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Clubes voltarão a conviver com a cobrança de dívidas do Profut / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

Primeiro Tempo

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

O ano mal começou e já surgem muitos problemas para a diretoria celeste resolver! O planejamento de Cruzeiro e Felipão para a temporada 2021 tem entraves que precisam ser superados com certa urgência para não prejudicarem a efetiva ação para montagem do elenco e manutenção de jogadores. O que pesa é a capacidade financeira da Raposa, neste momento.

Acumulando uma dívida que supera R$ 1 bilhão, segundo o seu último balancete, a Raposa convive com atrasos em duas folhas e meia de salário (outubro, novembro e dezembro) mais o pagamento de 13º dos atletas do profissional.

Funcionários, jogadores de base e do feminino não recebem há dois meses. Falta dinheiro no caixa, e o clube tenta contornar a situação com a venda de atletas, como é o caso do lateral Orejuela. A negociação renderia R$ 20 milhões aos cofres da Raposa, o que daria para colocar os salários em dia.

Seria um alívio já para a comissão técnica e jogadores do clube, que aguardam a regularização do pagamento de salários. O clube mineiro informou, na última semana, que vem trabalhando para colocar os vencimentos em dia e mantendo contato constante com os colaboradores.

Mesmo ciente da dificuldade financeira do Cruzeiro, Felipão quer cinco reforços para iniciar a temporada. O treinador já sinalizou que buscará jogadores mais experientes, com rodagem na Série B, principalmente. Entretanto, a busca por esse perfil costuma render mais custos, principalmente salariais.

Segundo Tempo

A temporada 2021 também já começou para o Atlético, do ponto de vista do planejamento. Novos investimentos deverão acontecer e o clube ainda não definiu se buscará mais atletas no exterior ou no mercado brasileiro.

Dylan Borrero vem "sobrando" nas partidas em que todos os estrangeiros estão à disposição, já que Alonso, Alan Franco, Zaracho, Savarino e Vargas são "mais titulares" do time (a CBF limitou o número de estrangeiros por jogo a 5). Essa situação pode se repetir na temporada 2021 do Galo. É que, apesar de já ter um excesso na "cota" de estrangeiros, o clube não descarta buscar novos jogadores gringos. Tanto que, por exemplo, fez proposta para contratar o lateral-direito colombiano Orejuela.

O novo diretor de futebol, Rodrigo Caetano, inclusive, disse que Sampaoli já está ciente que a busca por novos atletas para a temporada 2021 deve ser focada em jogadores brasileiros. O Galo quer reforços pontuai, de três a cinco.

Em sua coletiva de apresentação, Rodrigo Caetano comentou o assunto. O executivo lembrou que, na Libertadores, não há limite de estrangeiros por jogo, e o Galo está muito próximo de confirmar classificação para a próxima edição do torneio. De toda forma, vai voltar a lidar com a "cota" nas competições nacionais de 2021. E, para isso, precisa ser inteligente nas escolhas de montagem de elenco.

Clubes voltarão a conviver com a cobrança de dívidas do Profut

Ano novo, vida nova e dura realidade para os clubes de futebol profissional do Brasil! O presidente Jair Bolsonaro contrariou a decisão tomada pelo senado e vetou a possibilidade dos clubes suspenderem o pagamento de suas dívidas durante a pandemia, isso porque ele alegou que a norma não seguia os interesses público e nem constitucionais.

O veto decidido pelo Presidente da República impede que os pagamentos das dívidas dos clubes sejam adiados durante o estado de calamidade pública.

"Apesar de meritória a intenção do legislador ao conceder o benefício fiscal, os dispositivos encontram óbice jurídico por não apresentarem a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro, em violação às regras do art. 113 do ADCT e a Lei de Diretrizes Orçamentárias", explicou o Presidente sobre a sua decisão.

O pedido para que a lei não fosse aprovada por Bolsonaro surgiu dos Ministérios da Economia e Cidadania, que está ligado ao Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol), fiscalizando se as equipes que concordam com o Profut estão cumprindo o que lhes foi acordado para parcelarem suas dívidas.

"Por fim, a implementação da medida causa impacto no período posterior ao da calamidade pública, conforme estabelecido no Decreto Legislativo nº 6, de 2020, sendo necessária a apresentação de medida compensatória exigida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias", completou o Governo Federal sobre o motivo do veto.

O Presidente já havia autorizado a prorrogação do pagamento das parcelas do Profut de maio, junho e julho em cinco meses, porém essa medida não está ligada ao projeto de lei.

Bolsonaro também impediu que os clubes não precisassem recolher o FGTS durante o período de calamidade pública, o que permitia que qualquer atleta de rescindir o seu contrato após três meses do não recolhimento.

"A proposta, ao pretender regular fatos pretéritos, além de ensejar conduta que estimula o não pagamento do FGTS e de contribuições previdenciárias, gera insegurança jurídica ao possibilitar a revisão de atos e relações jurídicas já consolidadas em potencial ofensa à garantia constitucional do direito adquirido e do ato jurídico perfeito previstos no inciso XXXVI, do art. 5º, da Constituição da República", justificou Bolsonaro.

Entretanto, foi mantida a medida que permite aos clubes fazerem contratos de até 30 dias durante o estado de calamidade pública que terminou em dezembro de 2020, além de poderem atrasar em até sete meses o prazo para divulgar os seus demonstrativos contábeis.

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.





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