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Após incitar estupro e morte de filhas dos ministros do STF, advogada pode perder registro junto a OAB

A advogada Cláudia Teixeira Gomes corre o risco de ter seu registro profissional cassado na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), após postar em suas redes sociais que as filhas dos ministros do STF deveriam ser estupradas e mortas. “Que estuprem e matem as filhas dos Ordinários Ministros do STF”, escreveu em uma postagem do Facebook na sexta-feira (08).

Foto: Facebook/Cláudia Teixeira Gomes/ReproduçãoFoto: Facebook/Cláudia Teixeira Gomes/Reprodução

A publicação da advogada teria sido uma reação à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), na quinta-feira (07), de derrubar a validade da prisão em segunda instância, quando diversos opositores foram às redes sociais se manifestar contra o entendimento da Suprema Corte.

Na manhã dessa segunda-feira (11), o presidente da seccional Rio Grande do Sul da OAB, Ricardo Breier, enviou ofício para abertura de processo disciplinar. Breier cobra imediatas providências ao Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem Gaúcha. “[A manifestação] demonstra clara incitação à violência e que vai na contramão da postura exigida a um profissional representante da cidadania”, avalia.

O representante da Ordem solicitou urgência para o Tribunal, “bem como foi encaminhado ofício ao Presidente do STF noticiando a ação da OAB/RS”, informa o dirigente em nota da OAB/RS.

A advogada tem 15 dias para apresentar sua defesa prévia. Cláudia excluiu o perfil que mantinha no Facebook, onde demonstrava apoio ao presidente, Jair Bolsonaro e ao ex-juiz e atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro. A reportagem tentou falar com a advogada, mas as ligações para os números de telefone registrados no nome de Cláudia não foram atendidas.

Com BHAZ




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