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Série artistas sete-lagoanos: Renato Beá lança EP ‘Me disseram’

Na ultima terça-feira (12), o cantor Renato Beá lançou o seu segundo EP (Extended play) em todas as plataformas digitais. Influenciado por artistas brasileiros e estrangeiros, o EP possui, de acordo com o músico, uma energia alegre, leve e despreocupada.

 Foto: Arquivo pessoal/ Foto: Arquivo pessoal/

Segundo Renato, o novo álbum segue uma linha meio Pop-Ska (gênero musical precursor do rocksteady e do reggae), combina elementos caribenhos e estadunidenses de maneira marcante e versátil, além de ter um conteúdo um pouco diferente do primeiro trabalho, lançado em 2018.

Além disso, todas as músicas são da autoria de Renato, incluindo arranjos e desenhos do contrabaixo, entre outras fases do processo de produção das canções.

Dentre suas influências musicais é possível identificar Skank, Gilberto Gill, Jota Quest, Bob Marley, Os Paralamas do Sucesso, entre outros.

Confira a música titular do EP:

Confira a entrevista com Renato:

• Como e quando se tornou músico?

Não sei precisamente, mas foi uma evolução natural de um garoto de 14 anos que não sonhava em ser jogador de futebol, e sim pisar em grandes palcos, sempre imaginando que o caminho seria compor mais e mais para que um dia esse sonho de criança se realizasse.

A escola de tocar em bares também fez parte da minha formação, já que em bares se consegue uma experiência gigante. E em 2018, Renato Beá foi o nome que escolhi para me apresentar ao mundo da música. Sem medo, procurando um lugar ao sol, com sede para trabalhar na música autoral, e sem pular etapas para chegar em qualquer lugar.

• Quando começou a compor?

Aos 14 anos já gostava muito de escutar rádio e vinis dos meus pais. Ali, já criava uma identidade para compor, já tocava violão e fazia minhas composições próprias.

• Sobre o que você se sente inclinado a compor?

De tudo um pouco. Não sou muito romântico para compor não (risos). Minhas músicas trazem assuntos divertidos e sérios ao mesmo tempo, com um ritmo bem marcante, destacando o lado bom da vida por meio de refrãos fáceis de cantar.

Foto: Arquivo pessoal/ Foto: Arquivo pessoal/

• Quais são os temas das músicas? O que inspirou essas canções?

Nas minhas letras falo de tudo um pouco. Do cotidiano ao futuro. Gosto muito de brincar com o tempo em minhas letras, mas com uma levada alegre e pra cima. Fiquei surpreso quando percebi que consigo me comunicar com várias faixas etárias, quando amigos me falaram que seus filhos de 5 a 10 anos gostam muitos das músicas e ficam cantando os refrãos em casa, assim como amigas mais maduras da minha mãe também gostaram das minhas canções. É ótimo conseguir abranger uma faixa etária tão ampla.

A inspiração vem a qualquer hora do dia. Com a tecnologia do celular que se grava áudio hoje, onde estou gravo alguma coisa, e em casa passo para o papel.

• Entre as músicas do novo EP, você tem uma favorita que teve um significado único?

A música "Deixa Tudo Do Jeito Que Tá", porque ela remete ao que normalmente penso sobre a maioria das situações que estão dando certo em minha vida, não precisam ser mudadas tipo no dito popular “Em time que está ganhando não se mexe”.

• Sete Lagoas faz parte do seu trabalho de que maneira?

Minha terra natal que amo. Já deu, está dando, e tem muito pra dar no quesito música. Tem muito talento aqui, acho que uma cena muito forte está por vir. Se essa galera se unir mais em prol da música, aqui será um celeiro de grandes artistas. Temos acesso a muita coisa que precisaríamos sair pra encontrar lá fora. Tem ótimos estúdios, músicos, produtores, o que facilita a entrada no mundo da música.

• Quais ambições você possui para com a sua música?

Não digo viver da música por agora, mas aos poucos espero adquirir experiências, amadurecer e ser reconhecido como um cantor e compositor, a ponto de um dia gravar com os grandes da música brasileira.

• Você acha que Sete Lagoas possui bons locais expositivos?

Possui sim. Além dos que já tem, podemos muito bem criar eventos itinerantes em outros locais, montando um palco seja ele mesmo de pequeno porte, para que possamos mostrar nosso trabalho autoral, "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", já dizia a canção.

Foto: Arquivo pessoal/ Foto: Arquivo pessoal/

• Quais são os seus planos para o futuro?

Entre vários planos, apresentações em grandes festivais são minhas principais metas. Gosto e quero muito participar de mais e mais festivais. 

Um novo álbum será lançado também ainda esse ano, com músicas inéditas. Antenado as novas tendências, o som deve mudar um pouquinho, assim como aconteceu do primeiro para o segundo EP.

Gosto muito de lançar minhas músicas com videoclipes, é uma marca minha. Com a forma de se consumir música hoje cada vez mais dinâmica, vejo que o audiovisual seja uma forma mais direta de me conectar com meu público. Nesse novo EP não será diferente. Tem videoclipes já sendo produzidos. E um show exclusivamente meu, já está confirmado para maio, com local e produção já definidos.

Pode-se acompanhar o trabalho do Renato através do Instagram, Spotify e YouTube:

Rebecca Soares




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