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Torcedores do Cruzeiro podem enviar sugestões para novo estatuto / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

Após muita pressão da torcida a Mesa Diretora do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, enfim, oficializou a possibilidade de os torcedores enviarem sugestões para a redação de um novo estatuto do clube.

Torcida poderá enviar sugestões e propostas para o projeto — Foto: Divulgação/CruzeiroTorcida poderá enviar sugestões e propostas para o projeto — Foto: Divulgação/Cruzeiro

Um ofício intitulado "Convite à torcida do Cruzeiro Esporte Clube" foi publicado na semana passada pelo presidente do Conselho Paulo Pedrosa. O documento convoca os cruzeirenses que não são conselheiros a enviarem propostas de melhorias do novo documento até o fim desta semana.

Inicialmente, no edital oficial de convocação para o início da coleta de sugestões, apenas associados e conselheiros (suplentes, efetivos, natos e beneméritos) foram chamados a participar. Após cobranças públicas de grupos de torcedores nas redes sociais, o presidente do Conselho Deliberativo informou extraoficialmente, ou seja, sem documento próprio naquele momento, que o torcedor também poderia enviar propostas no e-mail institucional.

Antes mesmo dessa manifestação "por pressão" do presidente, o conselheiro Alysson Caires, que concorreu às eleições presidenciais do Conselho Deliberativo na chapa de Giovanni Baroni, havia se manifestado favoravelmente ao envio de propostas da torcida. E por iniciativa própria criou um canal para receber tais sugestões.

Além de ter a oportunidade de participar com sugestões desse momento importante na história do Cruzeiro, torcedores pedem também que possa haver membros da torcida na comissão que discutirá essa modernização do documento.

A formação da comissão para reforma do novo estatuto do Cruzeiro não tem nenhum profissional fora do ramo jurídico. Os sete convocados para o trabalho são juristas e têm funções ou como advogados ou magistrados. O que irritou torcedores e alguns outros conselheiros que gostariam de maior pluralidade nessa comitiva.

Ao que parece, chegou a hora de os torcedores terem voz ativa dentro do clube, num momento muito importante, de reconstrução da história do Cruzeiro!

CONTRATAÇÕES: As dificuldades financeiras fazem parte da rotina do Cruzeiro desde o ano passado e se intensificaram com a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro e a pandemia do coronavírus. Até por isso, naturalmente a equipe foi obrigada a segurar nos investimentos do time profissional.

Ainda assim, o diretor de futebol Ricardo Drubscky falou sobre o planejamento do clube em relação a reforços, apesar de alguns deles não estarem sendo aproveitados nas equipes anteriores, como Jean e Angulo (ex-Palmeiras) ou Everton Felipe (ex-São Paulo).

"O Cruzeiro não está pegando aqueles que estão sobrando, mas jogadores que nos atendem tecnicamente", avisou o dirigente, em entrevista no final de semana.

Drubscky garante que os reforços no Cruzeiro estão sendo escolhidos de forma "cirúrgica". Os próximos nomes que podem chegar ao clube são o lateral direito Raul Caceres, do Cerro Porteño, do Paraguai, e um velho conhecido da torcida, o volante Lucas Romero (esse é mais complicado, porque ainda não houve o acerto financeiro).

"Vamos trabalhar com um elenco de qualidade e tenho certeza que o time vai representar bem o Cruzeiro. Temos que acreditar nesse momento do clube, coisas boas vão sair"!

 

MP divide clubes no Brasil

Uma medida provisória publicada no Diário Oficial da União assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada, autoriza que equipes tenham o direito de transmissão sobre jogos em que atuem como mandantes. A MP altera trechos da Lei Pelé (Lei 9.615/1998) e do Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/2003).

Em seu art. 42, a MP traz que “pertence à entidade de prática desportiva mandante o direito de arena sobre o espetáculo desportivo, consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio ou processo, do espetáculo desportivo”.

O texto determina ainda que “serão distribuídos, em partes iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo 5% da receita proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais, como pagamento de natureza civil, exceto se houver disposição em contrário constante de convenção coletiva de trabalho”.

Outro ponto destacado é que, “na hipótese de eventos desportivos sem definição do mando de jogo, a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio ou processo, dependerá da anuência de ambas as entidades de prática desportiva participantes”.

No Brasil, apenas o Campeonato Carioca foi retomado oficialmente, embora existam questões jurídicas em debate neste momento. Em Santa Catarina o futebol deverá voltar em 08 de julho e em Minas Gerais a tendência é de que o retorno aconteça em 26 de julho.

De um lado, há quem diga que a postura do Flamengo nesse processo foi desrespeitosa com os demais clubes brasileiros, de modo que a MP deva ser revista para atender a todos da melhor maneira possível e não beneficiar um clube especificamente.

Do outro, há quem acredite que a mudança possa representar uma revolução no modo como direitos de transmissão são vendidos no Brasil, outro assunto que há muitos anos gera intenso debate no futebol nacional.

A dupla Gre-Nal criticou a Medida Provisória. Os presidentes de Grêmio e Internacional falaram sobre os efeitos políticos no futebol brasileiro que esta MP pode causar. Para Romildo Bolzan Jr., presidente do Tricolor, disse que não houve debate para que a decisão fosse tomada.

"Da maneira que foi encaminhada, me parece que a demanda atendeu a interesse específico. É um ato muito pequeno e de enorme problema, enorme consequência. Consequência que pode ser boa ou ruim. O cerne de tudo está a forma como foi encaminhado: completamente sem debate prévio. É de imaturidade política, que... Bom, nem vou adjetivar", disse o presidente gremista à Rádio Guaíba.

"Mas nos joga no centro de um problema que é discussão da Globo com o governo federal. É tudo que não precisávamos agora. O que vai acontecer, no mérito, não posso dizer. Mas a forma como isso tudo foi encaminhado, de maneira solitária por um clube, sem a mínima preocupação de debate", concluiu.

Lásaro Cândido, advogado doutor em direito constitucional e vice-presidente do Atlético, é um dos críticos da postura do Flamengo. Para o dirigente, a postura de Rodolfo Landim não foi correta, uma vez que ele foi para Brasília tratar do tema sem que nenhum outro clube fosse ouvido, ressaltando que “o Flamengo não joga sozinho”.

“O presidente do Flamengo foi para Brasília, sem conversar com os clubes, e conseguiu a edição de uma medida provisória em desrespeito à coletividade dos clubes. Fez melhor o presidente Sergio Sette Câmara, que foi conversar na Comissão Nacional dos Clubes em relação a esse e outros assuntos”, afirmou Lásaro, através de suas redes sociais.

O presidente do América, Marcus Salum, também criticou a Medida Provisória: “Com relação à Medida, inegavelmente é intempestiva e tomada da pior forma possível. Não dá para esconder. Se nós estamos discutindo um PL, na Câmara dos Deputados, com várias cláusulas de Profut, de contrato, uma série de coisas, não pode com uma canetada fazer uma medida de forma urgente para beneficiar A, B ou C”, disse.

“O Flamengo tem que entender que o futebol brasileiro corre risco. O Flamengo está naquele momento de novo rico, que acha que pode comprar tudo, fazer tudo. É o nouveau riche, que a gente fala”, acrescentou o dirigente americano.

A medida certamente trará diferentes pontos de vista para o debate. Cabe destacar que uma MP tem efeito de lei assim que é publicada, mas tem validade de 60 dias com possibilidade de prorrogação por mais dois meses, totalizando 120 dias de duração máxima. Além disso, a medida provisória precisa ser aprovada pela Câmara ou pelo Senado em até 45 dias.

 

Módulo II não tem previsão de retorno

A Federação Mineira de Futebol segue sem revelar a data para a volta do Módulo II do Campeonato Mineiro, que se refere à segunda divisão estadual. A entidade ainda não deu previsão para uma reunião com os presidentes dos clubes da disputa visando à retomada da competição.

Um dos motivos para o assunto da volta do certame não ter sido discutido ou colocado no papel é a situação financeira dos 12 clubes participantes. Para o retorno do futebol da elite mineira, marcado para o dia 26 de julho, houve a condição de os times seguirem o protocolo de saúde por conta do novo coronavírus.

Entre testes ocasionais, logísticas especiais, isolamento monitorado e treinamentos específicos, os clubes do Módulo II alegaram não ter condições financeiras para cumprirem o protocolo exigido para o retorno das atividades.

“Clubes do Módulo II têm muito menos condições de seguir os protocolos de saúde. Isso pode atrasar ou até inviabilizar o retorno, na minha opinião”, disse Renato Paiva, presidente do Democrata de Sete Lagoas.

Segundo a FMF, por meio da assessoria de imprensa, explicou que a intenção da entidade é aguardar a diminuição do nível de infecção da covid-19 no Estado para se ter uma melhor posição.

“Os clubes do Módulo II não conseguem custear a parte deles nos protocolos de isolamento e prevenção, então a ideia é esperar a melhora do quadro de avanço da COVID”.

Com isso, os clubes do interior seguem sem saber qual posição tomar em relação aos jogadores, funcionários e comissões técnicas. Os contratos dos atletas, em sua maioria, terminaram no último dia 1º, data que a competição já estaria encerrada.

Um dos times na disputa, o Pouso Alegre, líder da primeira fase, até a data do início da paralisação, segue mantendo contatos com os jogadores, mesmo após o encerramento dos contratos. Há o acordo para a reativação dos vínculos para a retomada do Estadual.

“Mantemos um grupo de jogadores no whatsapp e semanalmente eles recebem uma rotina de treinamentos e é feita a pesagem para acompanhamento. Estamos no aguardo”, declarou Gleison Oliveira, assessor de imprensa do clube.

Além do Democrata, de Sete Lagoas, e do Pouso Alegre, estão na disputa do Módulo II o Betim, CAP Uberlândia, Democrata, de Governador Valadares, Guarani, Serranense, NAC Muriaé, Athletic, Ipatinga, Tupi e Mamoré.

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.




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