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Fifa tem 211 filiados, sendo apelidada de "ONU do futebol" / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

Em tempos de pandemia e sem futebol profissional, objeto principal de nossas análises semanais, hoje vamos abrir espaço para uma interessante curiosidade esportiva. Você sabia que a FIFA tem mais filiados do que a ONU?

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

Sim, por incrível que pareça é verdade. A Fifa tem mais filiados do que a própria ONU, o que demonstra o tamanho do poderia econômico, político e esportivo da instituição mundial.

Segundo o site da FIFA: “Com 211 federações afiliadas, o órgão máximo do futebol mundial é corretamente apelidado de “ONU do futebol”. Somente entre 1975 e 2002, mais de 60 federações foram admitidas como membros. A FIFA oferece ajuda financeira e apoio logístico às federações por meio de diversos programas, garantindo-lhes assim vários direitos e privilégios consideráveis. Por outro lado, também há várias obrigações. Como representantes da FIFA nos seus países, elas precisam respeitar os estatutos, os objetivos e os ideais da entidade que rege o futebol mundial. Além disso, devem promover e administrar o esporte de acordo com esses princípios.

Portanto a FIFA conta hoje com 211 filiados, contra 193 da Organização das Nações Unidas (ONU) e 206 do Comitê Olímpico Internacional (COI). Mas como uma simples entidade esportiva arranjou mais países que uma organização geral, aberta a todas as nações, até àquelas que não gostam de futebol? Bem, aí os cartolas internacionais tiveram que usar um pouco do famoso “jeitinho brasileiro”. É que em 1974 a Fifa passou a ser presidida pelo nosso compatriota João Havelange, que adotou uma estratégia radical de conquistar novos filiados. Valia até mesmo atrair membros que não eram exatamente reconhecidos como países.

Hoje, por exemplo, entre os filiados, há as Ilhas Faroe, uma possessão da Dinamarca. Ilhas Turks e Caicos, Montserrat, Ilhas Cook, Samoas Americanas e Macau também são outros membros que disputam as competições da entidade máxima do futebol, mas que não participam da ONU. Além disso, a Inglaterra, por ser o berço do futebol, tem uma federação própria, assim como Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, com quem ela forma o Reino Unido, este sim um país reconhecido.

Hong Kong, Macau e Taiwan estão ligados à China, sendo as duas primeiras regiões administrativas especiais e a terceira, uma espécie de província renegada, todos também independentes na federação do futebol. A lista da Fifa traz também Palestina e o Kosovo, que se autodeterminam como países, têm suas seleções de futebol, mas não são reconhecidos pela totalidade das nações da ONU. Aruba e Curaçao são territórios autônomos da Holanda. Já Ilhas Cook, Ilhas Faroé e Nova Caledônia estão ligados à Nova Zelândia, Dinamarca e França, respectivamente.

Por outro lado, estão nas Nações Unidas, mas não têm seleções de futebol, Kiribati, Ilhas Marshall, Micronesia, Nauru, Palau e Tuvalu.

Mas não foi só com “seleções lado B” que a Fifa levou vantagem. Até 2002, a Suíça, que já foi sede de Copa do Mundo (em 1954), não era filiada à ONU, por uma decisão política, para preservar a tradicional neutralidade do país.
Fundada em 1904, pelos franceses Jules Rimet e Robert Guérin e pelo holandês Wilhelm Hirschmann, a Fifa completa este ano 106 anos de vida!

 

França também diz não para a Fórmula I

O Grande Prêmio da França de Fórmula I foi cancelado e é o décimo afetado na temporada 2020 devido à pandemia de coronavírus. O país já tinha ampliado as restrições aos eventos públicos, e um anúncio sobre a prova já era esperado.

A direção do evento divulgou que, dada a evolução da situação ligada à disseminação do vírus Covid-19, o GP da França toma nota das decisões anunciadas pelo Estado francês que impossibilitam a manutenção do evento. Os olhos do GP da França - Le Castellet já estão voltando-se para o verão de 2021, a fim de oferecer aos espectadores um evento ainda mais original.

Já a Inglaterra informou que, se sua prova for realizada, não haverá presença de público no Autódromo de Silverstone. A administração do circuito enviou uma carta aos torcedores que haviam comprado ingressos para a prova, originalmente marcada para 19 de julho. A pandemia de Covid-19 fez com que as corridas de Austrália, Mônaco e, agora, França, fossem canceladas, e as de Barein, Vietnã, China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá fossem adiadas. Na última semana, as equipes se reuniram por videoconferência, e o mais provável é que a pista de Spielberg, na Áustria, abra o campeonato em 5 de julho. Duas provas poderão acontecer naquele país.

 

Crise econômica mundial atinge mineiros em cheio

Existem10 famosas leis negativas, as chamadas Leis de Murphy: Uma delas parece cair como uma luva para o futebol mineiro neste ano de 2020: Nada é tão ruim que não possa piorar (tudo que começa bem, termina mal e tudo que começa mal, termina pior). A desvalorização do real diante do dólar e do euro complica bastante os clubes brasileiros no mercado da bola. Nos casos de Cruzeiro e Atlético, a preocupação se dá principalmente por dívidas na Fifa referentes a contratações não pagas.

A baixa no real se dá tanto pelos efeitos econômicos da crise do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil quanto pelos atritos políticos protagonizados pelo presidente Jair Bolsonaro. Num cenário menos turbulento, em 1º de janeiro de 2020, o dólar estava a R$ 4,02 e o euro a R$ 4,51.

Em razão da variação cambial, o Cruzeiro precisou recalcular as cifras de 19 processos na Fifa - entre os quais envolvendo as compras dos direitos econômicos de Arrascaeta (Defensor, do Uruguai), Luis Caicedo (Independiente del Valle, do Equador), Rafael Sobis (Tigres, do México) e Riascos (Morelia, do México).

No dia 31 de janeiro, o Núcleo Dirigente Transitório divulgou nota no site oficial do clube informando que o passivo estava na casa de R$ 53 milhões - R$ 25 milhões no primeiro semestre de 2020, R$ 22 milhões no segundo semestre de 2020 e R$ 5 milhões em 2022. Em 14 de abril, o conselho gestor publicou no Portal da Transparência a correção das dívidas na Fifa: R$ 81,4 milhões - R$ 36,6 milhões no primeiro semestre, R$ 43,7 milhões no segundo semestre e R$ 1,1 milhão em 2021.

O Atlético também sofre com a queda do real, pois deve 1,8 milhão de euros à Udinese, da Itália, pela contratação do meia Maicosuel, em maio de 2014. O prazo para pagamento termina nesta semana.

Em entrevistas recentes, o presidente Sérgio Sette Câmara disse que o dinheiro já está separado para quitar a dívida. Numa das últimas falas ele mencionou que o valor é de R$ 10 milhões. Já no dia 20, citou 12,5 milhões de reais. Porém, o ônus pode atingir o patamar de R$ 15,7 milhões, contando correção, multas, juros e impostos.

Contudo, em declarações no último final de semana, Sette Câmara mudou o discurso e afirmou que o Galo possui apenas R$ 9 milhões, valor insuficiente para encerrar o processo na Fifa.

Nem mesmo o time mais rico do Brasil, o Flamengo, que contabilizou receita de R$ 950 milhões em 2019, escapou da crise do coronavírus. O vice-presidente de futebol Marcos Braz citou a alta do euro como dificultador no processo de renovação de contrato com o técnico português Jorge Jesus.

Quanto mais tempo as coisas demoram para retornarem à normalidade, mais grave fica a situação do futebol brasileiro. No caso de Minas Gerais, o que se percebe nos bastidores é um cenário de total e completo desespero para a quitação de débitos atuais e antigos. De fato, o ano já parece estar bastante comprometido para a maioria dos clubes profissionais do Brasil. É aguardar e torcer por dias melhores!

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.




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