, e em adesão de serviços vinculados aos patrocinadores. A meta do presidente Sette Câmara é unir 100 mil sócios. Há um aumento considerado no programa de relacionamento "Galo na Veia". Antes da pandemia, o clube chegou a reformular os planos e preços dos sócios, mas a Covid-19 emperrou a missão. Por outro lado, houve crescimento de 23 mil sócios para 43 mil. Atualmente, o Atlético até sorteia camisas de jogadores, com autógrafos, para metas pré-estabelecidas.

2º Tempo

A exemplo do Atlético na Série A, o Cruzeiro teve um início avassalador na Série B do Campeonato Brasileiro. Se não fossem os 06 pontos perdidos por causa da punição imposta pela Fifa, o time celeste já seria líder disparado da competição. Com apenas três rodadas o time conseguiu sair da zona de rebaixamento e ir para a 9ª colocação. Mas, apesar da vitória, o técnico Enderson Moreira destacou que o time pode produzir mais, sobretudo ofensivamente.

O Cruzeiro segue imbatível desde o reinício das competições e Enderson já soma 06 vitórias em 06 jogos à frente do clube.

Fora de campo, o clube teve a situação financeira agravada em razão da exclusão do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut, voltado para entidades desportivas profissionais de futebol. A gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá deixou de quitar quatro parcelas do financiamento - junho, julho, agosto e setembro de 2019 -, e a rescisão ocorreu em fevereiro de 2020.

Em abril, sob administração do conselho gestor, o Cruzeiro obteve liminar para retornar ao Profut. Entretanto, a medida foi derrubada pela Justiça de Minas Gerais em julho e, desde então, a União intensifica os pedidos para bloquear ativos e bens do clube, com o propósito de receber um crédito total de quase R$ 330 milhões.

Esta é uma situação que tem tirado o sono dos cruzeirenses e que dificulta a busca por uma maior qualificação do elenco. Ainda assim, pelo que se vê neste início de Série B, conforme previsto, a Raposa deve subir sem sustos e retornar à elite do futebol brasileiro em 2021.

 

Um ano sem o Recanto do Jacaré

Um dos principais pilares do Democrata, o Recanto do Jacaré, há um ano, deixou de pertencer ao clube centenário. Por decisão judicial, depois de um leilão realizado em 2012 e provocado por diversos processos trabalhistas que se arrastavam desde 2006, o time foi obrigado a entregar a posse do espaço ao arrematante. Mesmo obrigada a abrir mão do local, a diretoria do Democrata trabalha para que “a alegria volte ao Recanto”.

Foi no início dos anos 80 que o ex-presidente do Democrata Futebol Clube, Geraldo Antônio da Costa, o popular, visionário e saudoso Geraldo Negocinho, idealizou um clube de lazer para os associados do Clube. O objetivo era fortalecer a instituição, amealhando sócios e reforçando seu caixa para, consequentemente, sustentar o time de futebol, razão de existir do Jacaré.

Nascia então, em 1983, o Recanto do Jacaré, numa área de aproximadamente 56 mil metros quadrados, no bairro Vale das Palmeiras, próxima ao Parque de Exposições JK. Ali, famílias inteiras se reuniam, praticavam esportes como futebol, peteca, vôlei, natação, soltavam papagaio, discutiam sobre o Democrata e, principalmente, faziam amizades.

O Recanto, como era (e ainda é) carinhosamente chamado, viveu seu auge nos anos 90, atingindo 1.500 sócios adimplentes, gerando emprego, renda e relações saudáveis. No início dos anos 2000, contudo, o clube social foi fechado. A diretoria democratense entendia, à época, que o espaço deveria ser transformado em um centro de treinamentos para o time de futebol, que treinava e jogava no Estádio José Duarte de Paiva.

Por falta de planejamento e recursos não foi possível concluir as obras do CT, tendo o Recanto sido abandonado até 2008, quando o presidente Humberto Timo renunciou ao cargo para que assumisse Felisberto Gregório de Abreu, então presidente do Conselho Deliberativo. A partir daí algumas melhorias foram feitas na estrutura do Recanto, que, apesar do acanhamento e estrutura precária, passou a abrigar a escolinha de futebol, categorias de base e o time profissional até 2019.

Dívidas e leilão - Nesse meio tempo, porém, o Democrata sofreu um duro golpe. Em 2012, em leilão judicial provocado por diversos processos trabalhistas que vinham desde 2006, o Recanto foi arrematado por R$ 820 mil. Valor abaixo do mercado uma vez que um lote de 360 metros quadrados era avaliado por cerca de R$ 200 mil no mesmo bairro. Estranhamente, o valor da avaliação judicial do terreno foi reduzido de R$ 5,4 milhões para R$ 1,5 milhão pouco tempo antes da realização do leilão.

Desde então, foi travada uma batalha tanto judicial, quanto extrajudicial, na tentativa de um acordo com o arrematante. Fracassadas todas as tentativas de solução do problema, em meados de 2019, há um ano, o Democrata foi obrigado, judicialmente, a dar posse do imóvel ao arrematante, tornando-se um “sem-casa” até outubro do mesmo ano, quando voltou à Arena do Jacaré, depois de vencido o prazo de 10 anos de comodato ao Estado de Minas Gerais.

Mesmo com o retorno da Arena, a perda do Recanto do Jacaré fez com que o Democrata perdesse boa parte de sua identidade. Aquele espaço era o pilar do Clube e poderia se tornar, com muito trabalho, um grande centro de lazer para a população e formação de jovens atletas.

com Ascom Democrata Sete Lagoas

 

Base do Brasil segue imbatível

Os quatro títulos da Copa do Mundo Sub-17 conquistados pela Seleção Brasileira colocam o Brasil como maior vencedor mundial da categoria ao lado da Nigéria. A FIFA ajustou o agrupamento de títulos Sub-16 e Sub-17 após pedido de revisão solicitado pela CBF, igualando o número de conquistas das seleções Brasileira e Nigeriana no topo do ranking mundial. Em carta datada de 12 de agosto e assinada por seu presidente, Gianni Infantino, a entidade internacional informa que “o Brasil de fato venceu quatro Copas Mundiais Sub-17 da FIFA, assim como a Nigéria”.

Anteriormente, a FIFA considerava a soma dos títulos obtidos nas duas categorias (Sub-16 e Sub-17) em seu ranqueamento. Com a mudança, a Nigéria passou a ter um título na categoria sub-16, mas diminuiu um na contagem da equipe sub-17. A Copa do Mundo FIFA Sub-17 é organizada desde 1991. Já a Copa do Mundo Sub-16 foi organizada em três edições (1985, 1987 e 1989).

Se a Seleção Brasileira Principal é a maior campeã da Copa do Mundo, sendo a única pentacampeã da história, nas categorias de formação oficiais da FIFA não é diferente. São nove títulos mundiais somados os das equipes sub-17 e sub-20. Nenhum outro país possui tantas Copas do Mundo na base. Ao todo, entre base e principal, são 14 títulos mundiais brasileiros.

Total de Copas do Mundo das categorias de base:

Brasil: 9 (cinco sub-20 e quatro sub-17)
Argentina: 6 (todos na sub-20)
Nigéria: 5 (quatro na sub-17 e um na sub-16)
Gana: 3 (1 na sub-20 e 2 na sub-17)
Portugal, Sérvia, México, Inglaterra, França, União Soviética: 2
Espanha, Alemanha, Ucrânia, Arábia Saudita e Suíça: 1

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.




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