Menu

Eleições Sete Lagoas: Entrevista com o candidato a prefeito André Longo

O SeteLagoas.com.br preparou uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Sete Lagoas nas eleições suplementares de 2019. Até o fim desta semana todos os candidatos apresentarão suas propostas.

A ordem das entrevistas foi definida por meio de sorteio. Todos os candidatos tiveram à disposição o mesmo espaço para respostas (1200 caracteres com espaço).

Um dos entrevistados desta quinta-feira (23) é André Longo, candidato pelo Partido Social Liberal (PSL), que tem como vice Marcelo Simplício, do mesmo partido.

André Longo é natural de Belo Horizonte, tem 42 anos e é servidor público.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoalFoto: Reprodução/Arquivo pessoal

SeteLagoas.com.br - Descreva sua trajetória política e profissional.

André Longo tem 42 anos, é casado há 17 anos com Patrícia; pai de um casal de filhos, David (15) e Anna (14).
Formado em Direito, é advogado e servidor público concursado há 18 anos.
Conhece como poucos a estrutura administrativa de Sete Lagoas tendo atuado como:
Chefe de gabinete na Câmara de Vereadores entre 2001/2004;
Técnico na Secretaria de Cultura 2004/2007;
Diretor comercial do SAAE entre 2007/2008;
Coordenador de Ações de Fomento na Prefeitura Municipal de Sete Lagoas de 2009/2012;
Assessor jurídico na Secretaria de Saúde no período 2013/2014;
Desde 2015 é presidente da Comissão Recursal na Corregedoria do Município (afastado para participar das eleições);
Prestou assessoria na Assembleia Legislativa MG;
Sócio-proprietário do escritório DE JURE Advocacia;
Um dos líderes do movimento em Sete Lagoas que elegeu Bolsonaro.

Quais são suas principais propostas e objetivos?

Meu principal objetivo é devolver a dignidade à vida pública de Sete Lagoas, mostrar que é possível fazer política sem corrupção, estancar os desvios e o mau uso das verbas públicas. Por um fim aos cabides de emprego e usar o dinheiro da Prefeitura de maneira a atender ao povo, a quem precisa. Acabar com a relação promíscua que existe entre a Prefeitura e a Câmara Municipal.

Com a falta de repasses do governo do Estado e o pouco tempo de mandato, sabendo que não pode prometer muita coisa, qual área irá priorizar?

Fazer o arroz com feijão. Resolver os problemas que afligem todos os sete-lagoanos. Dar a devida atenção ao sistema de saúde. Tapar, de verdade, os buracos que tomam conta da cidade, limpar a cidade, ruas e lotes. Tratar o trânsito com a técnica e o profissionalismo necessários, além de acabar com a indústria da multa, realocando os radares para locais que realmente necessitam de sua presença. Sem esquecer dos trevos, como o que liga a cidade a um de seus mais importantes polos industriais, chegando a Jequitibá, o de acesso à Av. Padre Tarcisio, o do Shopping, do bairro Eldorado e da principal entrada da cidade, na BR-040. Retornar imediatamente o MEXA-SE. Buscar parcerias e PPPs para realizar outros projetos nas áreas de esportes e cultura. Precisamos dar mais atenção aos jovens. Acredito que estancando os vazamentos de dinheiro existentes na Prefeitura vai aparecer verba para fazer mais do que se imagina. Haverá também um corte no número de secretarias e cargos comissionados de diretoria. Além do salário de prefeito, do qual já abri mão, em documento registrado em cartório. Só aí vamos economizar cerca de R$ 2,3 milhões nesses 18 meses de mandato.

Com o alto índice de dengue na cidade, por exemplo, o que você vai fazer para melhorar a área da saúde?

Vamos atacar a saúde com todo empenho! O sistema passa por um momento crítico e presta um péssimo serviço à população. Desde o Hospital Municipal, a UPA e os ESF. Vamos rever tudo, colocar as coisas nos devidos lugares e humanizar o atendimento.

A limpeza das ruas e lotes contribuem para o combate à dengue, além da contratação de equipes que se fizerem necessárias e a utilização do fumacê.

Com relação ao Hospital Regional, cujas obras foram paralisadas em 2015, como pretende fazer a articulação com o Estado para que sejam finalizadas?

O Hospital Regional só se viabiliza por meio da união dos governos federal, estadual e municipais, além de uma Parceria Público Privada, já aventada pelo governo do estado.

A obra que está paralisada há anos tem graves defeitos de construção que deverão ser corrigidos, mas a maior questão é a sua manutenção. Sozinha, Sete Lagoas não pode em hipótese alguma tratar desse tema.

Algumas das maiores reclamações dos sete-lagoanos são os buracos nas ruas, a falta de capina e limpeza da cidade. O que fará com relação a isso?

Vamos trabalhar de imediato esses problemas, com equipes pela cidade e com a participação de todos. E faremos bem feito. Essa maquiagem de época eleitoral não faz parte dos nossos planos. Vamos trabalhar direito, com excelência.

O pagamento do funcionalismo público foi atrasado no ano de 2018 e regularizado parcialmente neste mês. Como será a sua relação com o funcionalismo público?

De respeito, atenção e ouvindo a todos. Sou um servidor do município, sei muito bem dos problemas e dificuldades que nos atingem. Não admitirei nenhum tipo de perseguição política e trabalharei para manter os pagamentos em dia, assim como os reajustes que há muito não são cumpridos. Vamos investir no aprimoramento dos servidores e, com isso, oferecer um serviço ainda melhor aos sete-lagoanos.

Seguindo a ordem pré-determinada, o entrevistado da próxima sexta-feira (24) é o candidato Emílio de Vasconcelos (PSB).

Leia também

Entrevista com o candidato a prefeito de Sete Lagoas Ronaldo Canabrava

Da Redação




Publicidade
Publicidade

Links patrocinados