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Variação de preços de até 373% na Lista de Material Escolar

  • Categoria: Cidades

Após duas semanas do retorno as aulas o Núcleo de Estudos Econômicos e Sociais (NEES), vinculado ao Curso de Ciências Econômicas da UEGE/UNIFEMM, divulga uma pesquisa realizada em dez papelarias e livrarias do centro de Sete Lagoas para verificar a prática de preços da lista de material escolar no comércio da cidade neste período de volta as aulas, mais especificamente, entre 15 e 30 de janeiro deste ano. Com o objetivo de indicar as variações nos preços dos itens que compõem a lista de Material Escolar, o NEES está divulgando um suplemento sobre o custo da Lista Escolar, composta por 17 itens com marcas definidas. Por iniciativa do NEES, a razão social das papelarias e livrarias pesquisadas são preservadas em sigilo, em sentido a metodologia proposta pelo centro de pesquisa.


O custo médio da Lista Escolar, em janeiro de 2008, ficou em R$ 94,79, ou seja, 23,24% mais barato em relação ao valor da Lista Escolar calculada no mesmo período do ano passado, janeiro de 2008. Enquanto em Janeiro de 2008 as famílias gastaram R$ 123,49 para adquirir a Lista de Material Escolar, em Janeiro de 2009 seu gasto foi menor de R$ 94,79. Ademais, no acumulado entre o período de janeiro de 2004 e janeiro de 2009, o custo médio da Lista Escolar aumentou 6,37%. Ou seja, enquanto em Janeiro de 2004 os pais gastaram R$ 83,47 para adquirir os produtos desta lista de material escolar, em Janeiro de 2009 seu gasto foi de R$ 94,79.


Quando se compara esse valor com o valor do salário mínimo, de R$ 380,00, verifica-se que as famílias utilizarão 24,94% do salário para adquirir a lista. Entre os dez estabelecimentos pesquisados quatro apresentam o orçamento da Lista Escolar abaixo da média de R$ 94,79, ou seja, nesses estabelecimentos o custo da Lista é efetivamente menor.


Outro resultado encontrado foi uma variação de até 373% nas listas escolares baseadas em itens mais pedidos pelas instituições de ensino. O produto mais caro foi o Stencils a tinta, sendo o menor preço R$ 2,75 (0,55 cada) e o maior R$ 13,00 (2,60 cada). A segunda maior variação apresentada foi de 296%, na Cola de marca Tenaz, seguida da régua de 30 cm com 242,86%. Vale destacar ainda, a diferença de preços entre itens com marcas definidas importantes da lista de material escolar, como a variação de 133% da borracha branca da Mercúrio, de 100% do corretivo marca Toque Mágico, de 75% do Lápis pretos nº 2 da Faber Castel e de 32% da Caixa de Lápis de Cor da marca Faber Castel.

 

Lista de Material Escolar, Maior e Menor Preço, Variação, Variação Anual (2008/2007), Custo Médio, Custo Médio / Salário Mínimo Oficial (SMO).

Janeiro / 2009

Material Marca Quantidade Maior Preço Menor Preço Variação (%) Variação  Anual(%) Custo Médio - lista Escolar Produto/SMO
Papel Oficio Chamex 2 pac. 500 27,00 19,00 42,11 1,11 24,55 6,46
Papel colorido Genérico 100 Unid. 3,60 3,00 20,00 -8,02 3,26 0,86
Papel 60 kg Genérico 10 Unid. 2,90 1,00 190,00 24,17 1,86 0,49
Stencils a tinta Genérico 5 Unid. 13,00 2,75 372,73 -33,44 6,35 1,67
Cadernos Brochurão Genérico 6 Unid. 23,88 9,30 156,77 -9,55 11,94 3,14
Cadernos - 98 folhas Genérico 4 Unid. 14,80 7,60 94,74 -65,84 10,14 2,67
Cadernos- 200 folhas Genérico 2 Unid. 27,00 12,00 125,00 -21,74 18,49 4,87
Lápis de cor Faber Castel 1 caixa 10,50 7,90 32,91 5,40 8,94 2,35
Lápis pretos nº 2 Faber Castel 3 Unid. 2,10 1,20 75,00 29,69 1,56 0,41
Borracha branca Mercúrio 1 Unid. 0,70 0,30 133,33 -27,73 0,46 0,12
Fita adesiva larga transparente Genérico 1 Unid. 2,80 1,35 107,41 -13,61 1,94 0,51
Cola Tenaz 1 Unid. 1,98 0,50 296,00 -14,08 0,95 0,25
Tesoura Genérico 1 Unid. 1,50 0,80 87,50 12,98 1,18 0,31
Régua 30 cm Genérico 1 Unid. 1,20 0,35 242,86 -0,57 0,66 0,17
Caneta azul Bic 1 Unid. 0,80 0,50 60,00 -18,59 0,62 0,16
Caneta vermelha Bic 1 Unid. 0,80 0,50 60,00 -21,68 0,62 0,16
Corretivo Toque Mágico 1 Unid. 1,80 0,90 100,00 8,44 1,27 0,33
Totais           -23,24 94,79 24,94

LISTA DE MATERIAL ESCOLAR EM SETE LAGOAS - ÍNDICES BASE JAN/04 = 100

Período Custo Médio - lista Escolar Preços
Ano Índice Variação (%)
No Ano Acumulada
2004 83,47 100.00 - -
2005 79,48 95.22 -5,00- -5,00
2006 83,19 99.66 5,27 0,01
2007 109,79 131.53 22,72 22,73
2008 123,49 147.95 12,92 38,59
2009 94,79 113,56 -23,24 6,37

Fonte: NEES Curso de Ciências Econômicas da UEGE Janeiro//09


Da redação

Secretária Municipal de Educação presta esclarecimentos na Câmara sobre acusações

  • Categoria: Cidades
Em cumprimento à convocação feita através do Requerimento nº 086/2009 – apresentado pelo vereador Reginaldo Tristeza (PSOL) na sessão plenária do dia 10 –, a secretária Municipal de Educação de Sete Lagoas, Maria Lisboa de Oliveira, compareceu à Reunião Ordinária da Câmara Municipal realizada na última terça-feira, 17, para prestar esclarecimentos sobre as acusações feitas por ela aos professores da Rede Municipal de Ensino, desrespeito ao vereador autor do requerimento e a falta de alguns itens da merenda escolar. O que motivou tal convocação foi um fato relatado pelo edil Reginaldo Tristeza (PSOL) em sessão plenária realizada pela Casa Legislativa no dia 03 de fevereiro.

 
Na ocasião o parlamentar contou que Maria Lisboa havia se referido aos professores da Escola Municipal Helena Rodrigues Branco como sendo “mafiosos e pessoas corporativistas que pensam somente nelas”, referindo-se ao fato de a classe pleitear melhores salários. Segundo o edil, tal crítica aos servidores havia sido feita pela secretária em conversa com ele ao telefone alguns dias antes da reunião ocasião em que, contou ele, a secretária o abordou de forma desrespeitosa. Tudo isso ocorreu em razão de um panfleto elaborado por um movimento, liderado por Tristeza, em prol da mencionada escola.

Ao comparecer na Câmara para esclarecer os fatos, Maria Lisboa disse que “tudo não passou de um mal entendido”. A secretária confirmou que quando o vereador contou a ela, ao telefone, que foi procurado pelos professores daquela escola pedindo auxílio no que se refere à convocação dos alunos, ela definiu como mafioso o comportamento dos servidores. Ela explicou: “defino como mafioso o comportamento de um grupo de pessoas que se reúne para defender os seus próprios interesses, acima de tudo e de todos”. Maria Lisboa disse que tal adjetivo foi utilizado a partir de uma série de fatos ocorridos, onde um grupo de professores da Escola Helena Rodrigues Branco, em reunião com membros da Secretaria e alguns vereadores, “se definiu como sendo um grupo que apenas se defende e nem quer se misturar com os demais. Essa afirmação foi feita por eles e vários vereadores presenciaram. Foi esta atitude que me levou a defini-los assim”, acrescentou.

Maria Lisboa sustentou que em toda a sua trajetória de atuação na gestão educacional, seja a nível municipal ou estadual, sempre se posicionou como uma defensora dos professores, de todas as formas e em quaisquer situações: “nesse aspecto me defino como mafiosa, porque se mexer com os professores estão mexendo comigo e vou brigar por eles mesmo. Fui educadora a minha vida inteira e defendo a classe de unhas e dentes”, garantiu. Ela explicou que tudo isso se resume no fato de que “se o professor não está respondendo adequadamente às suas funções, nós somos os responsáveis por isso, uma vez que não estamos dando condições decentes de trabalho a eles”, asseverou.
 
Fonte: Secretaria Especial de Comunicação da Câmara
Foto: Jorge Concórdia

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