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Pousadas são investigadas por fraude milionária com repasses da Vale, em Macacos

Treze pousadas estão sendo investigadas por fraude milionária no recebimento de diárias de hospedagem, em Macacos, em Nova Lima, na Região metropolitana.

Segundo o delegado Rodrigo Otávio, as famílias morariam em outros lugares e dividiam o montante recebido com os donos das pousadas - Foto: Cristiane Mattos/O TempoSegundo o delegado Rodrigo Otávio, as famílias morariam em outros lugares e dividiam o montante recebido com os donos das pousadas - Foto: Cristiane Mattos/O Tempo

Segundo denúncia do Ministério Público (MPMG), donos de hospedagens e 76 famílias desalojadas por risco de rompimento de barragem, estariam dividindo o repasse de R$ 20 mil por família, enviado mensalmente pela Vale.

Treze mandados de busca e apreensão foram cumpridos, na manhã desta sexta-feira (23), em treze pousadas. Em três hospedagens a polícia constatou irregularidades.

Segundo a Polícia Civil, todas as hospedagens deveriam servir como morada para essas famílias. Mediante acordo feito com a Vale, as despesas referentes a moradia e alimentação de todas as famílias envolvidas seriam custeadas pela mineradora. A Vale paga aos donos das pousadas R$ 20 mil por mês, por família, para suprir os gastos com moradia e três refeições diárias.

No entanto, um acordo era feito entre os donos das hospedagens e as famílias, em que parte do dinheiro depositado pela Vale seria divido entre os envolvidos. "As famílias morariam em outros lugares e dividiam o montante recebido com os donos das pousadas. Em três pousadas não foram encontrados nenhuma das famílias que deveriam residir lá. Desse modo a fraude foi constatada", explicou o delegado Rodrigo Otávio Rodrigues.

Ainda conforme o delegado, as 76 famílias, somam 216 pessoas, cerca de 40% delas estariam envolvidas no esquema fraudulento. "O montante de dinheiro envolvido ultrapassa a casa dos R$ 500 milhões.Nesses dois anos de repasse desse dinheiro com finalidade para a moradia e alimentação foi constatado enriquecimento ilícito por parte de diversos envolvidos", pontuou.

Conforme a Polícia Civil ninguém ainda foi preso.

A reportagem entrou em contato com a Vale e aguarda retorno da empresa.

Próximos passos

Na próxima semana todas as famílias e os donos das pousadas serão intimados. " Vamos realizar a quebra de sigilo bancário das famílias e dos donos das pousadas o que soma cerca de 250 pessoas. Também vamos ouvir cada uma delas", disse o delegado.

Segunda fase das investigações

Ainda conforme a Polícia Civil, outros 16 hotéis situados em Belo Horizonte, responsáveis em atender cerca de 200 moradores de Macacos, também serão investigados.

 Com O Tempo

 





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