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Audiência Pública discute caminhos para melhor atendimento ao autista

Para discutir as diretrizes políticas sobre a proteção das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o vereador Gilson Liboreiro (PSL) realizou Audiência Pública nesta segunda-feira (13), no plenário da Câmara Municipal, o qual esteve lotado durante a reunião.

Audiência Pública debateu questões sobre autismo/Foto: Divulgação CâmaraAudiência Pública debateu questões sobre autismo/Foto: Divulgação Câmara

Estiveram presentes os secretários municipais de Educação, Gutemberg Ferreira da Silva; de Saúde, Vanessa Lopes e de Assistência Social, Paulo França, representando o prefeito Leone Maciel, além do vereador Milton Martins (PSC), de representantes de conselho municipais, professores, pais de autistas e profissionais ligados à área. “Nós temos que criar uma rede de proteção ao deficiente. A legislação federal é extensa, mas está muito longe da nossa realidade, por isso, temos que ouvir as pessoas, as famílias para criarmos um ambiente melhor para estas pessoas. As presenças dos secretários aqui já são um ótimo sinal”, ressalta o vereador.

O parlamentar ressaltou ainda a interação entre executivo e legislativo para trazer resultados, criar leis que possam abranger a situação do autista. A secretária Vanessa Lopes informou que a Atenção Primária passa atualmente por capacitação e que, a partir desta audiência pública, irá inserir a capacitação no que tange o acolhimento de pessoas com necessidades especiais, como o autista. “Como a capacitação está em curso, vamos inserir atitudes simples, como tomar cuidado com a luz, se o barulho estiver alto pedir para baixar, se a pessoa estiver inquieta, procurar um lugar para ela ficar. Não precisa ser autista, mas desde que a pessoa esteja intolerante, podemos fazê-la se sentir melhor para o atendimento. E depois pensarmos na contratação de empresas que possam qualificar a rede em longo prazo, porque esses cuidados envolvem muitos profissionais. Isso precisa ser estendido para toda a rede, especialmente a urgência e emergência”, disse.

Durante a audiência, pais e profissionais explicaram a dificuldade de se obter um diagnóstico precoce para uma doença, que muitas vezes é confundida com falta de educação. O histórico do autismo começou em 1911, denominado, primeiramente, como uma esquizofrenia. Somente em 1983 é que foi ligado a uma falha na cognição, o que prejudicava o ser de forma geral. “Tudo para eles é mais difícil por causa do transtorno, do déficit na parte sensorial que dificulta as relações. É um transtorno do desenvolvimento global, responsável pela interação”, explica a professora da Apae, Aparecida de Cássia.

Propostas

O vereador Gilson Liboreiro pediu ao público presente para apontar propostas que serão avaliadas pelo Legislativo. “Olha que importância a proposta de se identificar nas creches a pessoa com autismo, apontada pela Secretaria de Educação, além de melhorar a capacitação dos profissionais de saúde, proposta pela Secretaria de Saúde. Mas temos que ficar em permanente discussão e buscarmos leis que possam abranger a situação do autista. Nós vamos provocar o assunto de uma forma legal, como criar na lei municipal a concessão de alvará de funcionamento de banco apenas quando houver funcionários que estiverem aptos a lidar com o autista, por exemplo”, cita o vereador.

Profissionais de Contagem também participaram da reunião para apresentar exemplos que dão certo na cidade. “Há um associação genuína que está construindo uma rede de proteção. São esses exemplos que queremos seguir”, afirmou. O vereador ressaltou ainda que deseja criar uma comunicação mais efetiva com entidades de classe para mostrar a importância da interação na causa autista.

Da Redação com Ascom Câmara




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