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Cerimonial de BH dá calote e estudantes ficam sem comemoração de formatura

Um cerimonial de Belo Horizonte deixou de cumprir contratos com formandos de várias faculdades. Os estudantes contrataram a empresa Átria Eventos para organizar eventos de formaturas, mas desde esta quinta-feira (16) nenhum responsável foi encontrado. Em um dos casos, o culto ecumênico foi feito de forma improvisada, já o baile marcado para este sábado (18) corre o risco de não acontecer.

Foto: Reprodução/Internet/ Foto: Reprodução/Internet/

Vários formandos foram nesta sexta-feira (17) até a empresa de eventos, no bairro Itapoã, na Região da Pampulha, mas deram de cara com o portão trancado. Ninguém foi atendido.

“A gente já começou a pagar e aí e agora como é que vai ficar? O valor total é R$ 4,2 mil por cada pessoa, né?”, disse a estudante de enfermagem Clarisse Vieira.

Os alunos contam que o cerimonial deletou a conta de uma rede social. Em uma outra há várias fotos e a seguinte apresentação, "somos mais que um cerimonial especializado em formatura, para nós diversão é coisa séria". Silvana Pinheiro Diniz seria a dona da empresa e no início do ano ela já teria enfrentado dificuldade para realizar um evento.

A estudante de engenharia Larissa Moraes falou com a empresária nesta quarta-feira (15). O culto ecumênico da turma dela e outras cinco estava marcado para esta quinta-feira (16).

“Vai para o seu culto, está tudo já pronto pro seu culto, não tem com que se preocupar”, disse Silvana por telefone à cliente.

Porém, a cerimônia aconteceu de forma improvisada.

“Foi complicado para gente. Foi o culto inteiro, todo mundo chorando. Era sonho também dos familiares”, disse a estudante de arquitetura Jenifer Ferreira Mel.

O baile de formatura está marcado para este sábado. Os convites foram entregues, os vestidos foram alugados, o salão está marcado. Parentes vieram de outras cidades para a comemoração. Mas os alunos não sabem se a festa vai acontecer. Segundo eles, nenhum fornecedor foi pago.

Os estudantes registraram um boletim de ocorrência. Eles investiram R$ 210 mil pelos serviços do culto e do baile e agora têm a decepção e a incerteza.

“Isso é desumano, a gente não faz isso com ninguém”, disse a estudante de engenharia química Maira Cavalcante.

A TV Globo não conseguiu contato com os representantes da empresa Átria Eventos. O Procon de Belo Horizonte informou que os formandos podem entrar com uma ação para o ressarcimento do valor gasto e também danos morais.

Com G1




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