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Burocracia emperra projeto Olho Vivo em Sete Lagoas

Praticamente todas instaladas, as 27 câmeras de monitoramento eletrônico – do Projeto Olho Vivo – podem demorar a funcionar em Sete Lagoas. O início de operação, antes previsto para a primeira semana de agosto, vai sofrer adiamento. O motivo seria entraves burocráticos. O sistema carece de utilização da rede elétrica da Cemig e a autorização da estatal depende antes de análise e aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O tenente coronel Aloysio Vaz D´Oliveira Júnior, comandante do 25º Batalhão da Polícia Militar (PM) do município, mostrou preocupação com a demora e cobra a intervenção da prefeitura na questão.

“A central de monitoramente, que será no batalhão, já está bem adiantada. A questão agora é técnica, burocrática. Falta liberação dos órgãos responsáveis para utilizar a rede elétrica da Cemig”, explica o comandante Aloysio Vaz Júnior. Com o adiamento, ele espera que até setembro o contratempo seja sanado.
 
O prefeito Mário Márcio Campolina Paiva, o Maroca (PSDB), disse que será necessário ir pessoalmente até a presidência da Cemig para viabilizar a tramitação do processo. “Não podemos adiar mais o monitoramente eletrônico, sobretudo porque a empresa que instalou as torres já cumpriu todo o cronograma estipulado”, conta.
 
Por sua vez, a assessoria de imprensa da Cemig informou que já recebeu a solicitação diretamente da vice-governadoria do Estado e do alto comando da Polícia Militar. Segundo a estatal, a autorização depende agora da agência reguladora e que também compartilha os esforços para que o serviço seja iniciado o quanto antes. Em contato com a assessoria da Aneel, o órgão ficou de se manifestar sobre o assunto. Mas até o fechamento desta edição não se pronunciou a respeito.
 
Com recursos da ordem de R$ 3,3 milhões da Secretaria de Estado de Defesa Social, as câmeras serão mais um mecanismo para o combate à criminalidade no município. Fixadas em locais estratégicos, principalmente na região central, podem captar imagens a distância de até dois quilômetros e com riqueza de detalhes em até 500 metros. A PM informou que está provado cientificamente que há queda no índice de criminalidade de até 40% nas cidades onde o Olho Vivo é implantado. O monitoramento será 24 horas, com cobertura motorizada de viaturas para prisões em flagrante.


Celso Martinelli

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