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PMDB manda recado e confirma Hélio Costa

Reunião em Sete Lagoas uniu o partido em torno do ministro e de Antônio Andrade. PMDB não vai aceitar “cabresto” de ninguém.

O 1.º Encontro Regional do PMDB Forte, realizado em Sete Lagoas no último sábado (26/09), se concretizou em um dos maiores eventos do partido no interior de Minas. Presenças ilustres puderam ser percebidas no Restaurante Donana Centro, fechado exclusivamente para o evento que, a contar pelo tom dos discursos, ratificou a pré-candidatura do senador e ministro, Hélio Costa, ao Governo de Minas. Hélio confirmou, oficialmente, o apoio ao deputado federal, Antônio Andrade, candidato à presidência da legenda no Estado.
O senador se colocou como “cabo eleitoral” de Andrade à presidência do PMDB Mineiro, em eleição que acontece no próximo mês. Em coletiva, Hélio Costa confirmou a necessidade de um diretório forte e que “por causa da posição do partido em Minas e no Brasil, o PMDB tem que comandar o processo”. Costa chegou por volta das 11 horas em Sete Lagoas, acompanhado da esposa, Ana Catarina, e do deputado Antônio Andrade. Eles foram recebidos pelo presidente da Comissão Provisória setelagoana, Edson Paredão, e pelo ex-prefeito, Leone Maciel Fonseca, que em sua fala confirmou apoio ao pré-candidato a deputado estadual, vereador Dr. Caio Dutra.
O PMDB, atualmente, possui duas alas, uma de partidários de Antônio Andrade e Hélio Costa, e outra que apóia a candidatura do deputado estadual, Adalclever Lopes, que conta com apoio do ex-governador Newton Cardoso. O senador, ao ratificar preferência pelo deputado federal, não se disse contra outras candidaturas: “Não sou contra outras candidaturas, mas tenho preferências. O PMDB não está rachado, todo partido tem posições. Nós temos lado e é este aqui”.

Questionado, não admitiu preferência numa possível coligação, seja com PSDB ou PT, mas criticou parte da mídia que tenta colocar Antônio Andrade mais próximo dos Tucanos. “Todos temos amizades nos dois lados. O Antônio Andrade é amigo do governador Aécio, eu sou amigo do Aécio, do Itamar Franco, mas sou amigo do Patrus Ananias. O Toninho jantou recentemente com o Patrus Ananias, vocês sabem disso?”, questionou.
Diante de tudo, uma coisa é certa, o PMDB vai para o embate na cabeça, para comandar o processo. “O PMDB nunca exigiu candidatura. Nós temos amigos em todos os partidos, mas isso não quer dizer que teremos candidatura conjunta. As alianças podem ser com vários partidos, com o PT, PDT, PCdoB, PSC e, inclusive o PSDB. Estamos conversando. A disputa interna é salutar e todos devem estar preparados para o embate”, explicou. Para o ministro, a vitória de Antônio Andrade é “a continuação da tradição de que um político nacional, um deputado federal, conduza a legenda”.
Várias autoridades peemedebistas discursaram e a unanimidade era o comando do processo sucessório do Governo Aécio Neves, com o PMDB na cabeça de chapa. “Hoje o Hélio Costa está mais maduro, mais experiente. Acompanha o presidente Lula de perto há muito tempo. Estou seguro em dizer que voltaremos a ocupar o Palácio da Liberdade pela estrutura que temos, pelas alianças e pela união do PMDB que pode ser vista aqui hoje”, afirmou o prefeito de Uberada, Anderson Adauto, a quem o senador Hélio Costa credita a condução do processo de renovação do partido após a morte prematura do deputado federal, Fernando Diniz, ex-presidente.
Edson Paredão, presidente do PMDB de Sete Lagoas, antes de passar a palavra a Hélio Costa e Antônio Andrade, reforçou a necessidade de um PMDB Forte, um diretório unido para levar o senador à vitória. “Estamos aqui hoje mostrando a força do PMDB. Estamos em uma cidade que 90% dos prefeitos, a maioria das obras realizadas foram feitas por peemedebistas. Uma coisa é certa, temos que estar fortes, com o Antônio Andrade e com o Hélio Costa, porque o PMDB não pode aceitar cabresto de ninguém”, disse.

PREPARAÇÃO PARA A BATALHA –

Hélio Costa seguiu na mesma linha de Edson Paredão. “Estamos aqui na preparação para uma grande batalha e estão pedindo para que eu lidere esta batalha. Para isso tenho que ter alguém para proteger as minhas costas, alguém da minha mais absoluta confiança. Este projeto para levar o Antônio Andrade à presidência do partido conta com a participação de cada liderança, de cada ponto do Estado. Não impus uma possível candidatura, fui procurado pelas lideranças e convidado a participar do processo de retorno do PMDB ao Palácio da Liberdade”, afirmou Hélio Costa.
O senador salientou que a outra ala dentro do partido não está disposta ao consenso, a colocação de uma terceira via, ou seja, impuseram uma candidatura e não abrem mão dela. “O companheiro Anderson Adauto participou de perto de grande parte dos encontros do outro grupo e chegamos a colocar um consenso na mesa, mas o outro lado não abre mão. Nós chegamos a abrir mão, mas eles estão irredutíveis e, portanto, como se chega a um consenso, a uma terceira via, se apenas um lado está disposto a ceder? Não temos medo, vamos à luta e uma coisa podem estar certos, cabresto não vão colocar no PMDB”, encerrou sua participação.
Antônio Andrade foi o último a falar e se disse candidato do consenso. “Quero ser o candidato do consenso, porque quando se chega lá, quem governa é o consenso, governa quem chama o companheiro para participar. O PMDB tem uma forte militância em Minas Gerais, temos que chamar aqueles companheiros que, por ventura, estão afastados do partido e quem deve escolher as coligações que serão feitas são os próprios candidatos”, finalizou.