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'Ranking do sexo': Listas de 'mais putas' e 'mais gays' viralizam na internet; Polícia Civil investiga

A Polícia Civil abriu investigação após um 'ranking' que expõe intimidades sexuais e faz ofensas a mulheres maiores e menores de idade, moradoras de Muzambinho, no Sul de Minas Gerais, se espalhar pelo WhatsApp. O caso chegou até a corporação depois de ser compartilhado em grupos de moradores da cidade, que tem pouco mais de 20 mil habitantes. Além de nomes, a lista também atribui apelidos pejorativos às vítimas.

Autor da lista está sendo procurado pelas autoridades das cidades/Foto: ReproduçãoAutor da lista está sendo procurado pelas autoridades das cidades/Foto: Reprodução

Segundo o delegado Silvio Sérgio Domingues, que apura o caso, as mães das adolescentes citadas no ranking, intitulado "TOP 100 Put...de Muzambinho", procuraram a polícia para registrar a ocorrência. "A maioria são meninas na faixa de 13 a 16 anos. As mães ficaram preocupadas e procuraram a polícia. Essa não é a primeira lista a viralizar. Já tiveram outras pejorativas com homossexuais, por exemplo", disse Domingues. Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil está investigando o autor, que pode estar entre adolescentes que estudam com as meninas citadas. "Já chegaram informações que dão conta de que quem começou a lista foi um adolescente da escola da cidade, mas estamos apurando", disse. De acordo com o delegado, a lista já chegou até cidade de Monte Belo, no Sul de Minas, e está sendo "atualizada" com o nome das moradoras de lá.

O ranking

A lista, considerado machistas em comentários nas redes sociais, compartilhado traz o nome de mais de 100 mulheres de várias idades, casadas e solteiras, atribuindo a elas o adjetivo de prostituta. Em vários dos nomes, o autor atribui às mulheres posições sexuais e ofensas, como "só tem cara de santa", "a pior", "quem nunca", além de várias outras com palavrões. Segundo a Polícia Civil, alguns nomes são acompanhados de informações pessoais como nome dos pais, endereço, e até local de trabalho.

O delegado conta que várias vítimas procuraram a polícia para denunciar o caso. Domingues alerta que é preciso reunir todas que se sentirem lesadas para fazer o boletim de ocorrência. “Vamos reunir provas, capturas de telas, comentários, para tentar localizar quem começou com isso tudo. É difícil porque perde o controle, a lista começou com 70 nomes, hoje já temos 100", explica o delegado.

Silvio Sérgio Domingues ainda explica que os envolvidos podem responder por crimes como ameaça, calúnia, difamação, injúria e até falsa identidade, no caso de perfis falsos usados para compartilhar.

Da Redação com OT




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