Menu

Dia Mundial do Vitiligo: saiba sobre a doença de pele que tem o preconceito alheio como um dos piores sintomas

Foi num 25 de junho como hoje — mas em 2011 — que se comemorou pela primeira vez o Dia Mundial do Vitiligo. A escolha não foi aleatória: na mesma data, dois anos antes, morreu o mais célebre dos portadores da doença, o cantor Michael Jackson.

A canadense Winnie Harlow, primeira modelo com vitiligo a fazer campanhas para grifes famosas./ Foto: Ricardo Abrahão/Ricardo Abrahão/Marie ClaireA canadense Winnie Harlow, primeira modelo com vitiligo a fazer campanhas para grifes famosas./ Foto: Ricardo Abrahão/Ricardo Abrahão/Marie Claire

O Dia Mundial do Vitiligo busca conscientizar e minimizar o preconceito sobre essa doença genética, não contagiosa, que afeta 1% da população mundial e 0,5% da brasileira.

O vitiligo é caracterizado pela perda da coloração da pele, em virtude da destruição dos melanócitos, que são as células que formam a melanina, o pigmento que dá cor à pele. O resultado são manchas brancas pelo corpo, de tamanhos variados.

As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas a genética, exposição solar ou química, alterações autoimunes, condições emocionais de estresse e traumas psicológicos podem desencadear o surgimento ou agravamento do vitiligo.

Os maiores transtornos por que passam os portadores de vitiligo não são físicos, mas psicológicos — como baixa autoestima, pouca qualidade de vida e retração social —, por conta do preconceito que costumam sofrer.

“Os pacientes com vitiligo não costumam se queixar de sintomas físicos, além das manchas. É uma doença onde os sintomas psíquicos provocados pelo preconceito são os que mais preocupam", explica Caio Castro, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em nota oficial da entidade. "O paciente precisa ter um acompanhamento médico e psicológico para não deixar as manchas virarem o centro da sua vida, prevenir novas lesões e garantir efeitos positivos nos resultados do tratamento. A família também é muito importante na superação da doença, principalmente na infância”, disse.

Segundo a SBD, além de tentar controlar o estresse, o paciente deve evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas apertadas, que provoquem atrito ou pressão sobre a pele, e se proteger da exposição solar.

Quanto antes a doença for identificada e tratada, maior a chance de controlar a propagação das manchas e repigmentar a pele. Entre os tratamentos disponíveis, destacam-se a fototerapia com radiação ultravioleta, laser e técnicas cirúrgicas de transplante de melanócitos.

Os tipos de vitiligo, segundo a SBD

1) Focal: poucas lesões pequenas em uma área específica.

2) Mucosal: somente nas mucosas, como lábios e região genital.

3) Segmentar: lesões que se distribuem unilateralmente, ou seja, em apenas uma parte do corpo.

4) Acrofacial: nos dedos e em volta da boca, dos olhos, do ânus e dos genitais.

5) Comum: no tórax, abdômen, pernas, nádegas, braços, pescoço, axilas, além das áreas acometidas pela acrofacial.

6) Universal: manchas por quase todo o corpo.

Com O Globo




Publicidade
Publicidade

Links patrocinados