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O argentino Nacho Fernández tem início avassalador com a camisa do Atlético / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

1º Tempo

O Atlético segue se reorganizando neste início de temporada. No clássico contra o América, domingo passado, confronto diante do adversário mais difícil que o time de Cuca enfrentou até o momento, houve evolução, embora muitos problemas ainda tenham sido detectados. O jogo evidenciou uma evolução coletiva considerável no Galo, frente ao primeiro adversário de Série A da temporada. Além disso, o elenco deu demonstrações importantes de força.

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Cuca aproveitou o clássico para fazer testes. E a possibilidade de testar em um jogo importante como esse, que valia a liderança do Campeonato Mineiro, já é um bom indício de força de elenco. Dá pra chamar de teste o retorno de Guga ao time titular, assim como a volta de Savarino e de Eduardo Sasha. Também foram testes as entradas de Nathan, Dodô e Marrony no segundo tempo. Não são testes arriscados, e sim tentativas com jogadores que têm muita qualidade e, por isso, são postulantes a titularidade.

Antes e depois das substituições, o Atlético foi um time coeso. Criou jogadas em lances trabalhados, coletivos. Fez dois gols assim. A evolução em relação ao jogo contra a Caldense foi enorme. O principal problema segue sendo a transição defensiva e a marcação à frente da zaga. São pontos que precisam ser trabalhados, e Cuca sabe disso, tanto que solicitou e foi atendido na contratação de Tchê Tchê, por exemplo.

Ainda há um movimento no clube para a chegada de um zagueiro, uma vez que o setor também tem apresentado muitas dificuldades desde o ano passado.

Do meio pra frente o time se mostrou muito bem. Nacho e Arana, seguem acima da média, Hulk vai ganhando ritmo de jogo, enquanto Keno, Sasha e Vargas demonstram que ainda precisam evoluir.

Domingo será a vez do clássico contra o Cruzeiro, que embora não esteja jogando um futebol muito convincente, é e sempre será o principal adversário do Galo. Teste ótimo para avaliarmos a quantas andam as duas equipes!

2º Tempo

Está terminando a contagem regressiva para o centenário do clássico Atlético x Cruzeiro, que teve a primeira partida disputada em 17 de abril de 1921, no Estádio do Prado Mineiro, em Belo Horizonte, um amistoso que terminou com vitória cruzeirense (Palestra Itália) por 3 a 0. O último jogo foi em 7 de março do ano passado, no Mineirão, palco principal do confronto, e os atleticanos, em partida válida pelo Campeonato Mineiro, fizeram 2 a 1. Aquele foi, inclusive, o último jogo com presença de público em Minas Gerais, uma vez que a pandemia impactou o país a partir da semana seguinte àquele confronto.

Uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro, o clássico gera polêmica até na contagem. O Atlético contabiliza 514 jogos. Para o Cruzeiro, foram 496 partidas. Independentemente do número, a cada vez que alvinegros e celestes se encontram, mesmo que em amistosos, o clima é de decisão.

Foi apenas a partir da década de 1950 que a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro começou a se destacar, sendo reforçada pela divisão da taça do Campeonato Mineiro de 1956.

Até a inauguração do Mineirão, em 1965, o Atlético levava vantagem no clássico. Dos 57 confrontos no Estádio Independência até então, 29 vitórias foram atleticanas, contra 17 celestes.

O maior placar do confronto entre Atlético e Cruzeiro foi 9 a 2, placar favorecendo o Atlético, em jogo válido pelo Campeonato Mineiro de 1927, quando o rival ainda se chamava Palestra Itália. E o maior placar do Cruzeiro sobre o Atlético foi 6 a 1, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 2011. A partida foi realizada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Estatísticas (versão atleticana): Número de partidas 514; Vitórias do Atlético: 207; Vitórias do Cruzeiro: 170; Empates: 137; Gols do Atlético: 727; Gols do Cruzeiro: 647.

Estatísticas (versão cruzeirense): Número de partidas: 496; Vitórias do Atlético: 195; Vitórias do Cruzeiro: 169; Empates: 132; Gols do Atlético: 696; Gols do Cruzeiro: 636.

Fórmula I sofre muitas mudanças no regulamento

No fim de 2019, a Fórmula 1 anunciou que passaria por mudanças radicais na temporada 2021. Só que a pandemia de covid-19 veio e fez os planos da categoria caírem por terra. Afetada, a F1 teve de adiar a revolução para 2022. Nem por isso, contudo, deixaremos de ter novidades este ano.

Listamos para você as novas regras da Fórmula 1 para a temporada 2021. Dê uma conferida para saber o que mudou na mais importante categoria do automobilismo:

A partir de 2021, as equipes trabalharão com um limite orçamentário. Os times poderão gastar até 145 milhões de dólares - R$ 818 milhões em conversão direta. O teto foi imposto a fim de ajudar as escuderias em um difícil período econômico. A medida também irá equilibrar o pelotão.

O limite, porém, não inclui alguns pontos importantes do orçamento. Salário dos pilotos e dos três principais integrantes dos times, bem como gastos com marketing, não entram na conta.

Para diminuir em 10% o downforce dos carros, a F1 resolveu dar um basta às soluções das equipes no assoalho.

Com o objetivo de evitar que as equipes conseguissem mais downforce e, consequentemente, velocidade, a Fórmula 1 também foi mais rigorosa nos testes de carga. As soluções propostas para o assoalho servem para equilibrar a disputa. Também são mais fáceis e baratas, de forma a não prejudicar equipes menores.

Os dutos dos freios traseiros também passam por modificações, com o objetivo de reduzir o downforce.

As cercas do difusor foram encurtadas em 50 mm. Isso fará, de acordo com a Fórmula 1, que os pilotos tenham mais dificuldades para manter os carros no prumo. Ou seja: quanto mais instabilidade (com segurança), mais diversão.

A Pirelli diz ter tornado os compostos mais resistentes. Além disso, a empresa agora passa a selecionar os compostos de forma padronizada para todos os times. Serão dois jogos de pneus duros, três de médios e oito de macios. Antes, pilotos podiam escolher quais jogos levariam para os finais de semana de corrida.

A partir desta temporada, todos os treinos livres terão duração de 60 minutos. Com isso, a categoria espera que os treinos sejam mais dinâmicos e mais atraentes para os espectadores.

A segunda corrida da temporada está prevista para a semana que vem e atividades entre 16 e 18 de abril, com o GP da Emilia Romagna, em Ímola. A temporada 2021 tem previstas 23 provas, um recorde para a categoria máxima do automobilismo mundial. A partir deste ano, quem exibe as corridas no Brasil e o canal Band, que adquiriu os direitos de transmissão.

Cruzeiro completou 100 anos de sua primeira partida oficial

O ano é do centenário, isso todo mundo já sabe, mas o mês de abril é ainda mais marcante para o torcedor cruzeirense. Os fatos apontam o dia 3 de abril como histórico para o Cruzeiro. Exatamente nesta data no ano de 1921 o Palestra Itália — nome original da Raposa — realizava o seu primeiro jogo oficial. Sábado passado, portanto, o clube celeste comemorou cem anos da realização de sua primeira partida. Naquela ocasião o escrete formado por membros da colônia italiana que viviam em Belo Horizonte venceu o combinado de Villa Nova e Palmeiras, ambos da cidade de Nova Lima, por 2 a 0. Os gols do jogo foram marcados por Nani.

O jogo aconteceu no estádio do Prado Mineiro, que hoje não existe mais, e no local funciona a sede da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, no bairro Prado, região Oeste da capital mineira.

Neste domingo, por ocasião da 9ª rodada do Campeonato Mineiro, Cruzeiro e Atlético irão se enfrentar. Será histórico também, porque o maior clássico de Minas Gerais vai completar cem anos!

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.





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