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Término dos campeonatos e cumprimento integral da tabela são objetivos da FMF / Coluna / Álvaro Vilaça / Tempo Esportivo

1º Tempo

A pandemia do novo coronavírus congelou as atividades do futebol ao redor do planeta. Em Minas Gerais, após uma rodada de portões fechados, os Módulos I e II foram suspensos por tempo indeterminado. Na primeira divisão, restam seis datas para a disputa. Com o passar dos dias, e sem definição, toda decisão parece ser latente, mas o Mineiro está paralisado até 30 de abril. De acordo com o presidente da FMF, Adriano Aro, uma possibilidade está fora de cogitação: o cancelamento dos torneios. O cenário real que a FMF trabalha é de término dos campeonatos e de cumprimento integral da tabela.

Imagem: ReproduçãoImagem: Reprodução

Adriano Aro disse que o Mineiro está preparado para retomada imediata e integral das rodadas, desde que haja sinalização verde dos órgãos de saúde. Por outro lado, é impossível dizer quando a pandemia irá ser controlada em território brasileiro para fazer a bola rolar novamente.

O Campeonato Mineiro Módulo I foi paralisado após a disputa da nona rodada da fase de classificação. Faltam duas rodadas para definição dos quatro classificados para a semifinal e os dois clubes rebaixados para a segunda divisão. No mata-mata, de ida e volta, são mais quatro datas.

Há equipes do interior do estado que já ameaçam se desfazer de seus elencos. O Patrocinense, inclusive, já o fez. Dispensou todo o elenco de atletas profissionais e ainda não definiu como irá terminar a competição. Villa Nova, Caldense e Uberlândia poderão seguir o mesmo caminho.

2º Tempo

Observando a movimentação tímida do mercado esportivo, em função da pandemia do Covid-19, o Atlético busca quatro contratações ainda em 2020: um zagueiro, um meio-campista, um atacante de lado de campo e um centroavante. O clube já iniciou as negociações com alguns nomes, mas só fechará com os novos atletas quando acabar a paralisação do futebol brasileiro.

Além de Patric, que já rescindiu com o clube e acertou o retorno ao Sport Recife, outros jogadores podem deixar o Atlético em breve. A avaliação é feita entre o técnico Jorge Sampaoli, o diretor de futebol Alexandre Mattos e o presidente Sérgio Sette Câmara:

Lucas Hernández - O lateral-esquerdo uruguaio foi comprado por 3 milhões de dólares (cerca de R$ 12 milhões na época). O jogador não conseguiu se firmar em momento algum.

Zé Welison - O Atlético busca um volante para a sequência da temporada. No primeiro jogo de Sampaoli, Zé Welison não ficou nem no banco.

Ramón Martínez - Assim como Zé Welison, ele ficou fora do banco de reservas no primeiro jogo de Sampaoli. O volante paraguaio custou cerca de 2,2 milhões de dólares (cerca de R$ 8,4 milhões na época) e não conseguiu se firmar.

Franco Di Santo - O centroavante tem contrato até o fim do ano. Desde que chegou, ainda não conseguiu convencer e conta com grande rejeição junto ao torcedor.

Ricardo Oliveira - Assim como Di Santo, não vive boa fase. Desde 2019, viu o rendimento em campo cair muito.

Clayton - O atacante voltou de empréstimo no início do ano, mas não estava nos planos de Dudamel. Sampaoli colocou o jogador para treinar com o grupo, mas as chances não devem aparecer.


Democrata escancara situação desesperadora do futebol no interior do Brasil

A pandemia do novo coronavírus já é, de longe, o maior desafio da humanidade desde a Segunda Guerra Mundial nos anos de 1940. Com centenas de milhares de infectados, muitas vidas estão sendo perdidas em todas as partes do mundo. No Brasil a situação não é diferente.

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

O quadro fica ainda mais caótico quando são observados os principais indicadores econômicos do presente e as projeções de perda de renda e emprego de toda ordem num futuro próximo. Essa cadeia desastrosa, obviamente, atinge também o esporte, sobretudo o futebol.

O Democrata de Sete Lagoas publicou, na semana passada, uma carta direcionada aos presidentes da Federação Mineira de Futebol (FMF), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Internacional de Futebol (Fifa) pedindo socorro.

O clube está disputando o Módulo II do Campeonato Mineiro e vinha em ascensão na competição, até que os jogos foram paralisados, em meados de março.

A diretoria descreveu o Jacaré como “invisível” aos olhos das federações e destacou as dificuldades financeiras para se manter em competições oficiais, ano após ano. Na carta, o Democrata explica que a série de problemas com o Covid-19 no Brasil foi só a “última gota” para os clubes considerados menores no país.

O documento foi assinado pelo presidente do clube, Renato Paiva, e tem o intuito de buscar ajuda para que a equipe consiga se manter, com ajuda financeira vinda das federações. Certamente, a situação da maioria dos clubes do interior de Minas Gerais e Brasil afora se identifica bastante com o teor da carta, que publicamos a seguir:

"CARTA ABERTA À FMF, CBF E FIFA - COVID-19 COMO A ÚLTIMA GOTA

Exmos. Srs. Presidentes da Federação Mineira de Futebol (FMF), Adriano Guilherme de Aro Ferreira, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Langanke Caboclo, e da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Giovanni Vincenzo Infantino

Nas últimas semanas, temos visto escancarada a realidade do futebol brasileiro, especialmente daquele vivenciado pelos chamados “clubes invisíveis”, que são os grandes empregadores e formadores do futebol brasileiro desde que a bola chegou neste país.

Estes “clubes invisíveis”, quase sempre esquecidos pelos “grandes”, mas que os abastecem de jogadores, e pelas instituições que controlam o futebol, mas que cobram AS MESMAS (absurdas) taxas pagas pelos grandes, acabaram de cair no abismo; o copo d’água acabou de transbordar com a última gota, chamada Covid-19. Esta quebradeira não é culpa do Covid-19, mas chegou ao seu limite com ele.

Isto aconteceu, em grande parte, porque os “invisíveis”, que antes formavam jogadores e os vendiam, desde o fim da “lei do passe” formam para que clubes maiores e agentes venham e os levem gratuitamente. O custo de formação continuou com os “invisíveis”, mas a receita nos foi usurpada, sem que fosse feito um fundo que permitisse que estes clubes fossem mantidos vivos.

Nem mesmo um calendário digno foi pensando para que as atividades deles percorressem o ano todo. Muito menos foram tentados patrocínios coletivos para auxílio em material esportivo, transporte e outras despesas cotidianas. Por que não trazer patrocinadores para os campeonatos menos interessantes para a mídia e, em troca, colocar anúncios destes patrocinadores nos campeonatos de maior audiência? Não seria uma justa troca? Afinal, somos nós a base do futebol brasileiro. É aqui que tudo começa! E vocês sabem disso! Mas, nosso fôlego acabou. O desequilíbrio financeiro gerado nas últimas décadas chegou ao seu limite.

Enfim, estamos pedindo SOCORRO em nome do nosso querido Democrata Futebol Clube, de Sete Lagoas/MG, que tem 105 anos de fundação e revelou inúmeros grandes jogadores, vários com passagem pela Seleção Brasileira, que tirou outras tantas crianças e jovens das ruas, educando-as, que gerou milhares de empregos e que entreteve centenas de milhares de pessoas ao longo de sua história. Mas, acreditamos que este é um recado de todos os “clubes invisíveis”. Nos ajudem! Não só com um apoio financeiro imediato, o que seria um antitérmico, mas com uma reestruturação do futebol que nos devolva a dignidade.

Como somos invisíveis, não sei se a carta chegará aos seus destinatários, apesar de contarmos com as redes sociais. Não chegando, fica apenas como desabafo de pessoas que lutam pela sobrevivência de clubes de futebol pelo Brasil afora.

Aqueles que quiserem/puderem, sintam-se à vontade para replicar esta carta como quiserem.

Cuidem-se, todos!"

Álvaro Vilaça é formado em Comunicação Social e Marketing, apresentador de TV, ex-narrador e ex-repórter esportivo da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, Diretor de Programação e Coordenador de Esportes da Rádio Eldorado e do Jornal Hoje Cidade. Também é o responsável pela coluna de Esportes do Jornal Notícia e é professor de Negociação, Compras e Marketing das Faculdades Promove de Sete Lagoas. Pós-Graduado em Administração e Marketing.




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